Número de veículos emplacados em Minas Gerais cresce 35,62% no primeiro semestre de 2026
O número de emplacamentos de veículos em Minas Gerais aumentou 35,62% no primeiro semestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Com quase 442 mil unidades emplacadas, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e outros veículos, o setor registrou cerca de 116 mil emplacamentos a mais no Estado neste ano. Os dados foram divulgados ontem (2) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
O aumento em Minas, mais uma vez, é mais expressivo do que o aumento nacional. No Brasil, de janeiro a junho, foram 2,7 milhões de veículos emplacados, alta de 16%, ante os 2,3 milhões do ano passado.
Considerando apenas os emplacamentos de junho em Minas Gerais, a variação também foi positiva, com alta de 3,11% frente a maio e 32,35% frente a junho do ano passado. No período, foram emplacados 88,4 mil veículos.
Automóveis puxam o crescimento
Tanto no primeiro semestre quanto no mês de junho, o crescimento foi impulsionado pelo volume de emplacamentos de automóveis. Ao todo, foram 57,6 mil automóveis comercializados em junho deste ano, frente às 55,8 mil unidades registradas em junho do ano passado. No primeiro semestre, o volume passou de 181 mil para 273 mil unidades.
O diretor da Fenabrave, Marcelo Franciulli, atribui o aumento das vendas de automóveis em âmbito nacional à combinação entre o crescimento da renda da população, a maior concorrência entre as montadoras e as estratégias comerciais adotadas pelo setor. Segundo ele, a redução dos preços, as condições mais atrativas de financiamento, incluindo ofertas com taxa zero, e a valorização dos veículos usados nas negociações impulsionaram o segmento de automóveis e comerciais leves.
As motocicletas também registraram alta. Foram 83 mil unidades emplacadas no Estado neste ano, contra 73,7 mil no mesmo período do ano passado, avanço de quase 14%. Nesse caso, o diretor disse que o setor, há algum tempo, subiu de patamar. “É um crescimento já estrutural que está se mantendo”, afirmou. De maio para junho, a alta foi de 5,4%.
Já nos segmentos de caminhões e ônibus, o aumento foi de quase 12% em relação ao ano passado, impulsionado, como explicou Franciulli, pelo programa do governo federal, Move Brasil. O programa oferece linhas de crédito facilitadas, operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos parceiros, para a renovação e modernização da frota nacional de veículos, com foco em caminhões, ônibus e implementos rodoviários. Na comparação com maio, a alta foi de 20% no segmento no Estado.
Setor cresce acima do esperado e Fenabrave renova expectativas
No Brasil, a alta foi de 16% no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao passar de 2,3 milhões de unidades negociadas para 2,7 milhões de unidades vendidas, a alta surpreendeu o setor, fazendo com que a Fenabrave revisasse as projeções iniciais de crescimento para o ano.
De acordo com o presidente da entidade, Arcelio Junior, eles aumentaram a previsão de crescimento de automóveis e comerciais leves de 3% para 8,8%. “Para o setor em geral, nós passamos de 6,1% para 8,6%”, afirmou.
Apesar do desempenho positivo, Franciulli avalia que o ritmo de expansão deve perder força ao longo do ano. “Esse crescimento de praticamente 10% não se sustenta ao longo do ano em função de um crescimento menor do PIB, da redução da renda por causa da inflação. Mas, ainda assim, é um crescimento forte no acumulado”, afirmou.
Raio-X dos emplacamentos
- Alta em Minas Gerais (1º semestre): 35,62%
- Alta no Brasil (1º semestre): 16%
- Veículos emplacados em Minas: quase 442 mil
- Emplacamentos adicionais no Estado: cerca de 116 mil
- Emplacamentos em junho: 88,4 mil veículos
- Alta de junho sobre maio: 3,11%
- Alta de junho sobre junho de 2024: 32,35%
- Crescimento das motocicletas no semestre: quase 14%
- Alta de caminhões e ônibus no semestre: quase 12%
- Nova projeção da Fenabrave para o setor em 2025: 8,6%
- Nova projeção para automóveis e comerciais leves: 8,8%
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