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Zema aumenta as restrições de atividades em duas regiões

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Zema (centro) alertou ainda que outras três regiões poderão ser fechadas caso indicadores piorem | Crédito: Pedro Gontijo / Imprensa MG

Os níveis alarmantes de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na maior parte de Minas Gerais levaram o governador Romeu Zema (Novo) a enrijecer as restrições de circulação e funcionamento das atividades econômicas no Estado.

A partir de hoje, as 60 cidades das regiões Noroeste e Triângulo Norte, entre elas, Uberlândia e Patos de Minas, estão na onda roxa do programa Minas Consciente. Já Belo Horizonte segue por mais uma semana sem novas limitações.

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Com medidas mais rigorosas, a fase foi criada pelo governo do Estado como mais uma tentativa de conter o avanço do coronavírus em Minas Gerais. As novas regras possuem caráter impositivo e incluem restrições de pessoas e veículos, bem como toque de recolher das 20 horas às 5 horas e aos finais de semana.

O anúncio foi feito em coletiva de imprensa pelo governador mineiro, Romeu Zema (Novo). Ao lado do secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, e da subsecretária de Vigilância em Saúde, Janaína Passos, Zema justificou a medida em função do risco de colapso do sistema de saúde em algumas regiões de Minas Gerais.

“Estamos falando de um risco sistêmico, e a atribuição municipal já não é mais suficiente, por isso, diferentemente das outras, a onda roxa é impositiva, porém temporária, pontual e regional. Não há outro caminho a não ser esse. Teremos duras restrições de funcionamento das atividades econômicas e também no que diz respeito a horários de circulação e funcionamento”, disse.

O governador alertou que outras três regiões mineiras – Norte, Triângulo do Sul e Leste do Sul – também estão em estado de alerta e poderão ser fechadas, caso apresentem piora nos indicadores. Disse ainda que o monitoramento é feito diariamente. “É uma necessidade e não uma opção”, afirmou.

De maneira complementar, o secretário de Saúde citou a piora do cenário da pandemia no País, em que todos os estados têm registrado aumento do número de casos e com ocupação hospitalar intensiva acima de 80%. “Minas tem 73% de ocupação dos leitos e algumas regiões com a situação mais acentuada. Existe a necessidade de restabelecermos a capacidade da rede hospitalar”, justificou.

Onda roxa

Por isso, conforme Amaral, serão avaliados quatro critérios para a regional entrar na onda roxa: taxa de distanciamento social; desassistência e taxa de ocupação de leitos; surtos de Covid-19; e taxa de óbitos.

As regras da onda incluem ainda a proibição de circulação de pessoas sem o uso de máscara de proteção, em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado; a proibição de circulação de pessoas com sintomas gripais, exceto para a realização ou acompanhamento de consultas ou realização de exames médico-hospitalares; a proibição de realização de reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não coabitam; além da realização de qualquer tipo de evento público ou privado que possa provocar aglomeração, ainda que respeitadas as regras de distanciamento social.

Nessa fase, só será permitido o funcionamento de serviços essenciais e a circulação de pessoas fica limitada aos funcionários desses estabelecimentos. O deslocamento para qualquer outra razão deverá ser justificado e a fiscalização será feita com o apoio da Polícia Militar.

Capital vai permanecer aberta

A capital mineira, por sua vez, permanecerá aberta, pelo menos, nos próximos dias. Após reunião do prefeito Alexandre Kalil (PSD) com o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da cidade, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) decidiu suspender apenas a volta às aulas para crianças de até 5 anos e 8 meses, que estava prevista para ocorrer a partir da próxima segunda-feira (8).

O secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, atribuiu a manutenção dos protocolos ao fechamento da cidade ocorrido em janeiro. “Tomamos medidas duras e, por respeito a quem respeitou essas medidas, temos um certo conforto agora e podemos aguardar pelo menos mais uma semana. Mas, se houver piora, podemos voltar a fechar a cidade a qualquer momento”, alertou.

Machado disse também que a PBH continuará monitorando os indicadores da cidade e, caso haja melhora, as escolas para crianças menores poderão ser autorizadas a funcionar. Mas ponderou que é preciso cautela.

“Temos observado um aumento do número de casos em pessoas mais jovens, achamos prudente aguardar mais uma semana com monitoramento constante dos dados para que possamos definir com mais clareza qual será o impacto da circulação dessas crianças na cidade durante a pandemia”, afirmou.

As taxas de ocupação de leitos de UTI específicos para a Covid-19 continuam em nível de alerta em Belo Horizonte. Segundo o boletim epidemiológico da PBH, o índice está em 75%. O número médio de transmissão por infectado (RT) se manteve em 1,20 – estado de alerta máximo. Já a disponibilidade em leitos de enfermaria para coronavírus chegou a 59,4%.

Serviços essenciais em Minas

• Alimentos, Agropecuária e Agroindústria (excluídos bares e restaurantes);
• Serviços de Saúde (atendimento, indústrias, veterinárias, etc);
• Bancos e seguros;
• Transporte público;
• Energia, gás, petróleo, combustíveis e derivados;
• Manutenção de equipamentos e veículos;
• Construção civil;
• Indústrias (apenas da cadeia de Atividades Essenciais);
• Lavanderias;
• Imprensa;
• Serviços de TI, dados, imprensa e comunicação;
• Serviços de interesse público (água, esgoto, funerário, correios etc.).

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