Supermercados de Minas Gerais crescem 3,12% até agosto e projetam alta de 3,45% no ano

Pesquisa da Amis mostra alta de 3,24% em agosto na comparação anual; setor prevê abrir 78 lojas e criar 8,5 mil empregos até o fim do ano
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Supermercados de Minas Gerais crescem 3,12% até agosto e projetam alta de 3,45% no ano
Supermercado | Foto: Diário do Comércio/Arquivo/Alessandro Carvalho

O setor supermercadista de Minas Gerais teve mais um mês positivo, segundo o Índice de Consumo dos Lares Mineiros, pesquisa mensal da Associação Mineira de Supermercados (Amis). No levantamento, a demanda nos supermercados do Estado teve expansão média de 3,12% entre janeiro e agosto. Comparando agosto deste ano com agosto do ano passado, o crescimento foi de 3,24%.

Em relação a julho, houve alta de 0,58%. O número ficou abaixo do que costuma ser registrado nesse período, quando a demanda tende a ser mais forte por causa das compras de reabastecimento feitas pelas famílias depois das férias de julho. O presidente executivo da Amis, Antônio Claret Nametala, avalia que o resultado está dentro do padrão habitual do setor.

“São oscilações naturais do comportamento do consumidor e não traduzem necessariamente um cenário de tendências do setor. Em relação ao mês anterior, um crescimento mais moderado, uma ligeira retração ou um avanço mais significativo fazem parte da dinâmica do consumo”, pondera. Ele acrescenta que o indicador mais observado pela entidade é o crescimento acumulado do ano: “Este, sim, aponta o desempenho consolidado do setor e, até aqui, está em sintonia com as nossas projeções de crescimento para o ano”, assegura.

Metas do setor para o ano

De acordo com a Amis, o setor está com uma projeção positiva e espera crescer 3,45% até o fim de dezembro. Esta meta pode ser alcançada com o incremento de mais pontos de venda. De acordo com a entidade, mais 78 novas lojas devem ser abertas em Minas, o que vai gerar 8.580 novos postos de trabalho.

Outro dado animador para o setor é o faturamento. No fechamento de 2025, foram R$ 135,2 bilhões em vendas nas mais de 47 mil lojas espalhadas pelo Estado. A previsão é de que esse valor seja superado, mantendo o segmento como um dos pilares do PIB mineiro, com 10% de toda riqueza gerada em Minas Gerais.

O super trimestre do fim de ano, outubro, novembro e dezembro, pode contribuir bastante para o incremento do resultado final das redes supermercadistas no Estado.

“Tem chance de ser superado (o faturamento do ano passado), sim. Mas, como é um ano atípico, com uma série de variáveis, como toda essa questão das eleições, a gente vai moderadamente, passo a passo, para poder dizer efetivamente se supera ou não. Tudo indica que devemos superar os 3,45%”, indica o presidente executivo da Amis, Antônio Claret Nametala.

Superminas no horizonte

Além da boa performance dos supermercados mineiros, o setor pode conseguir elevar os ganhos e ainda iniciar os planos para 2027 em um tradicional encontro do segmento: a Superminas, que acontecerá entre os dias 27, 28 e 29 de outubro, no Expominas, em Belo Horizonte.

O evento vai reunir empresários do setor supermercadista e das indústrias fornecedoras. A previsão é ter 60 mil pessoas circulando, entre proprietários, executivos e compradores do varejo alimentar e da indústria fornecedora de todo o Brasil. Serão 600 expositores, e a expectativa é de R$ 3,3 bilhões em negócios, 10% mais do que na edição do ano passado.

Além dos negócios

A Superminas deste ano, em sua 38º edição, pode ganhar um “tempero” extra, pois será finalizada logo após o segundo turno das eleições. E esse cenário pode indicar como o setor supermercadista irá orientar suas estratégias para o ano de 2027.

O presidente executivo da Amis, Antônio Claret, brincou que no começo da Superminas, haverá pessoas felizes, ou tristes, com o resultado da eleição, mas sabe que a direção do setor para o ano que vem já pode ser iniciada durante o evento, já que as redes e indústria saberão qual estilo de política econômica deverá ser seguida no começo do próximo ano.

“Vamos ter gente triste e gente alegre lá na Superminas, com certeza absoluta. Mas também teremos análise econômica para falar sobre as tendências para 2027”, comenta Claret.

“Inclusive esperamos trazer números mais claros das nossas projeções para o fim de ano e o Natal. Acredito que ainda não devemos ter dados sobre 2027, porque as empresas normalmente demoram um pouco mais a responder, esperando o Natal”, conclui o executivo.

Sobre o autor

Anderson Gonçalves

Jornalista desde 2002, especialista em Projetos Editoriais e campanhas políticas. Desde 2025 é repórter de economia e negócios no Diário do Comércio.


Publicidade Legal

Impresso

Ver outras datas

Digital

Ver outras datas
Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas

Acessos importantes

Conteúdo Especial
Conectados 60+: os desafios e as oportunidades da inclusão digital na terceira idade