Dólar tem leve alta no Brasil após divulgação de dados econômicos dos EUA
O dólar fechou a quarta-feira (26) com leve alta no Brasil e novamente acima dos R$ 5,15, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior após a divulgação de novos dados sobre a economia dos Estados Unidos.
O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,23%, aos R$5,1533. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,12%.
Às 17h03, o dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,06% na B3, aos R$5,1570.
O Departamento de Comércio dos EUA informou pela manhã que o índice de inflação PCE — bastante observado pelo Federal Reserve em sua política monetária — subiu 0,2% em julho, após cair 0,1% em junho. Nos 12 meses até julho, o índice subiu 3,7%, repetindo a taxa de junho, mas superando a previsão de 3,6%.
O núcleo do PCE subiu 0,2% em julho, em linha com o esperado. Já o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre nos EUA cresceu 1,5%, também em linha com as expectativas.
Na esteira dos números de inflação, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas, em meio à avaliação de que o Fed pode ser levado a subir juros no curto prazo para conter a alta de preços.
No mercado de câmbio brasileiro, isso se materializou no avanço do dólar ante o real. Após marcar a cotação mínima intradia de R$5,1394 (-0,04%) às 9h06, antes da divulgação dos dados norte-americanos, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1673 (+0,50%) às 12h52, já depois dos números.
O fortalecimento do dólar ante o real esteve em sintonia com o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso colombiano e o peso chileno. A moeda norte-americana também avançou ante divisas fortes como o euro e a libra.
Às 17h09, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,24%, a 99,148.
No início do dia, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, cedeu 0,40% em agosto, após ter subido 0,06% em julho. A deflação no mês foi maior que o recuo de 0,30% esperado pelo mercado, conforme pesquisa da Reuters.
A abertura do indicador, no entanto, não trouxe números tão favoráveis, com aceleração de preços em algumas métricas de serviços e na média dos núcleos de inflação.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 60.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$2,552 bilhões em agosto até o dia 21.
Conteúdo distribuído por Reuters
Ouça a rádio de Minas