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Vendas de móveis registram aumento com a população confinada em casa

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Indústrias de mobiliário de Minas Gerais estão otimistas e até mesmo contratando para conseguir atender a demanda | Crédito: Arquivo DC

O isolamento imposto para conter o avanço da pandemia da Covid-19 fez com que as pessoas passassem mais tempo nos lares, o que rendeu fôlego à indústria moveleira. A estimativa é de que as vendas tenham crescido entre 20% e 25% na quarentena, na comparação com os primeiros três meses do ano.

Com o consumidor mais preocupado com o conforto em casa, a tendência é de que a demanda siga aquecida, o que é importante para a recuperação do setor, uma vez que nos últimos anos a demanda estava baixa.

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De acordo com a presidente do Sindicato das Indústrias de Mobiliário e de Artefatos de Madeira do Estado de Minas Gerais (Sindimov-MG), Iara Gomes Abade, nos últimos anos, o setor sofreu muito com a baixa demanda. Além dos móveis serem bens duráveis, eles também estavam perdendo espaço na preferência dos consumidores para os eletrônicos.

“Com a pandemia, as pessoas ficaram mais tempo em casa, trabalhando e estudando, isso fez com que elas prestassem mais atenção na casa. Essa redescoberta do lar e a maior segurança oferecida, fez com que muitos investissem no conforto. A princípio, as compras foram mais expressivas no segmento de móveis para home office. Mas, existe uma demanda reprimida e a tendência é de que o consumidor invista cada vez mais na melhoria e no conforto”, explicou Iara Abade.

A demanda segue firme e as expectativas são positivas. Após a implantação do isolamento social, as vendas de móveis em Minas Gerais cresceram entre 20% e 25%, no Estado. Com o mercado aquecido, as indústrias de mobiliário estão otimistas e até mesmo contratando para conseguir atender a demanda.

Iara Abade explicou que o aquecimento do mercado foi importante para a retomada do setor. Logo no início da pandemia, alguns polos moveleiros, como o da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), por exemplo, onde estão concentradas empresa especializadas em móveis feitos sob demanda, houve redução da produção, mas, com a flexibilização do isolamento, as atividades estão sendo retomadas.

Outro impacto causado pela pandemia nas indústrias do setor foi o adiamento das entregas já contratadas, principalmente, de produtos prontos. Com as lojas fechadas, a princípio, muitos contratos foram adiados, mas, com a demanda do consumidor final crescente, o gargalo foi superado e não houve cancelamentos de pedidos.

“No novo morar, as pessoas irão consumir móveis para tornar o lar mais confortável e harmonioso. Existe uma demanda reprimida e a nossa previsão é muito boa. No início do ano, já estávamos registrando uma retomada do consumo, porém, era lenta. Essa demanda maior é fundamental para a recuperação, já que o setor, nos últimos anos, registrou muitas perdas”.

Ainda segundo Iara Abade, o setor moveleiro terá um papel muito importante na recuperação econômica do Estado. O fato de as indústrias estarem localizadas em diversas regiões de Minas, inclusive em muitas cidades do interior, a atividade é grande geradora de empregos.

“A indústria de móveis gera muitos empregos e é a oitava no Brasil que mais emprega. Mesmo com a pandemia, não houve grandes demissões. Felizmente, em função das medidas anunciadas pelo governo federal, muitas anteciparam as férias coletivas, reduziram a carga horária ou suspenderam os contratos de forma temporária. Com isso, muitos empregos foram preservados. De junho para cá, com a demanda maior, muitas empresas estão contratando”.

Fabricantes de Passos vão realizar feira virtual

Para alavancar as vendas e atrair os consumidores, fabricantes e expositores de Passos, no Sul de Minas Gerais, vão realizar a primeira feira virtual do setor. A 4ª Expo Móveis Rústicos de Passos, que será nos dias 24, 25 e 26 de setembro, tem o objetivo de apresentar peças e realizar os negócios de forma virtual. As expectativas são positivas e o objetivo é atender o consumidor final e favorecer os negócios também com lojistas.

“Estamos otimistas com o evento. Além da grande procura por móveis, o e-commerce cresceu muito com a pandemia. A feira é muito importante para as indústrias e a economia da região, que tem o setor como um dos principais geradores de riquezas”, disse a presidente do Sindicato das Indústrias de Mobiliário e de Artefatos de Madeira do Estado de Minas Gerais (Sindimov-MG), Iara Gomes Abade.

Segundo dados divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Passos conta com 86 empresas do setor de fabricação de móveis com predominância de madeira, representando 30% da indústria de transformação local. O setor é responsável por mais de 500 trabalhadores formais, ou seja, 13,1% dos empregos com carteira assinada da indústria de transformação.

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