Pesquisa mostra como os feriados prolongados afetam o controle financeiro do brasileiro

Assim como no primeiro semestre, calendário de julho a dezembro reserva diversas datas comemorativas com folgas estendidas para o trabalhador
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Pesquisa mostra como os feriados prolongados afetam o controle financeiro do brasileiro
Curaçao, destino oferecido pela Azul, reúne atributos que costumam ser valorizados pelos brasileiros, como praias e clima favorável durante todo o ano | Foto: Reprodução Adobe Stock

Após um primeiro semestre generoso em feriados prolongados, a segunda metade do ano também reserva várias oportunidades de folga para o trabalhador brasileiro. Se, por um lado, as datas são uma oportunidade para quem deseja descansar, viajar ou mesmo fazer uma programação especial, por outro, o aumento dos gastos pode acender um alerta.

É o que aponta a pesquisa “Como os eventos de 2026 impactam o bolso do consumidor”, realizada pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo, em parceria com o Opinion Box.

O estudo avaliou como os feriados prolongados afetam a percepção dos brasileiros sobre o controle financeiro ao longo do ano:

  • 32% dos consultados entendem que o calendário torna a organização do orçamento mais imprevisível;
  • 11% veem efeito ainda maior sobre o controle financeiro;
  • 16% acreditam que os feriados tornam a programação financeira mais previsível;
  • 4% afirmam que ela passa a ser muito mais previsível;
  • 34% dizem que o calendário de feriados não afeta a forma como organizam suas finanças;
  • 4% não souberam avaliar.

Quando questionados se pretendem controlar mais os gastos em relação aos anos sem grandes eventos, 65% dos brasileiros afirmam que desejam controlar um pouco mais ou muito mais o orçamento. Outros 30% dizem que devem gastar da mesma forma, independentemente de datas festivas ou pontos facultativos. Apenas 4% relatam que pretendem reduzir o controle.

Como os feriados prolongados afetam o consumo

Segundo a pesquisa, 55% dos entrevistados costumam gastar mais com passeios e lazer nessas ocasiões, enquanto 50% mencionam alimentação e bebidas. As viagens aparecem com 40%, considerando tanto deslocamentos longos quanto saídas regionais. Já o delivery é citado por 25%, enquanto 23% afirmam aproveitar o período para realizar compras voltadas à casa. Outros 10% dizem não gastar mais durante as folgas prolongadas.

Em suma, o cenário aponta para um ritmo de consumo caracterizado por micropicos frequentes de demanda por experiências e abastecimento, combinados com maior pressão sobre o orçamento e necessidade de controle financeiro.

Para o varejo e as cadeias de suprimento, o cenário exige maior capacidade de adaptação a uma demanda distribuída ao longo do ano, além de planejamento mais preciso para evitar rupturas e excessos de estoque.

Colaborador

Sobre o autor

Diego Costa

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