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Transações correntes do Brasil têm pior déficit desde 2015

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Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Brasília – O déficit em transações correntes do Brasil foi de US$ 3,904 bilhões em fevereiro, passando a responder por 2,91% do Produto Interno Bruto no acumulado em 12 meses, maior patamar desde dezembro de 2015 (3,03% do PIB), em um período ainda não afetado negativamente pela pandemia do coronavírus.

A elevação do déficit tem ocorrido apesar do pífio desempenho econômico, seguindo tendência já verificada em 2019. As perspectivas para as transações correntes devem ficar ainda mais difíceis diante do impacto do coronavírus na atividade doméstica e no crescimento global.

O déficit do mês foi inteiramente coberto pelo fluxo de investimentos diretos, mas no período a saída líquida de investimentos em ações foi a maior desde outubro de 2008, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) ontem.

Para março, a perspectiva do BC é de déficit em transações correntes de US$ 1 bilhão.
Em resposta por escrito a perguntas da imprensa, o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, apontou que a Covid-19 ainda não havia sensibilizado os números de fevereiro. Sobre o cenário à frente, ele afirmou que essa leitura será feita pelo BC hoje, com a publicação do Relatório Trimestral de Inflação.

Rocha pontuou, contudo, que se a previsão do BC para março se confirmar, haverá redução de US$ 1,7 bilhão no déficit acumulado em 12 meses até março de 2020.

O resultado de fevereiro representou um aumento de 17,1% sobre igual mês do ano passado, principalmente pela piora nas contas de serviços e de renda primária. O dado veio um pouco acima do déficit de US$ 3,45 bilhões esperado por analistas em pesquisa da Reuters.

Já os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$ 5,996 bilhões no mês, em linha com expectativa de US$ 6,0 bilhões. Para março, o BC projeta que cheguem a US$ 7 bilhões, após terem somado US$ 5,992 bilhões até o dia 23.

Dados de fevereiro – No último mês, a balança comercial teve um superávit de US$ 2,518 bilhões, com uma ligeira redução frente ao saldo positivo de US$ 2,672 bilhões registrado em fevereiro do ano passado.

Embora a disseminação do coronavírus na China já tivesse começado desde o fim de 2019, as preocupações sobre seu rápido contágio mundo afora e sobre seu impacto nas redes de saúde e na atividade econômica ganharam vulto em março.

Em fevereiro, ainda houve um aumento de 4% nas exportações brasileiras, segundo os dados do BC, a US$ 16,386 bilhões. As importações, por sua vez, subiram 6% na mesma base, a US$ 13,868 bilhões.

O maior responsável pela piora do rombo em transações correntes em fevereiro foi o déficit na conta de serviços, com aumento de US$ 239 milhões frente a igual período do ano passado, a US$ 2,594 bilhões.

Dentro dessa conta, estão as despesas líquidas com aluguel de equipamentos, que subiram 55,2% a US$ 1,454 bilhão em fevereiro. Já os gastos líquidos de brasileiros no exterior, que costumam ser sensíveis à alta do dólar frente ao real, caíram 47% sobre um ano antes, a US$ 403 milhões.

Olhando para a renda primária, o déficit subiu US$ 224 milhões contra fevereiro de 2019, a US$ 3,904 bilhões, segundo os dados do BC. Nesse caso, a linha foi influenciada principalmente pelo aumento de 35,3% nos gastos líquidos com juros, a US$ 1,369 bilhão.

No primeiro bimestre do ano, o déficit em transações correntes somou US$ 15,784 bilhões, crescimento de 27,5% ante igual etapa do ano passado.

Para 2020, o BC previu, em sua última projeção, novo aumento do déficit em transações correntes, para US$ 57,7 bilhões, ante US$ 49,452 bilhões em 2019.

A conta foi feita em dezembro e deve ser atualizada pela autoridade monetária hoje, na publicação do Relatório Trimestral de Inflação. (Reuters)

Saída de investimentos atinge US$ 3 bi em fevereiro

Brasília – De acordo com o Banco Central (BC), a saída líquida de investimentos em portfólio no Brasil chegou a US$ 3,358 bilhões em fevereiro, com retirada líquida de US$ 4,495 bilhões em ações e fundos de investimento e ingresso de US$ 1,137 bilhão em títulos de dívida.

Considerando apenas o investimento em ações, inclusive os papéis de empresas brasileiras negociados no mercado externo, houve saída líquida de US$ 4,428 bilhões em fevereiro, pior resultado em um mês desde outubro de 2008 (- US$ 6,065 bilhões), quando o mundo estava mergulhado na crise financeira.

BNDES – Isso aconteceu a despeito de fevereiro ter sido marcado pela bilionária venda de ações da Petrobras detidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Questionado sobre o movimento, o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, reconheceu que “os impactos da pandemia nos mercados financeiros são significativos”.

Ele destacou ainda que o BC está “tomando todas as medidas necessárias para garantir a liquidez, em moeda estrangeira e nacional, e o funcionamento dos mercados”.

Nos dois primeiros meses do ano, a saída líquida de investimentos do mercado doméstico foi de US$ 1,907 bilhão, com saques líquidos de US$ 8,606 bilhões em ações e fundos de investimento e entrada de US$ 6,699 bilhões em títulos de dívida. (Reuters)

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