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Tesouro prepara terreno para emissões soberanas com selo ESG

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No ano, os vencimentos totalizam R$ 1,4 trilhão, dos quais, metade terá que ser rolada até abril | Crédito: Bruno Domingos/Reuters

Brasília – De olho no objetivo de aumentar a participação do investidor estrangeiro na dívida pública federal, o Tesouro Nacional começa a preparar terreno para o lançamento de emissões soberanas que levem o selo ESG, vinculado a boas práticas nas áreas ambiental, social e de governança.

A ideia é fazer as primeiras emissões tão logo seja concluído o chamado arcabouço ESG, que permitirá uma avaliação sistematizada da performance do País nessas áreas, com informações sobre indicadores e métricas de desempenho e também um mapeamento dos programas e despesas orçamentárias relacionados à agenda de sustentabilidade.

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O subsecretário da Dívida Pública, José Franco de Morais, diz que, em um cenário otimista, os títulos ESG podem ser lançados até o final deste ano, mas que não há compromisso com datas. A emissão, segundo ele, será a consequência de um processo em que o Tesouro atua como facilitador, fornecendo a fundos de investimento e a agências de rating dados e esclarecimentos sobre os temas ESG.

“É uma tendência inexorável, um caminho sem volta. O investidor está cada vez mais dando atenção a esses temas, principalmente os estrangeiros”, disse à Reuters.

O esforço do Tesouro de atender a essa demanda ocorre em meio a críticas crescentes à política ambiental do governo Bolsonaro, particularmente na Amazônia. Diante do aumento do desmatamento e do enfraquecimento dos órgãos ambientais, o governo tem sido alvo constante de ONGs internacionais e também de outros governos.

Para Franco, o papel do Tesouro é oferecer dados e mostrar o que está sendo feito para lidar com as principais questões. “Uma coisa é a retórica, os indicadores são mais importantes. Havendo dados ruins, vamos analisar, explicar o que está sendo feito na área em termos de políticas públicas”, diz.

Franco destaca que o País tem pontos fortes na área ambiental, com destaque para sua matriz energética, que é uma das mais limpas do mundo. Também cita a atuação do vice-presidente Hamilton Mourão à frente do Conselho Nacional da Amazônia na coordenação de políticas para a região.

A ideia, com a estratégia ESG, é mostrar aos investidores que o País adota políticas públicas e direciona despesas orçamentárias voltadas à sustentabilidade, o que garante retornos no longo prazo e justifica o selo que atesta as boas práticas. Os recursos levantados com as emissões, no entanto, poderão ser gastos livremente pelo governo, inclusive com a rolagem da própria dívida. (Reuters)

Fundos registram saídas de R$ 16,9 bi

São Paulo – Os fundos de investimento tiveram saídas líquidas de R$ 16,9 bilhões em janeiro. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o volume representa recuo de 194% na comparação com o mesmo período de 2020.

O resultado negativo foi influenciado pelas retiradas de R$ 40,5 bilhões, no final de janeiro, na classe de ações. Houve resgates concentrados em um único fundo no valor de R$ 42,1 bilhões, ou seja, o movimento não representa uma saída de recursos generalizada. Os multimercados também fecharam janeiro com resgates líquidos no total de R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 3 bilhões sacados de um único fundo.

“A indústria de fundos tem demonstrado um desempenho positivo em 2021, com alguns impactos de movimentos pontuais de mercado. Quando olhamos as trajetórias dos fundos de ações e multimercados, percebemos que, atualmente, essas classes são as mais resilientes do setor”, afirma Pedro Rudge, diretor da Anbima.

Por outro lado, a classe renda fixa, que sofreu com a perda de recursos em 2020, teve captação líquida positiva de R$ 29,2 bilhões. O montante é o segundo melhor resultado da indústria para o período, considerando a série histórica, iniciada em 2002 – fica atrás apenas de 2017, com R$ 35 bilhões.

O número de contas de fundos alcançou 25,4 milhões em dezembro de 2020 – último dado disponível. Os multimercados avançaram 3,4% na comparação com novembro, totalizando 4 milhões de contas. Na sequência, estão os ETFs (Exchance Traded Funds), com avanço de 1,3% e um total de 330 mil. Lembrando que o total de contas não é igual ao número de CPFs, pois cada pessoa pode ter mais de uma conta.

Rentabilidades -O melhor desempenho em janeiro ficou com os fundos que investem acima de 40% no exterior, por conta da alta de 5,1% do dólar. A valorização da moeda norte-americana levou o tipo renda fixa investimento no exterior a registrar retorno de 2,67%, enquanto os multimercados e fundos de ações com essa mesma estratégia tiveram rentabilidades de 1,57% e 0,34%, respectivamente.

Os demais tipos tiveram baixo retorno ou desvalorização. O renda fixa duração baixa grau de investimento (que aplica, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos com prazos menores), o mais representativo da classe, rendeu 0,14%.

Mercado reduz projeção para PIB

São Paulo – O mercado voltou a ver inflação mais elevada neste ano ao mesmo tempo em que reduziu a perspectiva de crescimento da economia brasileira, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central ontem.

O levantamento semanal mostrou que a projeção para a alta do IPCA em 2021 subiu pela quinta semana seguida, chegando a 3,60%, de 3,53% na semana anterior. Para 2022, a estimativa diminuiu em 0,01 ponto percentual, a 3,49%.

O centro da meta oficial para a inflação em 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento em 2021 caiu a 3,47%, de 3,50% no levantamento anterior, permanecendo em 2,50% para o ano que vem.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que o cenário para a taxa básica de juros não mudou, com a Selic sendo calculada em 3,50% este ano e em 5,00% em 2022. (Reuters)

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