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Usinas solares são competitivas hoje, afirma Bertoncello - Crédito: Divulgação

Os grandes empreendimentos, independentemente do setor em que estão, têm sobre si a maior responsabilidade por criar uma mentalidade responsável e contribuir para que as futuras gerações encontrem um planeta minimamente amigável à sua existência e capaz de prover não só meios de sobrevivência, mas uma vida digna para todos.

Enquanto os esforços se somam e, muitas vezes, ainda pareçam insuficientes, pequenos produtores e a população em geral também faz sua parte. O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Minas Gerais (Senar Minas) promove o Curso de Recuperação de Nascentes. De acordo com o coordenador de Formação Profissional Rural, Luiz Ronilson Araújo Paiva, a técnica preconiza ações de baixo impacto, sem o uso de maquinário, que promovem o desassoreamento da nascente, permitindo que o fluxo de água volte ao normal.

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“Essa capacitação mostra ao produtor que recuperar nascentes e áreas degradadas faz bem para o negócio. O programa tem um impacto forte, sendo um dos treinamentos mais demandados. Inúmeros produtores passaram a viabilizar a atividade em áreas que não podiam mais. Em todas as regiões, inclusive nas mais secas, prolongando o período de curso de água. Eles tomam consciência para a tomada de outras ações”, afirma Paiva.

A analista ambiental da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), Morjana Moreira dos Anjos, é uma das palestrantes do VI Seminário Ambiental – Mudanças Climáticas e Formas Alternativas de Energia, promovido pela Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg), com o tema “Principais desafios do agro mineiro em relação às mudanças climáticas”.

“Desde 2013, Minas Gerais vem trabalhando em questões de ajudar o Brasil em cumprir os acordos internacionais, inclusive o ODS. O principal instrumento é o Programa Mineiro de Energia Renovável (Energias de Minas), que está em revisão. Hoje existem boas práticas na agricultura de baixo carbono (Plano ABC). A maior dificuldade é que este é um problema global e as ações têm que ser locais. Por isso temos trabalhado muito junto aos municípios. Desde 2015, promovemos oficinas para gestores municipais, o Projeto Clima na Prática, para os municípios desenvolverem seus planos de combate às mudanças climáticas”, explica Morjana dos Anjos.

O cidadão comum também pode contribuir. Ainda que menos rápido que o desejado, a responsabilidade ambiental tem feito cada vez mais parte das preocupações do consumidor na hora de escolher seus fornecedores.




De acordo com um estudo nacional realizado pela agência de pesquisa de mercado e inteligência Hello Research sobre a relação da sustentabilidade com a sociedade, 70% das pessoas deixam de consumir uma marca se descobrem que a empresa faz mal ao meio ambiente ou aos animais. Ao mesmo tempo, apenas 55% dos entrevistados preferem comprar um produto sustentável mesmo que seja um pouco mais caro. Outro dado aponta que 94% dos entrevistados acreditam que iniciativas sustentáveis devem vir de empresas e do governo.

Outro ponto importante é que 88% dos entrevistados disseram conhecer ou já ter ouvido falar em desenvolvimento sustentável. Em 2014, eram apenas 43%. Ainda assim, ao serem perguntados sobre a definição do tema, 26% disseram que é viver sem destruir o meio ambiente, viver com consciência e preservando a qualidade do meio ambiente, mas 28% não souberam explicar ou só ouviu falar.

“A oportunidade de negócio existe na medida em que a indústria conseguir oferecer produtos verdes com preços competitivos. A indústria da energia, com as placas fotovoltaicas, por exemplo, já consegue fazer isso. Hoje, ela consegue competir com tecnologias mais antigas pelo seu valor ambiental e também econômico, fechando o tripé da sustentabilidade formado por responsabilidade ambiental, social e viabilidade econômica”, analisa o CEO do Hello Group, Davi Bertoncello.

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