COTAÇÃO DE 26/10/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,5720

VENDA: R$5,5730

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,5900

VENDA: R$5,7230

EURO

COMPRA: R$6,4654

VENDA: R$6,4683

OURO NY

U$1.793,01

OURO BM&F (g)

R$321,20 (g)

BOVESPA

-2,11

POUPANÇA

0,3575%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Finanças livre

Investidores no País são colocados à prova

COMPARTILHE

Desde o ano passado, a B3 apresentou um salto no número de investidores ativos, que chegou a 1,97 milhão no fim de fevereiro | Crédito: Amanda Perobelli/Reuters

São Paulo – Investidores pessoa física estão sendo colocados à prova nessas últimas semanas e podem precisar de ainda mais sangue frio, em meio à forte volatilidade nos mercados globais, com o Ibovespa renovando mínimas e várias ações registrando quedas de cerca de 50% neste começo de 2020.

A atitude de esperar para ver tem sido uma opção para enfrentar a turbulência, além da troca de ativos nas carteiras, principalmente com opções restritas em termos de rentabilidade com a taxa Selic em mínimas históricas, citaram profissionais de corretoras e gestoras ouvidos pela Reuters.

PUBLICIDADE

Mas há também alguns aumentando a posição, aproveitando a “liquidação” recente, acrescentaram, embora não descartem efeitos no curto prazo, como uma desaceleração no ritmo de migração para a renda variável.

“A pessoa física é mais sensível a essas grandes oscilações e tende a resgatar em momentos de crise, porém agora o que estamos vendo é uma busca por informações, para que eles obtenham mais segurança na tomada de decisões”, disse Rodrigo Franchini, sócio da assessoria de investimentos Monte Bravo.

“Não existe, por enquanto, uma saída exagerada das posições de bolsa e nem dos fundos de investimentos que procurem esse tipo de alocação”, afirmou.

A B3 notou um salto no número de investidores ativos desde o ano passado, chegando a 1,97 milhão de registros no final de fevereiro de 2020, contra 942 mil um ano antes, em grande parte sustentado pelo cenário de juros em mínimas recordes, mas também em apostas de retomada da economia. Apenas entre janeiro e fevereiro, a operadora da bolsa paulista viu um aumento de 120 mil investidores ativos, apesar das primeiras notícias a respeito do agravamento da epidemia em vários países do mundo.

A taxa Selic continua no menor patamar de sua história, mas o prognóstico para o PIB mudou, assim como o ambiente financeiro global, principalmente depois do Carnaval, conforme o novo coronavírus se espalhou além da China e elevou temores sobre a atividade econômica mundial.

“Este cenário pode prejudicar a velocidade da movimentação das pessoas físicas para a renda variável, visto que compreensão de riscos e movimentos de mercado são complexos”, disse Ronaldo Guimarães, sócio e diretor do banco digital Modalmais. “Como o movimento foi muito agudo e rápido, os investidores têm esperado e mantido a cautela”.

“Eu perdi bem” – Após renovar recordes históricos no primeiro mês do ano, aproximando-se dos 120 mil pontos, o Ibovespa já acumulou queda de cerca de 30% desde a volta do feriado do Carnaval, no final de fevereiro. O circuit breaker – que suspende as negociações por queda muito forte – foi acionado seis vezes, sendo a primeira vez para muitos investidores.

A última vez que a B3 havia acionado o circuit breaker, antes da atual temporada, foi em 18 de maio de 2017, no que ficou conhecido no mercado como “Joesley Day”, após vir a público gravação de conversa entre o então presidente Michel Temer e o empresário Joesley Batista e sua delação relacionada a atos de corrupção envolvendo políticos.

Desde então, o Ibovespa subiu 94% até a máxima histórica de fechamento em 23 de janeiro, a 119.527,63 pontos. Apenas em 2019, acumulou alta 31,6%. Em 2020, porém, a queda acumulada já encosta nos 40%.

No começo do mês, a XP Investimentos cortou sua projeção para o Ibovespa no final deste ano para 132 mil pontos, ante 140 mil pontos anteriormente, citando a perspectiva de menor crescimento no Brasil e aumento da incerteza externa.

“Eu perdi bem. A queda nas ações neste ano fez eu perder mais que o meu ganho do ano passado. Mas ainda assim eu aproveitei a baixa para comprar alguma coisa”, afirmou a médica Renata Leal, classificando-se como uma investidora mais agressiva. “Mas agora vou segurar um pouco e esperar”.

Números sobre a participação dos investidores no mercado secundário de ações brasileiro mostram que essa classe continuou comprando mais do que vendendo, mesmo após o tombo.

O primeiro mês do ano terminou com um saldo positivo de R$ 4,05 bilhões, movimento que se seguiu em fevereiro, quando ficou novamente positivo, em R$ 3,95 bilhões. Em março, até o dia 14, as compras superavam as vendas em R$ 10 bilhões.

O analista Luis Sales, da Guide Investimentos, afirmou que a mentalidade entre investidores tem sido a de buscar abaixar o preço médio, realizando mais compras. “Além disso, as pessoas entendem que as ações estão negociadas a patamares bem atrativos”, afirmou, destacando, contudo, que a volatilidade tende a se manter elevada no curto prazo.

A ARX Investimentos ressaltou que não estava sofrendo resgates, e, segundo Paulo Bokel, responsável pela área de distribuição da gestora, movimentos como os recentes podem afetar a alocação para a renda variável, principalmente dos que estavam com uma exposição maior do que o seu perfil.

“A tomada de risco pelo investidor tem que ser condizendo com o perfil e o investidor deve sempre respeitar sua tolerância de risco, esse deve ser o foco para a construção de seu portfólio”, acrescentou. (Reuters)

 

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!