Crédito: Reprodução

Os anúncios de fusões e aquisições, incluindo aquisições de controle, incorporações e vendas de participações minoritárias, somaram R$ 108,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, volume 20% maior que o registrado no mesmo período de 2018, de R$ 90,6 bilhões. O destaque é para as operações que movimentaram mais de R$ 1 bilhão, cuja participação foi recorde na série histórica da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), iniciada em 2009. Do total, 36,3% das transações foram superiores a esse valor, sendo que 5,5% passaram de R$ 10 bilhões.

“Estamos em um momento de otimismo na economia, com o encaminhamento de reformas estruturais importantes, como a da Previdência. Isso tem refletido nos resultados de fusões e aquisições e também no mercado de capitais em geral, tanto em operações de ações quanto de dívida”, afirma o coordenador do Grupo de Trabalho de Fusões e Aquisições da Anbima, Dimas Megna,. “O mercado mais aquecido favorece a tomada de decisão das companhias”, completa.

Ainda que o número de operações tenha sido ligeiramente mais baixo do que nos seis primeiros meses do ano passado (55 contra 58), a alta no volume em 2019 foi influenciada pelo tamanho maior das transações realizadas: os dez maiores anúncios representaram 78% do montante total. Lideram a lista a venda da TAG (Transportadora Associada de Gás) pela Petrobras, por R$ 34,2 bilhões; a aquisição da Avon pela Natura, por R$ 14,9 bilhões; e o negócio entre a Petronas e a Petrobras no Campo Tartaruga Verde, por R$ 10,3 bilhões.

O setor de petróleo e gás concentrou a maior parte do volume movimentado no primeiro semestre (44,6%), influenciado pelas transações envolvendo a Petrobras. Cinco operações no segmento somaram R$ 48,4 bilhões. Na sequência, aparece comércio atacadista e varejista, com fatia de 14% (R$ 15,2 bilhões e quatro operações), resultado puxado pela compra da Avon pela Natura. Os setores de transporte e logística e de TI e telecomunicações ocupam a terceira e a quarta colocação, respectivamente, com R$ 8,1 bilhões em cinco negócios e R$ 7,9 bilhões e seis transações.

A aquisição de controle segue como a principal finalidade dos negócios, movimentando R$ 102,7 bilhões, seguida pela participação minoritária, com R$ 5,9 bilhões. No primeiro semestre do ano passado, a proporção foi similar, com R$ 86,9 bilhões em aquisição de controle e R$ 3,7 bilhões em participação minoritária. Com informações da Anbima. (Da Redação)