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Dados preliminares da CDL-BH estimam crescimento de 3,77% nas vendas de dezembro na Capital - Crédito: Fabio Ortolan

Pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) junto a cerca de 200 empresários do comércio varejista da capital mineira indica que as vendas natalinas de 2019 apresentaram melhores resultados para 39,3% dos lojistas. O crescimento médio das vendas chegou a 13,8% sempre na comparação com igual período de 2018.

Com o resultado, a previsão atualizada da entidade é de crescimento de 3,77% nas vendas de dezembro do ano passado frente a igual mês um ano antes, totalizando a injeção de R$ 3,39 bilhões na economia belo-horizontina. Os números serão confirmados oficialmente no próximo mês, com o fechamento do balanço de comercialização no último mês do exercício.

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De acordo com o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, de maneira geral, os números apurados no fim de 2019 foram bons. No entanto, segundo ele, havia espaço para um desempenho ainda melhor, não fosse o cenário econômico e as condições específicas do mercado belo-horizontino.

“A grande vantagem identificada neste final de ano foi a movimentação por parte das pessoas, que voltaram às compras. Percebemos uma maior movimentação no consumo, o tíquete médio esperado foi confirmado, mas as condições financeiras da cidade poderiam ter impulsionado ainda mais estes resultados”, justificou.

Conforme o dirigente, o próprio aquecimento da economia, o fortalecimento da cadeia de eventos e turismo da Capital, a retomada efetiva da construção civil na cidade e a facilitação de abertura de empresas com o perfil local (comércio e serviços) são alguns dos fatores que poderiam e podem ajudar este cenário.

“Além do mais, também tivemos no ano passado mais um atraso no pagamento do 13º salário do funcionalismo público estadual, que faz toda a diferença na movimentação econômica da cidade”, completou.




Ainda de acordo com o levantamento, 44,4% dos entrevistados avaliaram o desempenho das vendas natalinas como piores do que as de 2018. Para Silva, o índice se deve às altas expectativas do empresariado no início do ano passado, quando novos gestores tomaram posse dos governos estaduais e federais. Para este ano, segundo ele, as expectativas deverão se confirmar.

“Na verdade, esse pessoal até teve incremento nas vendas, mas deve ter sido abaixo do que eles imaginavam e, por isso, o sentimento de que o desempenho foi pior. Em 2020 essa frustração não deverá ocorrer, pois a economia estará mais sólida e o cenário mais propício para as vendas”, ressaltou.

Setores – O levantamento indicou ainda que o setor de cosmético apresentou resultados além da média, com 55% dos lojistas apontando números melhores de um ano para outro. Neste caso, as vendas foram 14,8% maior que as praticadas um ano antes. Da mesma maneira, o setor de vestuário registrou crescimento de 12,1% na mesma base de comparação.

Ainda conforme os entrevistados, fatores como atendimento qualificado (50,6%), promoção/ oferta/ liquidação dos produtos (31,52%), aumento do emprego para os consumidores (28,6%) e saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) (27,3%) estão entre os principais fatores que alavancaram as vendas.

Ticket médio – Além disso, o gasto médio de cada presente no Natal 2019 foi de R$ 135,44 e os consumidores compraram, em média, dois presentes. “Movimento diferente do que observamos nos anos anteriores, em que as pessoas estavam apresentando apenas com lembrancinhas. Quanto a ausência de eletroeletrônicos e linha branca, há alguns anos vimos percebendo que os consumidores aproveitam as promoções da Black Friday para estes tipos de compras”, justificou.

Por fim, a pesquisa revelou que 52,6% dos consumidores optaram por pagar no cartão de crédito parcelado, 22,4% no cartão débito e 15,3% no cartão de crédito à vista. Quem preferiu parcelar no cartão de crédito, em média, dividiu as compras em quatro vezes.

Indicador aponta incremento de 1,86% em novembro




As vendas na capital mineira cresceram 1,86% em novembro na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Os dados foram divulgados ontem pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).

Na avaliação da entidade, o desempenho positivo é atribuído a fatores como inflação controlada, queda na taxa básica de juros, desemprego e inadimplência. “O cenário otimista que a economia vem apresentando, tem deixado as pessoas mais confiantes para comprar. Além disso, o período de crise acabou ajudando o consumidor a fazer uma melhor gestão de suas finanças”, afirma o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Nessa base de comparação, o segmento de supermercados foi o que apresentou maior crescimento (2,74%). Na sequência, artigos diversos que incluem acessórios em couro, brinquedos, óticas, caça, pesca, material esportivo, material fotográfico, computadores e periféricos e artefatos de borracha, com crescimento de 2,05%, seguido de vestuário e calçados que registrou nesse período aumento de 1,75%.

Mensal – Na comparação com outubro o índice de vendas apresentou avanço de 2,42%. A injeção de recursos na economia como, por exemplo, o pagamento do 13º salário e do FGTS, possibilitaram o aumento da renda em circulação, impulsionando as vendas. “É importante destacar que o crescimento na economia está também atrelado a uma melhora nos indicadores macroeconômicos”, comenta Souza e Silva.

O segmento de informática apresentou maior alta (2,89%) nessa base de comparação. Em seguida, vestuário e calçados (2,78%); artigos diversos (2,69%); eletrodomésticos e móveis (2,68%); supermercados (2,65%).

Acumulado – O acumulado do ano até novembro apresenta alta de 2,12%, refletindo positivamente no desempenho das vendas, quando comparado aos anos 2015 (-4,09%), 2016 (-1,47%) e 2017 (0,26%). Embora o mesmo tenha apresentado um crescimento mais ameno em relação a 2018 (2,4%), em função da base de comparação (2017) ter sido fraca.

Os segmentos que mais cresceram nesse acumulado foram: eletrodomésticos e móveis (3,02%); artigos diversos (2,97%); drogarias e cosméticos (2,86%); supermercados (2,64%).

No comparativo dos últimos 12 meses o indicador apresentou crescimento de 1,73%. A melhora da recuperação de crédito entre os belo-horizontinos nesse período, atrelada a uma inflação controlada, queda da taxa de juros e melhora do mercado de trabalho contribuiu para que as pessoas retornassem ao mercado de consumo. Com a previsão do avanço das reformas, inclusive a pauta de reforma Previdenciária dos estados e o programa Plano Mais Brasil e o avanço da medida provisória de desburocratização, a perspectiva é de melhora do ambiente de negócios no Brasil, contribuindo para o aquecimento da atividade econômica do País.

No período de 12 meses, os segmentos que mais apresentaram alta foram: drogarias e cosméticos (2,91%); supermercados (2,85%); informática (2,75%), artigos diversos (2,60%); material elétrico e construção (2,30%). (Da Redação)

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