Moody’s eleva rating do BDMG e reforça confiança na instituição
A agência de classificação de risco Moody’s elevou o rating do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) de B1 para Ba3 na escala global. A decisão reflete, segundo a agência, “o desempenho consistente do banco nos últimos cinco anos, marcado por métricas de capital robustas e pela crescente diversificação de suas fontes de captação”.
A Moody’s também destacou a forte expansão da carteira de crédito nos últimos dois anos e os esforços do banco para construir uma base de operações cada vez mais diversificada. Segundo a avaliação, mesmo com o crescimento acelerado da carteira, a qualidade dos ativos permaneceu estável. Além disso, o BDMG manteve níveis adequados de rentabilidade ao longo dos últimos três anos.
De acordo com o banco de fomento, em nota, o upgrade reforça a solidez financeira da instituição e amplia sua capacidade de acesso a investidores e organismos internacionais. Na prática, a avaliação fortalece as condições para novas captações do banco, que chegam às empresas e prefeituras mineiras na forma de financiamentos acessíveis para a concretização de projetos.
O presidente do BDMG, Gabriel Viégas, destacou que a nova avaliação reconhece uma trajetória consistente de crescimento e fortalecimento institucional.

“A Moody’s avaliou os números até o encerramento de 2025, ano em que alcançamos conquistas importantes que vêm tendo continuidade em 2026. Essa elevação do rating reconhece a consistência desse trabalho e reforça a confiança no futuro do BDMG e no desenvolvimento econômico e social de Minas Gerais”, afirmou.
Volume recorde
O BDMG encerrou 2025 com R$ 4,4 bilhões em liberações de crédito, volume recorde em financiamentos pelo terceiro ano consecutivo. Em 2026, o Banco mantém o ritmo de crescimento. Entre janeiro e o início de junho, o Banco já liberou R$ 2,34 bilhões em crédito para empresas de todos os portes e municípios mineiros, crescimento de 58% sobre o mesmo período do ano passado, que já havia sido recorde.
Além disso, a instituição atingiu a marca inédita de R$ 10 bilhões em operações de crédito entre 2022 e 2026, oito meses antes da meta prevista.
Desde 2022, quando um planejamento estratégico de crescimento foi elaborado, o volume total avançou 75%, impulsionado sobretudo pelo fortalecimento do crédito rural, segmento que hoje responde por mais da metade dos desembolsos da instituição.
De acordo com o banco, a expansão do crédito contribuiu para a geração e manutenção de quase 300 mil empregos e para um faturamento de R$ 22,5 bilhões nas empresas mineiras.
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