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IBC-Br aponta reversão de tendência

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Campos Neto comentou indicador em reunião junto a fintechs - Crédito: Amanda Perobelli / Reuters

Brasília – Os números do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostram reversão da tendência de fraqueza, apontou ontem o presidente do BC, Roberto Campos Neto, em apresentação disponibilizada por ocasião de reunião junto a fintechs.

A apresentação exibiu um gráfico com dados dessazonalizados até agosto deste ano, destacando uma melhoria nos últimos meses. Na quinta-feira passada (14), o BC divulgou que, em setembro, o IBC-Br subiu 0,44% sobre um mês antes. No terceiro trimestre sobre o anterior, a alta foi de 0,91%, de acordo com dados dessazonalizados.

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Na apresentação de ontem, Campos Neto indicou ainda que as expectativas quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) continuam favoráveis, citando projeções da pesquisa Focus, feita pelo BC junto a uma centena de economistas.

O documento destacou ainda que o IBC-Br, popularmente tomado como uma proxy do PIB, agrega a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), a Pnad Contínua, além de “outras informações conjunturais”.

Por ora, a estimativa oficial do BC é de que o PIB subirá 0,9% em 2019 e 1,8% em 2020. Na pesquisa Focus mais recente, a expectativa é de alta de 0,92% neste ano e 2,17% no próximo.

Em relação aos juros básicos, Campos Neto reiterou mensagem de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deverá cortar a Selic em mais 0,5 ponto percentual em dezembro, na sua última reunião do ano, o que a levará a taxa à mínima histórica de 4,5%.

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O presidente do BC voltou a dizer que esse passo está condicionado à consolidação do cenário benigno e também fez a ressalva de que “os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”.

Crédito – A exemplo das últimas apresentações do BC, a que foi divulgada ontem fez um apanhado da evolução recente no crédito no País, dando ênfase à recente alta do crédito livre e queda do crédito direcionado.

Especificamente sobre o uso do IPCA como indexador dos contratos de financiamento imobiliário – inovação que foi permitida pelo BC e que passou a ser ofertada pela Caixa Econômica Federal -, o BC apontou que o volume esperado para o ano foi alcançado em 45 dias desde o início da comercialização do produto.

Segundo o BC, R$ 2 bilhões em financiamentos imobiliários já foram concedidos e R$ 10 bilhões foram aprovados. (Reuters)

Mercado prevê Selic ainda menor em 2020

São Paulo – O mercado passou a ver a taxa básica de juros ainda mais baixa em 2020 e um cenário melhor para a atividade econômica, de acordo com a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central (BC) ontem.

A Selic deve terminar o próximo ano a 4,25% na visão dos economistas consultados, ante estimativa anterior de 4,50%. Para este ano, permanece a expectativa de que a taxa fique em 4,50%.

O BC reduziu em outubro a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, a 5% ao ano, e indicou com clareza que deverá repetir a dose em sua próxima decisão, em meio a um quadro de fraqueza na economia e baixa inflação.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, de médio prazo, entretanto, ainda vê espaço para mais afrouxamento, calculando a Selic a 4% em 2020 pela terceira semana seguida.

PIB – O levantamento semanal com uma centena de economistas mostra ainda melhora na perspectiva para a atividade do Brasil, com a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 chegando a 2,17%, de 2,08% antes.

A conta foi impulsionada por uma alta na expectativa para a produção industrial, com expansão prevista de 2,30%, contra 2,16% anteriormente.

Para este ano, permanece a estimativa de crescimento do PIB de 0,92%, com a indústria encolhendo 0,68%, contra recuo de 0,70% visto antes.

O Focus mostrou ainda que a alta do IPCA deve chegar a 3,33% este ano, 0,02 ponto percentual a mais do que na pesquisa anterior, com a expectativa para o avanço do IPCA em 2020 permanecendo em 3,60%.

O centro da meta oficial de inflação de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. (Reuters)

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