Volume de negociações cresceu 42% para os certificados imobiliários e 139% para os papéis do agronegócio | Crédito: Alisson Silva

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) começou a divulgar nesta semana os preços de referência diários para Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveicers do Agronegócio (CRAs).

Segundo o gerente de preços e índices da ANBIMA, Hilton Notini, a associação realiza um trabalho de precificação com o objetivo de ampliar a transparência do preço dos ativos, o que auxilia nas negociações e estimula a liquidez no mercado secundário. “Esse é o nosso intuito com os CRIs e CRAs: fornecer informações claras para o mercado, auxiliando na formação de preço desses papéis”, afirma.

Notini explica que o ambiente de juros baixos com perspectiva de queda até o final de 2019, em um contexto de melhora do cenário político e econômico, tem contribuído para as estratégias de diversificação das carteiras de investimentos. “Os brasileiros têm adotado uma maior exposição às operações com títulos privados que, por embutirem o risco de crédito, tendem a apresentar maiores retornos”, comenta.

Esse cenário tem estimulado as negociações dos papéis no mercado secundário, não só por compra direta dos investidores, mas, em grande medida, pelo aumento da alocação de crédito privado em fundos de investimento. Essa alta é potencializada pelo crescimento de estratégias de investimentos focadas em ativos de renda fixa privados.

De janeiro a julho deste ano frente ao mesmo período de 2018, o volume de negociações dos CRIs e CRAs cresceu 42% e 139%, respectivamente. Em relação ao número de operações, as altas foram de 45% para os títulos imobiliários e 123% para os papéis do agronegócio, na mesma base de comparação.

Como consultar – São publicadas diariamente no site da ANBIMA, até as 20h, taxas de compra, venda e indicativa dos CRIs e CRAs, além de preços unitários desses papéis. Inicialmente, são divulgadas informações para 28 séries, dentre ativos remuneradas pelo DI e indexados ao IPCA. Essa iniciativa amplia a precificação feita pela Associação, que conta também com informações de debêntures e de títulos públicos federais.