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Usinas solares instaladas pela EMGD começarão a operar em 2021

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A EMGD está em fase final de implantação de cinco usinas de energia fotovoltaica no Norte de Minas | Crédito: Vander Rodrigues

Conforme o protocolo de intenções firmado no final do ano passado entre a Empresa Mineira de Geração Distribuída (EMGD) e o Governo do Estado de Minas Gerais, que tem por objetivo incentivar o desenvolvimento, a geração de novos empregos e a redução da desigualdade social na região Norte do Estado, começam a funcionar em novembro as cinco primeiras usinas de geração de energia fotovoltaica – duas em Araçuaí, duas em Mirabela e a outra em Coração de Jesus.

Seguindo o plano de investimento superior a R$ 400 milhões, a EMGD prevê até agosto a contratação para construir mais três usinas em Taiobeiras e uma em Minas Novas, que serão concluídas em meados de 2022. De acordo com André Mendonça, diretor de operações da EMGD, a execução simultânea dos projetos vai gerar quase duzentos postos de trabalho na região, além de fomentar a economia local por meio de serviços indiretos nos setores de hospedagem e alimentação, por exemplo.

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Com aproximadamente R$ 65 milhões disponibilizados e uma equipe de engenharia própria, a EMGD irá aplicar o que há de melhor e mais novo em tecnologia, visando a qualidade e performance dos novos ativos. As usinas contarão com um sistema de rastreamento de raios, o tracker, módulos bifaciais e equipamentos de fornecedores renomados. “Temos um grupo de acionistas reconhecidos profissionalmente pela atuação em engenharia e que preza muito pela qualidade e performance das usinas. Nosso objetivo é obter resultados acima da média do mercado”, explica André.

Ocupando uma área de aproximadamente oito campos de futebol, cada usina terá em média 3,2 MWp de potência e será capaz de gerar energia suficiente para abastecer mensalmente 2.700 residências com um consumo médio de 200 kWh/mês. Para tanto, mais de 30 mil módulos fotovoltaicos serão divididos entre as cinco unidades. “Conseguiremos implantar usinas muito eficientes, que irão contribuir para a consolidação de Minas Gerais como referência no setor fotovoltaico brasileiro”, comemora André.

Novos planos

Empresa 100% mineira, a EMGD explica que, por enquanto, todos os seus projetos de geração distribuída estão em Minas Gerais, mas há dentro do planejamento estratégico da empresa o cenário de desenvolver novos negócios em outros estados.

“Não será por agora, o momento é de ampliar e consolidar o que planejamos há dois anos no Estado”, adianta André. Por enquanto, a ideia é construir de 35 a 40 usinas fotovoltaicas no Estado, até o início de 2024, e consolidar a empresa na atividade de geração distribuída.

Neste aspecto é fundamental para o setor a votação do Projeto de Lei n° 5829/2019, de autoria do deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), e tem como relator o deputado Lafayette Andrada (Republicanos/MG), que institui o Marco Legal da GD (geração distribuída). André Mendonça avalia que a medida provisória da Eletrobras despertou o mercado da geração distribuída, por permitir o acesso futuro do consumidor ao mercado livre, mas o marco legal da GD precede a questão.  

“Neste momento, não adianta falar de mercado livre de energia, sem tratar da regulamentação da GD. Muitas empresas como a nossa fazem investimentos absurdos, sem uma segurança jurídica e garantia futura. O marco legal vai estabelecer critérios de funcionamento do mercado”, finalizou.

Ranking

Responsável por quase 20% da geração de energia solar de todo o País, Minas Gerais ocupa a liderança do ranking divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com potência total instalada de 862,9 MW. Os números do Estado são maiores que a soma das federações de São Paulo e Rio de Janeiro, que ocupam a segunda e a oitava colocação, respectivamente. Grande parte dessa força vem da região Norte de Minas, que concentra uma quantidade significativa do total de usinas fotovoltaicas brasileiras, e, ao que tudo indica, a liderança do Estado deve ser ratificada nos próximos anos.

Brasil ocupa 11º lugar em lista da empresa EY, sendo, porém, o primeiro colocado entre os países da América Latina | Foto: Omar Freire/Imprensa MG

País sobe 4 posições em ranking de atratividade

São Paulo – O Brasil subiu quatro posições no ranking de uma publicação que mede a atratividade para investimentos em energias renováveis, e agora ocupa o 11º lugar, sendo o primeiro colocado da América Latina, apontou a empresa de consultoria e auditoria EY.

Os Estados Unidos continuam na primeira colocação, seguidos de China e Índia, que passou da sexta para a terceira posição, conforme a 57ª edição do Índice de Atratividade de Países em Energia Renovável (Recai, na sigla em inglês).

À frente do Brasil, aparecem ainda países como Reino Unido (4º), França (5º), Austrália (6º) e Alemanha (7º), em um mercado que registrou no ano passado investimentos de mais de US$ 300 bilhões em nova capacidade de energia renovável.

A EY citou que o Brasil está avançando com os planos para regulamentar o mercado de energia eólica offshore (no mar).

“Atualmente, (o Brasil) não possui turbinas nos seus 8 mil km de costa atlântica, mas um novo projeto de lei foi proposto no Congresso em fevereiro e, se aprovado, abrirá o setor”, disse a empresa de consultoria.

Segundo a EY, o setor de energia eólica offshore no Brasil poderia “ter um forte crescimento” também pela velocidade dos ventos do País, adequada à fonte.

A empresa citou que Equinor e Iberdrola já buscaram licenças para 4 GW e 9 GW, respectivamente. Total e Enauta também manifestaram interesse, segundo a EY.

Além de medir a atratividade de investimentos em energia renovável, o Recai também reflete as oportunidades de implantação, em momento em que as metas de meio ambiente, sustentabilidade e governança estão cada vez mais presentes na agenda dos investidores.

Sobre os líderes do ranking, a publicação citou que, com o presidente Joe Biden, os EUA estão inaugurando uma “nova era” de políticas de energia para deixar a nação mais distante dos combustíveis fósseis, começando com a reativação do Acordo de Paris.

Biden ainda prometeu que os EUA vão cortar as emissões de gases de efeito estufa em até 52% até 2030, com base em níveis de 2005.

A EY também citou investimentos em energia eólica no mar nos EUA e o rápido crescimento da fonte que acontece também na China.

A publicação disse que a China adicionou “impressionantes” 72,4 GW de nova energia eólica em 2020, incluindo 48 GW apenas em dezembro, quando os desenvolvedores correram antes do corte de subsídio para energia eólica onshore (em terra).

A China não aprovará mais projetos eólicos subsidiados em terra após 2020 e instalou 3 GW de eólicas no mar no ano passado, representando cerca de metade da nova capacidade global, com o país liderando o ranking desses novos projetos pelo terceiro ano consecutivo. (Reuters)

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