Maiores varejistas de Minas Gerais somam R$ 106 bilhões em vendas; veja o ranking
Minas Gerais reúne 23 empresas entre as 300 maiores varejistas do Brasil. Juntas, as companhias mineiras somaram R$ 106,4 bilhões em vendas em 2025. O segmento supermercadista concentra 17 representantes e respondeu por 81,3% desse montante, o equivalente a R$ 86,5 bilhões.
A edição deste ano do Ranking TOP 300 do Varejo Brasileiro, publicado pelo Instituto Retail Think Tank (IRTT), aponta que as empresas listadas movimentaram R$ 1,3 trilhão no País. Das 300 companhias, 206 registraram vendas de R$ 1 bilhão ou mais no último ano, incluindo 17 varejistas mineiras.
O conselheiro de empresas e especialista em varejo Epifânio Parreiras Júnior destaca a presença das companhias mineiras entre as maiores do País e a participação desses negócios nas vendas do setor. Ele lembra que o varejo restrito, que exclui os segmentos de automóveis e materiais de construção, cresceu 6,4% no País, apesar das incertezas econômicas, dos juros elevados e do endividamento dos consumidores.
O especialista ressalta que o varejo alimentar tem participação expressiva no mercado nacional, com os supermercados respondendo por 53,2% das vendas, percentual abaixo dos 81,3% registrados entre as empresas mineiras presentes no ranking. “Minas Gerais tem uma participação dos supermercados no varejo muito maior que a média nacional”, diz.
- Leia também: Supermercados de Minas projetam alta de 3,45% no faturamento, mas vão abrir menos lojas em 2026
A rede Supermercados BH segue na liderança entre as varejistas mineiras e é a única representante do Estado no Top 10 nacional. A empresa subiu da décima para a nona posição, com R$ 25,7 bilhões em vendas em 2025, alta de 21% em relação ao exercício anterior, quando registrou R$ 21,2 bilhões.
Considerando apenas as dez maiores varejistas do Brasil, o Supermercados BH apresentou o maior crescimento das vendas entre 2024 e 2025. O Top 10 nacional somou R$ 485,4 bilhões, equivalente a 36,4% das vendas das 300 empresas presentes no estudo.
Entre os fatores que ajudam a explicar a participação do varejo alimentar, Parreiras cita a comercialização de produtos de primeira necessidade e a capilaridade do segmento. “Quando nós temos uma crise econômica, por exemplo, o varejo alimentar é o último a ser impactado e o primeiro a se recuperar”, relata.
Sobre o mercado mineiro, ele aponta o número de redes com lojas espalhadas pelo Estado como um dos fatores que explicam o resultado. Segundo o especialista, as varejistas mineiras tendem a fortalecer a presença regional antes de avançar para outros estados.
Margem para crescimento
Parreiras avalia que Minas Gerais ainda tem espaço para ampliar sua participação no ranking, tanto em número de empresas quanto em volume de vendas. Segundo ele, grande parte das companhias listadas está concentrada em São Paulo, enquanto as empresas mineiras respondem por cerca de 8% das vendas totais.
“Isso mostra a relevância que Minas vem conquistando no mercado nacional. Minas Gerais é o estado dos supermercados, onde o regionalismo consegue superar as grandes multinacionais ou empresas nacionais com sede em São Paulo, por exemplo”, diz.
Além disso, o especialista destaca que o consumidor mineiro possui uma característica de consumo própria, assim como as empresas da região possuem sua forma de atendimento. “Eu vejo uma grande possibilidade de crescimento e acredito que essa participação irá aumentar cada vez mais”, afirma.
Demais destaques de Minas

Além da rede Supermercados BH, Minas Gerais possui outras cinco representantes entre as 50 maiores varejistas brasileiras. Entre elas está o Grupo Mart Minas e Dom Atacadista, que ocupa a segunda posição estadual e a 22ª no ranking geral, com R$ 12,55 bilhões em vendas, valor 10% acima do registrado no exercício anterior (R$ 11,433 bilhões).
O Grupo Martins, dono da Rede Smart Supermercados, aparece logo em seguida, na 23ª posição, com crescimento de 15% nas vendas, de R$ 10,302 bilhões, em 2024, para R$ 11,811 bilhões em 2025. A DMA Distribuidora, dona das redes Epa e Mineirão, registrou alta de 7%, de R$ 8,302 bilhões para R$ 8,908 bilhões.
O grupo de moda e calçados Azzas 2154, que reúne marcas como Arezzo, Hering e Farm Rio, é a empresa mineira mais bem colocada entre aquelas que não atuam no segmento supermercadista, na 41ª posição nacional. A varejista encerrou 2025 com R$ 7,607 bilhões em vendas, alta de 9% em relação aos R$ 6,961 bilhões do ano anterior.
O Grupo ABC ingressou no Top 50 nacional, ocupando a 50ª posição após registrar crescimento de 12% nas vendas entre 2024 e 2025, de R$ 4,945 bilhões para R$ 5,537 bilhões.
Além disso, três empresas passaram a integrar o grupo das 17 varejistas mineiras com vendas superiores a R$ 1 bilhão. A Unissul Supermercados, que não aparecia na edição anterior do levantamento, registrou R$ 1,4 bilhão em 2025. As outras duas são a Livraria Leitura, que passou de R$ 884 milhões para R$ 1,043 bilhão, e a SuperMaxi, de R$ 940 milhões para R$ 1,026 bilhão.
Maiores varejistas com sede em Minas Gerais:
- Supermercados BH (R$ 25,7 bilhões);
- Mart Minas e Dom Atacadista (R$ 12,5 bilhões);
- Grupo Martins (R$ 11,8 bilhões);
- DMA Distribuidora (R$ 8,9 bilhões);
- Azzas 2154 (R$ 7,6 bilhões);
- Grupo ABC (R$ 5,5 bilhões);
- Drogaria Araujo (R$ 5,1 bilhões);
- Grupo Supernosso (R$ 5,1 bilhões);
- Grupo Bahamas (R$ 4,4 bilhões);
- Villefort (R$ 3,6 bilhões);
- Farmácia Indiana (R$ 3,1 bilhões);
- Eletrozema: (R$ 2,1 bilhões);
- Verdemar (R$ 1,7 bilhão);
- Unissul Supermercados (R$ 1,4 bilhão);
- SuperLuna (R$ 1,1 bilhão);
- Livraria Leitura (R$ 1 bilhão);
- SuperMaxi (R$ 1 bilhão);
- Luiz Tonin (R$ 856 milhões);
- Lojas Rede (R$ 850 milhões);
- Casa Alvorada (R$ 825 milhões);
- Supermercado Bernardão (R$ 678 milhões);
- Big Mais Supermercado (R$ 584 milhões);
- Casa Rena (R$ 563 milhões).
Cenário nacional

O Grupo Carrefour Brasil permanece na liderança do ranking nacional, com R$ 123,5 bilhões em vendas, sendo a única varejista a superar R$ 100 bilhões. Em seguida aparece o Assaí Atacadista, com R$ 84,7 bilhões. O Grupo RD Saúde, dono das marcas Droga Raia e Drogasil, registrou R$ 47,6 bilhões e ultrapassou a Magazine Luiza, que somou R$ 47,5 bilhões em vendas em 2025.
Top 10 maiores varejistas do Brasil:
- Grupo Carrefour Brasil – R$ 123,5 bilhões;
- Assaí Atacadista – R$ 84,7 bilhões;
- RD Saúde – R$ 47,6 bilhões;
- Magazine Luiza – R$ 47,5 bilhões;
- Grupo Boticário – R$ 38,1 bilhões;
- Grupo Mateus – R$ 35,6 bilhões;
- Grupo Casas Bahia – R$ 33,8 bilhões;
- Natura&Co – R$ 28 bilhões;
- Supermercados BH – R$ 25,7 bilhões;
- Grupo Pão de Açúcar (GPA) – R$ 20,6 bilhões.
Segundo Parreiras, o levantamento reúne dados de diferentes segmentos e permite traçar um panorama do varejo brasileiro. “É um ranking novo, mas que vem conquistando, nos últimos anos, cada vez mais credibilidade”, pontua.
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