COTAÇÃO DE 25/05/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$4,8200

VENDA: R$4,8210

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$4,8900

VENDA: R$5,0160

EURO

COMPRA: R$5,1520

VENDA: R$5,1546

OURO NY

U$1.853,68

OURO BM&F (g)

R$287,13 (g)

BOVESPA

-0,98

POUPANÇA

0,6724%

OFERECIMENTO

Economia

Vendas do comércio caem pela 2ª vez seguida em MG

COMPARTILHE

Crédito: ALISSON J. SILVA
Crédito: ALISSON J. SILVA

As vendas do comércio varejista de Minas Gerais apresentaram uma retração de 0,5% em novembro na comparação com outubro, na série com ajuste sazonal. Trata-se da segunda taxa negativa seguida no Estado. A pesquisa foi divulgada na sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do recuo, os números ainda são positivos em outras bases de comparação. Quando se compara o mês de novembro de 2020 com igual período de 2019, por exemplo, Minas Gerais registrou um incremento de 5,7%, número superior ao verificado na média nacional, que foi de 3,4%.

PUBLICIDADE




Já no acumulado de janeiro a novembro, as vendas do comércio varejista do Estado tiveram alta de 3,4%, resultado também acima do verificado na média nacional (1,2%). Na variação acumulada dos últimos 12 meses, por sua vez, o incremento foi de 3,3%, maior do que o registrado no País (1,3%).

Os dados do IBGE também mostram que das oito atividades pesquisadas pela entidade, cinco tiveram incremento em novembro em uma comparação com o mesmo período de 2019.

As atividades que apresentaram avanços mais representativos nessa base de comparação foram as de tecidos, vestuário e calçados (35,9%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (17,4%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (11,1%).

No comércio varejista ampliado, houve alta tanto no setor de material de construção (16,1%) quanto no segmento de veículos, motocicletas, partes e peças (8,3%).

PUBLICIDADE




Estabilidade – O gerente da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, Cristiano Santos, destaca que a queda de 0,5% nas vendas do comércio varejista de Minas Gerais em novembro na comparação com outubro não foi um movimento brusco. De acordo com ele, em um âmbito geral, o resultado pode ser interpretado mais como uma estabilidade.

Além disso, ele ressalta que os resultados em Minas Gerais foram positivos em outras bases de comparação, inclusive no que diz respeito ao acumulado de janeiro a novembro, e que isso pode ser explicado por alguns fatores, que vão desde o auxílio emergencial até o deslocamento do orçamento.

“Os dados do comércio são positivos no acumulado do ano, apesar de ter sido desigual em termos de atividades”, salienta ele. “O auxílio emergencial injetou um rendimento acima do rendimento habitual, principalmente para as famílias de baixa renda”, destaca o gerente do IBGE.

Além disso, explica Santos, durante o ano de 2020 também houve um aumento do crédito em meio à pandemia da Covid-19, o que contribuiu positivamente com o setor de comércio.

Outro fator apontado pelo gerente da PMC é o deslocamento do orçamento, ou seja, muitas pessoas gastaram menos em algum outro segmento e mais no comércio, impulsionando as vendas. “Parte do desconto que as pessoas podem ter tido em algo, como na educação, foi alocado para o consumo no comércio”, explica o especialista.

Queda no varejo no País foi inesperada

São Paulo – As vendas varejistas no Brasil registraram queda inesperada em novembro, após seis meses de ganhos, mostrando que sofreram no final do ano passado com o impacto das perdas em supermercados. As vendas no varejo tiveram recuo de 0,1% em relação a outubro, de acordo com dados divulgados na sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em um mês marcado pela Black Friday, o resultado contrariou a expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,4% e representou a primeira queda desde maio. Em seis meses consecutivos de ganhos, o volume de vendas acumulou crescimento de 32,2%.

Em relação a novembro de 2019, as vendas subiram 3,4%, contra expectativa de alta de 4,9% e também perdendo força após salto de 8,4% em outubro nessa base de comparação. Apesar dos resultados fracos, o setor ainda se encontra 7,3% acima do patamar pré-pandemia, segundo o IBGE.

As vendas varejistas foram alavancadas pelo pagamento do auxílio emergencial do governo e pelo relaxamento das medidas de contenção ao coronavírus. A atividade no comércio varejista atingiu o fundo do poço em abril, depois de cair em março, já sob os efeitos da pandemia, enquanto o desemprego alto ainda pesa para o lado negativo.

Em novembro, das oito atividades pesquisadas cinco tiveram aumento de vendas na comparação com o mês anterior. Entretanto, o desempenho de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que têm peso de cerca de 45% no índice, pesou sobre o resultado geral ao apresentar retração de 2,2% sobre outubro.

Segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, esse resultado se deve à inflação elevada. “Se olharmos, por exemplo, para a receita das empresas dessa área, houve um declínio de 0,8%. E a diferença entre a receita e o volume de vendas demonstra um aumento de custos. Mas, além disso, é comum que o consumidor, quando tem uma queda de renda ou do seu poder de compra, passe a comprar menos produtos que não são essenciais e a optar por marcas mais baratas”, ressaltou Santos.

As outras atividades a apresentarem perdas no varejo restrito foram combustíveis e lubrificantes, de 0,4%, e móveis e eletrodomésticos, de 0,1%.

Do lado positivo, destacaram-se as atividades de outros artigos de uso pessoal e doméstico – em que pesam principalmente as lojas de departamento – e de artigos farmacêuticos, medicinais, ortopédicos e de perfumaria. A primeira teve crescimento de 1,4% sobre outubro e a segunda apresentou alta de 2,6%.

“As lojas de departamento foram alguns dos comércios mais impactados pelas medidas de fechamento adotadas no início da pandemia. Assim, com a reabertura do comércio, essa atividade vem apresentando forte crescimento”, completou Santos.

Veículos – No varejo ampliado, que inclui também veículos e materiais de construção, o volume de vendas aumentou 0,6% e chegou ao sétimo mês positivo. Enquanto a comercialização de veículos subiu 3,5% em novembro, a de materiais de construção perdeu 0,8%.“A atividade de materiais de construção se recuperou rápido após o fechamento do comércio por conta da pandemia, a partir de junho já estava reaquecido. Já a automotiva está tendo uma retomada mais tardia”, explicou Santos. (Reuters)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!