COTAÇÃO DE 07/12/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,6180

VENDA: R$5,6180

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,6500

VENDA: R$5,7830

EURO

COMPRA: R$6,3427

VENDA: R$6,3451

OURO NY

U$1.784,35

OURO BM&F (g)

R$323,23 (g)

BOVESPA

+0,65

POUPANÇA

0,5154%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Finanças livre
Crédito: Adriano Machado/Reuters

Brasília – O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, afirmou ontem que não considera normal país em desenvolvimento como o Brasil crescer 1% ao ano e que, neste cenário, ele mesmo não dorme tranquilo.

“Eu não durmo tranquilo, estou muito preocupado, estamos ainda em país com crescimento muito baixo”, disse Mansueto no Fórum Conjunto Consad/Conseplan, realizado pelos conselhos nacionais de secretários estaduais da Administração e do Planejamento. “Não é normal país em desenvolvimento como o Brasil crescendo 1% ao ano”, acrescentou.

PUBLICIDADE

Na quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma alta de 1,1% do PIB em 2019, após expansão de 1,3% registrada tanto em 2018 quando em 2017.

O tom do secretário contrastou com o adotado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que avaliou que o PIB baixo não era surpresa e que não entendia a comoção com o dado.
Mansueto avaliou que esse crescimento claramente causa frustração em vários segmentos da sociedade e, por isso, é necessário que o País siga comprometido com a agenda de reformas.

Para o secretário, o fraco ritmo de retomada da atividade mostra que está sendo “muito difícil” o Brasil se recuperar da crise de 2015 e 2016. Ele também reconheceu que, adicionando complexidade ao quadro, haverá impacto no crescimento doméstico proveniente da disseminação do surto de coronavírus.

“Agora a gente tem esse problema do crescimento mundial, todos os organismos internacionais estão revisando para baixo o crescimento do mundo. Claro, impacta todo mundo”, afirmou ele.

“No caso do Brasil, a gente tem que continuar no caminho e reforçar ainda mais a necessidade de reformas para melhorar a capacidade de o País crescer mais, com crescimento de produtividade”, reiterou.

Caso haja frustração no cálculo das receitas inicialmente previstas na lei orçamentária anual, será necessário fazer contingenciamento, disse.

O governo se debruçará sobre essa questão depois que for finalizada a nova estimativa para o PIB em 2020. Na quarta-feira, o secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, afirmou à Reuters que o novo percentual será divulgado na próxima quarta-feira, mas não ficará abaixo de 2%, ante o patamar atual de 2,4%.

Dólar alto – Em meio à volatilidade atual do mercado, Mansueto afirmou que não vê disfuncionalidade no mercado de títulos, razão pela qual o Tesouro não está conversando com o Banco Central sobre eventual atuação conjunta, em um cenário de dólar acima de R$ 4,60.

Mansueto pontuou ainda que o tema cambial é de competência do BC e que, por isso, não há conversa com a autoridade monetária sobre o assunto.

Questionado sobre a possibilidade de aumento da oferta de títulos no mercado, ele respondeu que, mesmo que a taxa básica de juros caia, não haverá mudança no cronograma de leilões.

“A gente já faz leilão semanal, então já tem toda uma programação e isso independe da questão de juros. Porque uma coisa é juro de curto prazo, então chega um momento que – e isso é decisão do Banco Central – mesmo que o juro caia, isso não altera em nada o cronograma de leilão do Tesouro”, disse.

Tempo do Congresso – Para Mansueto, o cenário para o debate hoje é diferente e mais favorável, permitindo espaço para que temas como a autonomia do Banco Central sejam discutidos, algo que classificou como impensável quatro ou cinco anos atrás.

“O que não pode é a gente querer fazer debate, querer aprovar coisas de forma desesperada”, disse.

“Algumas pessoas falam: ‘mas o Congresso está atrasando’. O Congresso não está atrasando, o Congresso está debatendo, o Congresso tem o seu ritual, o Congresso tem o seu timing de discutir reformas”, acrescentou.

Mansueto também afirmou que “todo mundo” quer ajuste fiscal, até para que o governo tenha capacidade de aumentar o investimento público.

Nesse sentido, ele pontuou que também não é normal que o Brasil, com uma carga tributária perto de 34% do PIB, tenha um investimento público equivalente a menos de 2,5% do PIB para o setor público consolidado. (Reuters)

Governo deve zerar primário de entes para 2021/22

Brasília – O governo deve revisar a meta de resultado primário para estados e municípios para próximo de zero também em 2021 e 2022, indicou nessa quinta-feira (5) o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, após a iniciativa já ter sido adotada para 2020, em uma indicação da persistente dificuldade fiscal dos entes.

A meta tanto para estados e municípios quanto para o governo central e para estatais será definida pela equipe econômica no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021, a ser enviado ao Congresso em abril.

No ano passado, o governo tinha feito uma indicação de meta de superávit primário de R$ 7,3 bilhões para estados e municípios em 2021, e déficits de R$ 68,5 bilhões para o governo central e de R$ 4 bilhões para estatais.

“No âmbito dos estados, a gente pensava que seria possível superávit de R$ 9, R$ 10 bi este ano, a gente está revisando o resultado primário de estados e municípios neste ano para zero”, afirmou Mansueto durante evento em Brasília.

“No próximo ano, a gente ainda vai enviar LDO em abril, mas vai ser revisado também para algo próximo de zero. E 2022? Zero. Por quê? Porque os estados estão com imensa dificuldade”, acrescentou.

Para 2022, a indicação prévia do time econômico era de superávit primário de R$ 5,3 bilhões para estados e municípios.

No início desta semana, o governo enviou projeto ao Congresso propondo a alteração da meta de resultado primário dos estados e municípios a zero em 2020, ante superávit de R$ 9 bilhões antes.

O Tesouro já havia indicado que iria fazê-lo, já que, com o leilão de petróleo da cessão onerosa, os entes regionais receberam R$ 11,7 bilhões no apagar das luzes do ano passado.

Estes recursos não foram gastos em 2019 e potencialmente serão em 2020, em meio à necessidade de recursos dos entes para diminuírem seu desequilíbrio fiscal. Com isso, a projeção de resultado primário se altera pela existência desses valores disponíveis em conta para serem gastos.

Para o governo central, Mansueto afirmou que os déficits primários persistirão até 2022. (Reuters)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!