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Usiminas fecha ano com desempenho histórico

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Crédito: Alexandre Mota/Reuters

Em um ano marcado por oscilações na demanda e constantes reajustes nos preços do aço, a Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas) apurou recordes históricos nos resultados financeiros. O lucro líquido de R$ 1,3 bilhão foi o maior em dez anos, representando crescimento de 243% sobre 2019. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 3,2 bilhões e foi o melhor desempenho desde 2008.

Apenas no quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 1,9 bilhão contra R$ 198 milhões no trimestre anterior, um crescimento de 866%, enquanto o Ebitda Ajustado consolidado chegou a R$ 1,6 bilhão contra R$ 826 milhões no trimestre anterior, uma alta de 95%. 

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Outros destaques do quarto trimestre foram as vendas de aço, que chegaram a 1,1 milhão de toneladas, maior volume desde o último trimestre de 2015, e de minério de ferro, de 8,7 milhões de toneladas no ano, recorde histórico. Além disso, o ano foi encerrado com o maior caixa anual desde 2011, com R$ 4,9 bilhões.

“Enfrentamos um período de grandes impactos sociais e econômicos imposto pela pandemia de Covid-19 e nossas equipes mostraram, mais uma vez, a capacidade de vencer obstáculos. Passada a fase mais aguda da crise, quando tivemos que tomar medidas drásticas como o desligamento de dois dos nossos três altos-fornos da usina de Ipatinga, pudemos retomar as operações do alto-forno 1 em agosto passado e já estamos nos preparando para religar o alto-forno 2 em junho”, resumiu o presidente da produtora de aços planos, Sergio Leite.

Segundo ele, a pandemia impactou fortemente os negócios da companhia, mas o resultado ao final do exercício apontou a recuperação da empresa. “A demanda está bem aquecida, a economia brasileira vai bem e as perspectivas para este exercício são positivas, com projeção de avanço de 3,5% no PIB (Produto Interno Bruto) e de 6% na demanda por produtos siderúrgicos. A Usiminas está preparada para acompanhar estes avanços”, completou.

Sobre o comportamento dos preços, que sofreram altas sequenciais nos últimos meses, Leite se limitou a dizer que tanto no caso do aço quanto do minério de ferro (que também esteve em patamar favorável no ano passado) os valores são determinados pelo mercado internacional e que a grande influência ocorre da China. O executivo também citou a variação cambial como outro fator que implicou na elevação. “Neste ano, o Brasil seguirá o preço do mercado”, afirmou.

Balanço – De maneira detalhada, o balanço da Usiminas indicou avanços na produção de aço e de minério de ferro. A Mineração Usiminas (Musa), por exemplo, encerrou o ano com volume recorde de produção. Foram 8,7 milhões de toneladas produzidas em 2020 contra 7,4 milhões de toneladas no ano anterior, uma elevação de 18,2% comparada à produção de 2019.

Na Unidade de Siderurgia, a produção de aço bruto na usina de Ipatinga (Vale do Aço) foi de 2.760 mil toneladas, inferior em 15,4% no comparativo com 2019, quando foram produzidas 3.264 mil toneladas. Ainda no acumulado de 2020, a produção de laminados nas usinas de Ipatinga e Cubatão (SP) totalizou 3.695 mil toneladas, redução de 9,1% sobre o ano anterior (4.064 mil toneladas).

Esses desempenhos justificam as medidas de adequação da produção adotadas logo do início da pandemia. Porém, o presidente lembrou que as operações do alto-forno 1 e da aciaria foram retomadas em agosto passado e o alto-forno 2 será religado em junho ao custo de R$ 67 milhões.

Por falar em investimentos, a Usiminas também divulgou a nova previsão de aportes para este exercício. O Capex para 2021 é de R$ 1,5 bilhão, que devem ser destinados, principalmente, para a reforma do alto-forno 3 da usina de Ipatinga e para o projeto, em implantação, de empilhamento a seco na Musa. Além dos recursos previstos também para manutenção, saúde, segurança e meio ambiente.

“Do total, R$ 600 milhões serão aplicados nos preparativos para a reforma do alto-forno, que está prevista para meados de 2022. O projeto todo está orçado em R$ 1,8 bilhão e neste ano serão adquiridos equipamentos e insumos para a parada efetiva que levará 110 dias”, comentou.

Nova sede – Por fim, Leite adiantou que a siderúrgica anuncia, nos próximos dias, o local da nova sede. No fim do ano passado, o Conselho de Administração aprovou a venda do edifício-sede da empresa, localizado na região da Pampulha, para a Fundação São Francisco Xavier, instituída pela Usiminas em 1969 e com atuação nas áreas de saúde e educação.

O prédio será ocupado pelo primeiro hospital da Fundação em Belo Horizonte. Há informações de que os funcionários administrativos da Capital serão alocados agora no edifício Amadeus, na região Centro-Sul da cidade.

Preços do aço atendem meta de empresa

São Paulo – Os preços de aço no mercado brasileiro estão dentro da meta da Usiminas, com uma diferença para cima em relação aos valores internacionais de 10%, afirmou o diretor comercial da maior produtora de aços planos do Brasil na sexta-feira (12).

“O objetivo saudável para qualquer mercado interno é um prêmio em torno de 10%. Hoje estamos atendendo este objetivo”, afirmou Miguel Homes Camejo em videoconferência com analistas ao responder sobre eventuais novos reajustes de preços de aço no Brasil.

A Usiminas divulgou na sexta-feira forte resultado operacional impulsionado em parte por altas sequenciais de preços na liga nos últimos meses, além de melhora na demanda.

Com isso, ao menos no curto prazo, a companhia pode ter encerrado movimento de reajustes, após aplicar altas em janeiro e fevereiro na esteira de fortes incrementos de custos de matéria-prima entre dezembro e o início deste ano, disse Camejo.

O executivo confirmou que a Usiminas reajustou parte dos contratos de fornecimento de aço para o setor automotivo que entram em vigor em janeiro em cerca de 40% e que os acertos com as montadoras restantes deverão ocorrer entre março e abril e poderão ficar acima do índice anterior.

“Desde janeiro houve incremento adicional nos preços internacionais e custos de matéria-prima. E os contratos de março/abril vão ter de refletir os movimentos de outubro até hoje”, afirmou Camejo sem mencionar números. Ele explicou que as negociações com as montadoras têm que ser feitas entre 60 e 90 dias antes da assinatura dos contratos.

Segundo o executivo, os contratos com o setor automotivo iniciados em janeiro correspondem a 20% a 25% dos negócios da Usiminas com montadoras no País. (Reuters)

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