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Vendas no comércio registram queda de 0,3% em outubro em MG, diz o IBGE

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Fim do auxílio emergencial pode afetar os resultados do varejo | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC Usada em 28-04-20

Após cinco meses de crescimento, o volume de vendas do comércio varejista de Minas Gerais recuou 0,3% em outubro, na comparação com setembro, na série com ajuste sazonal. O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a supervisora de pesquisa econômica da entidade, Claudia Pinelli, o resultado de outubro mostra que os avanços registrados nos meses anteriores apontam para a recuperação das perdas ocasionadas pela pandemia da Covid-19. Dessa forma, as altas não conseguiram se sustentar.

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No entanto, diz ela, os últimos cinco meses tiveram incrementos tão intensos que até mesmo chegaram a ultrapassar os níveis pré-pandemia. O acumulado do ano, lembra ela, é positivo.

Os dados do IBGE mostram que, de janeiro a outubro, o volume de vendas do comércio varejista do Estado apresentou um avanço de 3,2% quando comparado a igual período do ano passado.

Os números também são positivos quando se observa o acumulado nos últimos 12 meses, com incremento de 3,1%, e na comparação com outubro do ano passado, com um avanço de 12,3%.

“Os meses de retomada foram muito fortes, provavelmente muito baseados na questão do auxílio emergencial”, afirma Claudia. O possível fim do auxílio, diz ela, já impacta o consumo, e as pessoas já podem começar a desacelerar os gastos.

Por setores – Os dados do IBGE também mostram que, em outubro, na comparação com igual mês do ano anterior, houve crescimento de nove das 11 atividades pesquisadas pela entidade.

Os maiores destaques, conforme salienta Claudia Pinelli, foram aqueles voltados para os produtos para a residência.

Nesse cenário, a alta mais representativa foi observada em outros artigos de uso pessoal e doméstico (35,7%), seguida pelo incremento em eletrodomésticos (18,2%), móveis (16,4%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosmético (15,5%).

No comércio varejista ampliado, o segmento de veículos, motocicletas, partes e peças registrou alta de 3,5% e o segmento de material de construção apresentou um incremento de 13,5%.

Perspectivas – Em relação ao que vem pela frente, Claudia Pinelli destaca que o cenário é incerto, ainda mais tendo em vista o crescimento do número de contaminações pela Covid-19.

Além disso, afirma ela, as famílias estão demonstrando que não têm condições de manter o crescimento que vinha sendo verificado.

A supervisora de pesquisa econômica do IBGE lembra que a Covid-19 provocou uma série de efeitos negativos, como a restrição da renda, perda orçamentária e crescimento do desemprego. Não se sabe também, lembra ela, se haverá o aumento de restrições no comércio, o que poderá impactar ainda mais os números.

Consumo das famílias volta a crescer na capital mineira

As famílias belo-horizontinas intensificaram ainda mais as compras no mês de novembro. Isso é o que mostra a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), que avançou pela quinta vez consecutiva no mês passado.

Em novembro, na comparação com outubro, a alta apresentada foi de 2,1 pontos percentuais (p.p.), alcançando os 70,9 pontos.

As informações são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), com os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para elaborar a pesquisa, mil famílias que moram na capital mineira foram entrevistadas.

De acordo com a analista de pesquisa da Fecomércio-MG, Letícia Marrara, foram vários os motivos que levaram ao aumento dos números em novembro, incluindo datas comemorativas e promocionais.

“A proximidade do Natal, a Black Friday e o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário tiveram um efeito positivo na economia, aquecendo o comércio”, salienta ela.

Os dados da entidade também mostram que a expansão do indicador foi influenciada pela melhora de uma série de itens. O mais expressivo deles foi o emprego atual, que passou de 93 pontos em outubro para 97,1 pontos em novembro.

Outros itens que apresentaram avanço em novembro em relação a outubro foram a perspectiva profissional (83,9 pontos para 93,8 pontos), a renda atual (80,2 pontos para 82,5 pontos), o nível de consumo (47,3 pontos para 48,6 pontos) e o consumo de bens duráveis (30,9 pontos para 31,5 pontos).

Por outro lado, dois subindicadores apresentaram retração nesse mesmo período. O primeiro deles foi a perspectiva de consumo, que passou de 75,5 pontos para 72,8 pontos. Já o acesso ao crédito saiu de 71 pontos para 69,7 pontos.

Nesse cenário, aliás, o levantamento também aponta que o acesso ao crédito está mais difícil para 52,9% dos belo-horizontinos. Essa percepção é ainda mais intensa nas famílias cuja renda é superior a dez salários mínimos (78,7%).

Expectativas – Quando o assunto é o que deverá acontecer em um futuro próximo, o mês de dezembro deve também ser marcado por um consumo mais intenso das famílias, de acordo com Letícia Marrara. O Natal e o pagamento da segunda parcela do décimo terceiro salário são alguns dos fatores que possivelmente contribuirão para isso.

“Para o mês de dezembro, a expectativa é de que o crescimento das vendas continue devido ao Natal, que é a data que mais impacta o comércio. O pagamento do décimo terceiro também deve provocar mais vendas”, diz ela.

Insatisfação – Apesar de todos os avanços que foram registrados ao longo de cinco meses, a ICF ainda permanece no nível de insatisfação. Conforme destaca Letícia Marrara, os números se encontram abaixo dos 100 pontos, que é a fronteira para o otimismo dos consumidores.

Comércio avança 0,9% no Brasil, aponta o IBGE

Rio e São Paulo – As vendas do setor varejista no Brasil surpreenderam e cresceram em outubro pelo sexto mês seguido, iniciando o quarto trimestre com força e dando seguimento à recuperação do impacto da pandemia.

Em outubro, as vendas no varejo cresceram 0,9% na comparação com setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com outubro de 2019, as vendas tiveram alta de 8,3%, na quinta taxa positiva consecutiva nessa base de comparação.

Com os dados de outubro, o patamar do varejo bateu recorde pela terceira vez seguida, ficando 0,9% acima do que foi visto em setembro e 8,0% superior a fevereiro, nível pré-pandemia.

O setor vem mostrando crescimento desde maio alavancado pelo auxílio emergencial do governo e pelo relaxamento das medidas de contenção do coronavírus, além dos juros em mínimas recordes.

“Pode parecer uma contradição ter desemprego recorde e com um patamar recorde para comércio, mas o poder de compra ainda é positivo com auxílio e crédito, uma coisa compensa a outra”, destacou o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

As vendas vinham mostrando perda de força, mas apresentaram um repique em outubro, antes da Black Friday em novembro e do Natal.

“Depois de quedas muito expressivas em março e abril, o varejo vinha em trajetória de crescimento, porém em ritmo de desaceleração. Esse resultado de outubro mostra um repique para cima, que precisamos ter cuidado para avaliar como uma retomada da aceleração. No mínimo, mostra um fôlego da economia num patamar que já estava alto”, disse Santos.

Entre as oito atividades pesquisadas em outubro, sete registraram aumento de vendas, com destaque para Tecidos, vestuário e calçados (6,6%), Livros, jornais, revistas e papelaria (6,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,7%).

As vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram no mês aumento de apenas 0,6%, contidas segundo o IBGE pela pressão inflacionária.

“O setor de hiper e supermercados está sendo afetado pela inflação mais alta. A receita aumentou mais de 2% e o crescimento no volume foi de bem menor por conta dos preços mais altos“, completou Santos.

“Se não tivesse esse impacto de inflação sobre super e hipermercados, o crescimento do comércio poderia ser maior.”

O único dado negativo foi apresentado por Móveis e eletrodomésticos, com queda de 1,1% nas vendas.

No varejo ampliado, que inclui também veículos e materiais de construção, o volume de vendas cresceu 2,1% em relação a setembro, sexto aumento seguido.

Veículos, motos, partes e peças tiveram alta de 4,8%, enquanto Material de construção subiu 0,2%. (Reuters)

 

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