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Vale da Eletrônica faz paradas pontuais por falta de insumos

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Para manter a produção e atender à demanda do mercado, as indústrias do Vale da Eletrônica, no Sul de Minas, recorrem a alternativas que podem reduzir o nível de tecnologia | Crédito: Divulgação

A falta de insumos continua prejudicando o Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas. Com dificuldades de comprar matérias-primas, empresas do setor são obrigadas a adotar paradas pontuais, o que vem causando prejuízos ao setor. Além disso, com a escassez de componentes eletrônicos, os preços estão em patamares recordes e alguns insumos já apresentam valores dez vezes maiores que os praticados antes da pandemia.

A falta de componentes também tem feito com que as empresas busquem alternativas para manter a produção. Um dos receios é que o setor retroceda e tenha uma fabricação de produtos com menos tecnologia embarcada para atender à demanda, que é grande. 

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De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto, a situação vivenciada pelos empresários do setor é crítica e, até o momento, não existem sinalizações de recomposição dos estoques. 

“A situação é muito difícil. Estão faltando muitos componentes eletrônicos e as empresas estão fazendo de tudo nas engenharias para mudar softwares e plataformas para ficar compatível com outros modelos alternativos de chips. Tem muitos chips que são dedicados e que estão com programação de um ano e meio de prazo. Programação de seis meses a um ano se tornou comum para as entregas e as engenharias que estão tentando melhorar e permitir a produção”.

Ainda segundo Souza, em conversas informais com empresários, já foi abordada a intenção de produzir produtos com menos tecnologia embarcada, com o objetivo de manter as empresas em funcionamento e atender à demanda do mercado. 

“Em conversa informal com alguns empresários, já se fala em desenvolver produtos ‘burros’. Antes, na época do analógico, não tinham inteligência embarcada, que são os chips. A situação é tão complicada que chegaram a cogitar produtos sem inteligência, gerando produtos grandes, com menos funções e mais caros, mas que com eles será possível produzir. O Vale da Eletrônica tem demanda para produzir, sem vender mais nada, por mais quatro ou cinco anos e não consegue por falta de produtos”.

Souza ressalta que são muitas as matérias-primas em falta. Entre as mais importantes estão os chips, as linhas de semicondutores, granulado para injeção plástica para fabricação de caixas e chapas metálicas de aço e alumínio para a fabricação, por exemplo, de gabinetes. 

“Além de uma entrega morosa, os preços estão caríssimos, o que também prejudica as empresas e o próprio consumidor. Se compararmos com 2019, antes da pandemia, agora há produtos que tiveram o preço reajustado em mais de dez vezes”.

Empresas são obrigadas a pagar ágio 

Com escassez de componentes eletrônicos e alta demanda, um problema que vem sendo gerado quando as empresas conseguem a matéria-prima é o ágio. “Antes, tínhamos tudo projetado, valores estipulados e custos. Hoje, com a escassez, quando há oferta, a compra é quase um leilão, gerando ágio, que é prejudicial para toda a economia”.

Com pedidos em atraso, os empresários do setor também estão investindo no transporte da matéria-prima por aviões e não mais por portos, que demandam mais tempo. Souza explica que a estratégia é prejudicial para a logística já existente para o setor e que a prática também encarece os custos e, consequentemente, o produto final.

“Quando tem a matéria-prima em um porto e para resolver a situação muitos estão trazendo de avião para o transporte ser mais ágil. A produção que tinha logística de previsão de embarque, agora tem lotes pequenos sendo trazidos na correria e por companhias aéreas. Quando tira da logística de contêineres e manda por aviões, o frete sobe mais de dez vezes. Por serem mercadorias de lotes menores e leves, muitas vezes, vêm em voos de passageiros”.

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