Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC Wilson Brumer - SEDE

Na avaliação do presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Wilson Brumer, passados 365 dias desde a manhã do dia 25 de janeiro de 2019, muitos foram os aprendizados para a mineração.

Segundo ele, desde então, o setor mineral tem se engajado em adotar novas práticas para elevar a qualidade da gestão de riscos, com foco na segurança operacional.

“O que aconteceu há um ano tem que ser de toda forma lamentado, os responsáveis punidos e o fato jamais esquecido. O colapso virou referência negativa e colocou em xeque as práticas e até a importância da mineração”, analisou.

Como forma de reverter o cenário, por parte do Ibram foram feitas mudanças no modelo de gestão e um esforço para a participação das empresas associadas nas decisões. Neste sentido, o órgão passou a atuar de forma mais abrangente, englobando não apenas os associados, mas municípios e demais stakeholders.

O dirigente lembrou ainda que, no ano passado, o Ibram divulgou uma Carta de Compromisso como uma declaração pública de novos propósitos para a indústria minerária.

No documento, foram estabelecidos 12 pontos, entre eles a questão das barragens e a disposição de rejeitos, mitigação de impactos ambientais, relacionamento com comunidades e comunicação e reputação. “O setor precisa de mais transparência”, admitiu.

Atração de investimentos – E, passado o primeiro ano de mudanças e impactos mais robustos na economia mineira e nacional, após o rompimento da barragem em Brumadinho, a entidade já traça novas metas. Para 2020, há o plano de ampliar a atração de investimentos para a mineração brasileira, que inclui criar uma estrutura de mercado de capitais dedicada ao setor.

“O modelo seriam as bolsas do Canadá e da Austrália – dois grandes países da mineração, onde o lançamento de ações, principalmente de empresas menores, são fatores que atraem investimentos. Esperamos estruturar isso ainda no primeiro semestre”, revelou.