Taxa de desemprego recua para 9,4% em MG

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Taxa de desemprego recua para 9,4% em MG
Força de trabalho em Minas Gerais atingiu 11,34 milhões de pessoas no quarto trimestre do ano passado, segundo o IBGE | Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

A taxa de desocupação de Minas Gerais encerrou o último trimestre do ano passado em 9,4%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do Estado foi inferior ao registrado no País, que chegou a 11,1%, e representa queda de 1,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e de 3 pontos percentuais sobre a mesma época de 2020.

De acordo com o levantamento, a força de trabalho no Estado foi composta por aproximadamente 11,34 milhões de pessoas no fim de 2021, número estável em relação ao terceiro trimestre, porém 5,2% maior sobre o registrado no fim de 2020. O total de pessoas ocupadas nos últimos meses do ano passado foi estimado em 10,27 milhões, e o de desocupadas chegou a 1,07 milhão, no mesmo período.

A analista do IBGE Minas, Fernanda de Sousa Gerken, ressalta que, com os resultados, o número de ocupados aumentou, enquanto o de desocupados diminuiu nas duas bases de comparação. “Em relação ao terceiro trimestre, houve aumento de 1,7% da população ocupada (167 mil pessoas) e redução de 11,6% da população desocupada (140 mil pessoas a menos). Já em relação ao quarto trimestre de 2020, o total de pessoas ocupadas apresentou aumento de 8,8% no Estado (acréscimo de 831 mil pessoas), ao passo que o total de desocupados diminuiu 20,4% (274 mil pessoas a menos)”, detalha.

Assim, o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 58,6% em Minas Gerais, aumentando 0,8 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre e 4,2 pontos percentuais maior do que no mesmo trimestre do ano anterior.

Por outro lado, Fernanda Gerken afirma que o rendimento médio real habitualmente recebido está mais baixo tanto em âmbito nacional quanto em Minas Gerais. O valor chegou a R$ 2.220 no último trimestre de 2021, contra R$ 2.282 no terceiro trimestre e R$ 2.365 no quarto trimestre do exercício anterior. No País, o valor foi estimado em R$ 2.447. “Os trabalhadores estão com remunerações menores”, diz.

Ainda conforme o levantamento, no fim do ano passado, a população ocupada em Minas Gerais era composta por 68% de empregados (incluindo empregados do setor público e trabalhadores domésticos), 4,5% de empregadores, 25,3% de pessoas que trabalhavam por conta própria e 2,1% de trabalhadores familiares auxiliares.

No setor privado, em Minas Gerais, excluindo-se os trabalhadores domésticos, 73,77% dos empregados tinham carteira de trabalho assinada, percentual próximo ao observado para o Brasil (73,49%). Além disso, a taxa de informalidade no quarto trimestre de 2021 ficou em 39,4% da população ocupada no Estado, um pouco abaixo da taxa estimada para o Brasil (40,7%).

Atividades

Por fim, na análise por grupamentos de atividade econômica, a analista do IBGE Minas ressalta que apenas as atividades de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas apuraram aumento na comparação com trimestre anterior, de 5,5%. Houve variação negativa para os grupamentos de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,9%). E as demais não tiveram variações estatisticamente significativas.

Já em relação ao quarto trimestre de 2020, as maiores altas no total de ocupados em Minas Gerais, em termos absolutos, foram as seguintes: comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (mais 279 mil pessoas); indústria geral (mais 200 mil); construção (mais 123 mil); alojamento e alimentação (mais 111 mil).

“Nenhum grupamento de atividade apresentou queda no total de ocupados no período e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura; transporte, armazenagem e correio; informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais; outros serviços e serviços domésticos não tiveram variações estatisticamente significativas”, conclui.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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