A atividade industrial cresceu em abril. A utilização da capacidade instalada aumentou 0,6 ponto percentual frente a março e atingiu 77,8%, o maior índice desde agosto do ano passado, na série livre de influências sazonais. As informações são dos Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ontem.

As horas trabalhadas na produção cresceram 1,1% e o faturamento teve alta de 3,3% em abril, ante março, nas séries sem influências sazonais. Em relação às horas trabalhadas, houve reversão de parte da queda de 1,6% no período anterior. Conforme o levantamento, esse indicador está oscilando desde o fim de 2017 e mostram leve tendência de alta desde o fim do ano passado.

Já em relação ao faturamento, apesar do aumento, não se conseguiu reverter a queda de 4,9% em março na comparação com fevereiro. Segundo a pesquisa, o indicador continua alternando variações positivas e negativas mensalmente desde o fim da paralisação dos caminhoneiros, em maio de 2018. “Como as quedas vem superando as altas, a tendência do faturamento é de queda”, destaca o documento da CNI.

Emprego – O emprego na indústria cresceu 0,1% em abril frente a março, na série livre de influências sazonais. A CNI ressalta que o emprego continua estável, com pequenas oscilações, desde março de 2017, quando terminou uma longa trajetória de queda no indicador.

A massa salarial aumentou 0,5% e o rendimento médio do trabalhador cresceu 0,9% em abril na comparação com março, nas séries livres de influências sazonais. Enquanto o índice de massa salarial vinha de três quedas consecutivas, com recuo acumulado de 3,9%, o rendimento cresce pelo segundo mês consecutivo. Apesar da alta, o indicador vem de uma trajetória de retração ao longo de 2018.