COTAÇÃO DE 17/05/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,2660

VENDA: R$5,2660

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,2500

VENDA: R$5,4230

EURO

COMPRA: R$6,4106

VENDA: R$6,4134

OURO NY

U$1.866,89

OURO BM&F (g)

R$316,43 (g)

BOVESPA

+0,87

POUPANÇA

0,2019%%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Economia zCapa
Mercado imobiliário tem aproveitado maior procura na Capital | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

O mercado imobiliário vem mês a mês mostrando a sua força nas cidades de Belo Horizonte e Nova Lima, deixando para trás as inseguranças iniciais com a pandemia de Covid-19. Em agosto, na comparação com julho, as vendas de apartamentos novos nos dois municípios aumentaram 25,5%, passando de 369 unidades para 463. Quando se compara agosto com o mesmo período do ano passado, em que foram comercializadas 208 unidades, o incremento é ainda mais expressivo: 122,6%.

Os dados pertencem ao Censo do Mercado Imobiliário, realizado pela Brain Consultoria para o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG). Os números revelam ainda que quando se verifica os oito primeiros meses deste ano, quando 2.591 apartamentos novos foram vendidos, e o mesmo período de 2019, com 2.111 comercializações, o avanço é de 22,74%.

PUBLICIDADE

De acordo com o vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, vem sendo verificado um crescimento forte no mercado imobiliário desde o mês de maio. Aliás, afirma ele, após a construção civil passar por cinco anos de números mais baixos, 2020 realmente estava sendo visto com muitas expectativas positivas – e elas têm se realizado. O mês de março e a pandemia do Covid-19 deixaram a todos apreensivos, mas, posteriormente, vários fatores ligados ao próprio comportamento das pessoas e à economia de modo geral contribuíram para os avanços no segmento.

Primeiramente, relata ele, há o fato de que as pessoas passaram a valorizar mais a casa própria, após as medidas de isolamento social, que têm feito com que os indivíduos permaneçam por um período maior de tempo em suas residências.

Além disso, acrescenta, as taxas de juros estão historicamente muito baixas. “Se há alguns anos alguém dissesse que a taxa Selic chegaria a 2% ao ano, pouca gente ou ninguém acreditaria. Essa é uma grande oportunidade para o comprador, uma vez que a maior parte dos imóveis é vendida por financiamento imobiliário”, salienta.

Dessa forma, prossegue Michel, o comprador paga um sinal e faz um financiamento de longo prazo, em torno de 70% a 80% do valor dos imóveis. “Com as taxas que haviam antes, era mais difícil assumir esses compromissos. Quando os juros caem, o valor da prestação também cai”, destaca.

Mas não é só isso: outro ponto importante, ressalta ele, é que as empresas se adaptaram rapidamente ao meio digital. “As empresas utilizaram as ferramentas digitais para abordar as pessoas. Hoje, pode-se comprar imóveis de forma remota, desde o conhecimento do empreendimento até a assinatura do contrato”, diz.

Lançamentos – Os dados do Censo do Mercado Imobiliário também revelam que houve um incremento no número de lançamentos de apartamentos. Em julho, foram lançadas 63 unidades. Já em agosto, foram 290, o que representa um crescimento de 360,32%. Trata-se do maior volume de lançamentos dos últimos cinco meses.

De janeiro a agosto do ano passado, foram lançadas 1.280 unidades contra 1.812 no mesmo período deste ano, o que representa alta de 41,56%. No entanto, os lançamentos ainda têm sido menores do que as vendas. Se em agosto do ano passado existiam 3.308 unidades novas para comercialização, o número passou para 2.764 em agosto deste ano. É o menor patamar da série histórica, que teve início no fim de 2015.

Segundo Michel, no momento da pandemia, as empresas concentraram forças na venda dos estoques e postergaram um pouco os lançamentos. “Ninguém sabia o que ia acontecer, então as empresas tiraram o pé do acelerador”, afirma.

Dessa forma, os lançamentos ficaram represados, mas acredita-se em um volume grande no segundo semestre. De acordo com o vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, houve um deslocamento dos lançamentos do primeiro para o segundo semestre, o que já começou a aparecer em agosto.

Geração de empregos está em alta

A indústria da construção civil em Minas Gerais apresentou avanços em relação ao emprego. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, em Belo Horizonte, no mês de agosto, a construção civil foi o maior gerador de postos de trabalho na comparação com outras grandes áreas.

De 4.325 novas vagas formais geradas na capital mineira no oitavo mês do ano, 2.194 foram da construção civil, ou seja, 50,73%. Além disso, de janeiro a agosto, o setor gerou 3.346 novos postos de trabalho em Belo Horizonte.

O vice-presidente da área imobiliária do Sinduscon-MG, Renato Michel, frisa que, pelo fato de a construção civil ter sido considerada atividade essencial, não houve paralisações de obras e as construtoras puderam manter os seus colaboradores, além de não precisarem utilizar alguns benefícios governamentais pensados para o momento de crise.

“A construção civil é uma grande geradora de emprego e renda e um dos setores que mais impulsionam a economia”, conclui.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!