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Economia

Vendas da MRV&CO chegam a R$ 8,1 bi

Receita somou R$ 8,1 bilhões no ano passado, de acordo com balanço operacional divulgado pela companhia

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Logo da MRV em painel na B3, em São Paulo (SP)
Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

O grupo mineiro MRV&CO – que engloba as empresas MRV, Urba, Luggo, AHS e Sensia – teve mais um ano marcado por recordes. A prévia operacional da companhia revelou volume histórico de vendas líquidas no exercício passado, totalizando R$ 8,1 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Os lançamentos, que chegaram a R$ 9,4 bilhões em 2021, também foram os maiores da história da empresa.

No balanço, a companhia destaca que se consolidou como a primeira e única plataforma habitacional multinacional de origem brasileira e que todas as linhas de negócios registraram importantes avanços, confirmando a assertividade da estratégia de diversificação de produtos, fontes de funding e mercados de atuação implementada.

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Do total de R$ 8,1 bilhões em vendas em 2021, R$ 1,75 bilhão veio da AHS, nos Estados Unidos, pelo segundo ano consecutivo, recorde histórico de vendas do braço estrangeiro da companhia. Já a Urba totalizou 3.108 unidades vendidas (100%) no ano, representando um crescimento de 163% frente a 2020.

O diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores, Ricardo Paixão, avalia os resultados como consequência de uma história consistente e que permite a consolidação da empresa enquanto plataforma habitacional. “A MRV não é mais uma empresa de incorporação de imóveis de baixa renda, mas de média, de loteamento, de aluguel e aluguel no exterior”, resume.

Paixão ressalta ainda que quando analisados os números de cada braço operacional, é possível observar a importância da estratégia de diversificação de produtos, fontes de funding e mercados. Para se ter uma ideia, a empresa fechou o quarto trimestre de 2021 com 46,1% das vendas fora do programa Programa Casa Verde e Amarela, como os da Linha Premium, com funding do SBPE, da Luggo, da Urba e da Sensia. Vale dizer que 21,7% das vendas vieram do mercado norte-americano, com a AHS. E, apesar de o número estar cada vez mais próximo da meta de 50%, o diretor pondera que a consistência da representatividade ainda pode demorar.

“A meta de uma divisão equilibrada, cujas vendas dentro e fora do programa representaram 50% cada. Por isso, nosso plano não muda, ainda levaremos dois ou três anos para nos tornarmos uma empresa recorrente com resultados sólidos nas diferentes fontes. O mais importante, então, é termos a possibilidade de negócios distintos”, afirma.

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Tamanha a importância da diversificação dos negócios que, apenas no quarto trimestre a MRV&CO garantiu um total de R$ 1,26 bilhão em vendas da Luggo para os próximos anos. Trata-se da parceria estratégica firmada entre a Luggo e a Brookfield, que prevê a venda de aproximadamente 5.100 unidades. Os empreendimentos serão vendidos à medida que forem concluídos e o acordo assinado incluiu a venda dos dois primeiros empreendimentos, em um total de R$ 106 milhões, já no fim do ano passado.

Em termos de lançamentos, que também apurou recorde em 2021, destaca-se o início das negociações de mais dois empreendimentos da AHS no último trimestre, com o lançamento de um total de 645 unidades, que totalizam R$ 1 bilhão em VGV. Além disso, a Urba lançou mais dois empreendimentos em São Paulo, com um VGV total R$ 57 milhões e 518 unidades. Também vale ressaltar que, no decorrer do ano a Urba lançou um total de sete empreendimentos, totalizando 1.313 unidades, equivalentes a um VGV de R$ 194 milhões, um crescimento de 311% frente ao ano de 2020.

Caixa ficou negativo

Em termos de geração de caixa, a MRV&CO encerrou o ano com saldo negativo de R$ 531,5 milhões e dentre as operações, apenas a AHS teve caixa, neste caso de R$ 84 milhões. Neste sentido, a companhia justifica que o resultado se refere à estratégia adotada de antecipar a compra e estocar alguns materiais necessários para a produção, com o intuito de normalizar o fornecimento e evitar atrasos nas obras.

“Além da estocagem de materiais, dois outros fatores contribuíram para a queima de caixa reportada em 2021: a alteração no normativo da Caixa Econômica Federal, que passou a condicionar o recebimento da medição da obra ao registro do Financiamento à Construção; e o atraso observado na averbação do Habite-se, em função dos efeitos da pandemia de Covid-19”, diz no documento.

Por fim, o diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores diz que 2021 foi um ano que se iniciou com grandes expectativas, mas que trouxe algumas surpresas negativas, em função da nova onda de Covid e das elevações da taxa básica de juros (Selic) e da inflação. Já 2022 poderá trazer um pouco mais de dificuldades em termos de capacidade de compra para alguns consumidores, principalmente o de média renda. Mas pondera que, de qualquer maneira, “a inflação bateu no bolso de todos”.

Aluguéis residenciais avançam 7,1% em BH

O preço dos aluguéis residenciais em Belo Horizonte subiu 7,17% em 2021, de acordo com o Índice FipeZap de Locação Residencial, que acompanha o comportamento dos preços de aluguel em 25 cidades brasileiras. A variação do aluguel em dezembro foi de 0,39% na capital mineira, uma das menores do País, ao lado de Goiânia (+0,21%), Salvador (+0,45%), São Paulo (+0,51%), Porto Alegre (+0,59%) e Rio de Janeiro (+0,77%).

A média nacional foi de 0,80%, sexta alta consecutiva e acelerada do índice, que foi de  +0,13% em julho, 0,37% em agosto, 0,52% em setembro, 0,57% em outubro e 0,66% em novembro. A variação mensal do índice superou a inflação ao consumidor medida pelo IPCA/IBGE (+0,73%), mas permaneceu abaixo da apuração mensal do IGPM/FGV no período (+0,87%).

Ao somar o resultado de dezembro, o Índice FipeZap de Locação Residencial acumulou em 2021 uma alta de 3,87%, variação inferior à inflação calculada pelo IPCA/IBGE (+10,06%) e pelo IGP-M/FGV (+17,78%) no mesmo período.  

Ao subir cerca de 7%, o aluguel em BH ficou acima da média das 25 cidades acompanhadas pelo FipeZap, mas ainda assim abaixo da inflação e do IGP-M, que ainda é o índice mais usado para reajustar contratos de locação

O resultado  sinaliza o avanço das negociações entre proprietários e inquilinos: em 2020 e 2021, elas foram muito intensas, justamente porque o IGP-M subiu muito, influenciado pelo preço do dólar e das comoditties, informa o economista do DataZap+, Pedro Tenório.

“Grande parte das pessoas não teve renda durante a pandemia capaz de arcar com o aumento abusivo do IGP-M, que chegou a 37% entre 2020 e 2021. As negociações então tiveram que avançar e a experiência como um todo foi positiva, já que está se criando no mercado imobiliário essa ideia de questionar o IGP-M como índice de reajuste automático”, informa o economista.  

À exceção da cidade de São Paulo, onde os preços de locação residencial recuaram 0,92% no ano, em média, todas as cidades monitoradas pelo índice encerraram o período com elevação.

“Se a gente olhar especificamente Belo Horizonte, vamos ver que no último semestre de 2021 houve uma aceleração do Zap aluguel”, observa Pedro Tenório. Ele atribui esse aumento a fatores como o avanço da vacinação com melhoria do emprego e o aumento do IPCA mexendo no bolso no locador, que tenta repassar essa perda ao inquilino.

Outro fator, segundo o economista, é que o preço de venda de imóveis aumentou mais do que o aluguel. “Como a Selic subiu e trouxe alternativas de renda fixa, parcela da população que poderia comprar um imóvel prefere deixar o dinheiro rendendo e alugar”, aponta.

Desde meados de 2020, o retorno médio do aluguel residencial tem recuado marginalmente, encerrando dezembro de 2021 em 4,66% ao ano — taxa recentemente superada pela rentabilidade média projetada para aplicações financeiras de referência. (Bianca Alves)

Expectativas

Para 2022, as expectativas são de que o aluguel continue aumentando, seja porque o IPCA, apesar de perder ritmo, ainda vai influenciar nos preços, seja porque uma maior taxa de juros nos financiamentos imobiliários possa aumentar a demanda pelo aluguel, reforça Tenório.

Segundo o economista do DataZAP+, o que coloca em xeque todas as análises é, mais uma vez, a evolução da pandemia e os efeitos das novas variantes. “Não se tem certeza do que isso vai representar em termos de lockdowns, por exemplo, e como isso poderia afetar a renda dos brasileiros”, conclui. (Bianca Alves)

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