No pilar de Eficiência da Máquina Pública, Minas caiu seis posições, ficando em 10º lugar; em Capital Humano passou da 11ª para a 19ª posição - Crédito: Divulgação

O Centro de Liderança Pública (CLP) divulgou a edição 2019 do seu Ranking de Competitividade dos Estados. Minas Gerais perdeu duas posições em relação à avaliação de 2018, passando de 6º para o 8º lugar.

O ranking é uma ferramenta de avaliação da gestão pública no Brasil e tem como missão prover diagnósticos de áreas essenciais da administração pública. Para isso, analisa 69 indicadores distribuídos por 10 áreas-chave: Sustentabilidade Ambiental, Capital Humano, Educação, Eficiência da Máquina Pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de Mercado, Solidez Fiscal, Segurança Pública e Sustentabilidade Social.

Um dos grandes destaques de Minas Gerais foi o desenvolvimento no quesito Potencial de Mercado, no qual o Estado saltou sete posições, saindo da 21ª posição em 2018 para a 14ª em 2019. A nota deste indicador é composta pela análise dos dados referentes ao Tamanho de Mercado, Taxa de Crescimento e Crescimento Potencial da Força de Trabalho.

Em contrapartida, nas áreas de Capital Humano e Eficiência da Máquina Pública, Minas teve queda significativa. No pilar de Eficiência da Máquina Pública, o Estado caiu seis posições, ficando em 10º lugar. Já em Capital Humano caiu ainda mais, da 11ª para a 19ª posição.

De acordo com o diretor do CLP, José Henrique Nascimento, o resultado geral do Estado apresenta uma piora gradativa desde 2016 e é bastante impactado pela crise econômica nacional e por problemas específicos, especialmente o cenário fiscal agravado nos últimos anos.

“Na educação, Minas Gerais se mantém em segundo lugar há bastante tempo, porém mostrou uma piora grande no pilar de capital humano. Isso demonstra que as vagas abertas não estão em harmonia com a qualificação das pessoas. Minas está exportando muitos talentos. Falta mostrar suas qualidades. Os estados aproveitam qualquer novidade, qualquer melhoria para atraírem investimentos. Notícias como o desequilíbrio fiscal e as tragédias ambientais com o rompimento das barragens (em 2015, em Mariana, e 2019, em Brumadinho) e a insegurança que tudo isso causa, afastam os investidores”, explica Nascimento.

Assim como na edição de 2018, São Paulo segue na primeira colocação no Ranking de Competitividade dos Estados. Da mesma forma, Santa Catarina permaneceu na segunda posição, Distrito Federal, na terceira e Paraná, na quarta.

Os estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste concentram-se na metade superior do ranking, com os estados do Norte e Nordeste ocupando as últimas posições. Paraíba e Ceará seguem como os representantes do Nordeste mais bem colocados, nas 11ª e 12ª colocações, respectivamente, à frente de Goiás. Os últimos colocados foram Pará, Maranhão e Acre.

 

Destaques – Merecem destaque por terem sido as que mais ganharam posições em relação à edição de 2018, os estado do Rio Grande do Norte (de 19º para 15º lugar), Pernambuco (de 20º para 17º), Rio de Janeiro (de 13º para 10º) e Sergipe (de 25º para 22º).

“Queremos ser uma ferramenta para melhorar os indicadores e, assim, a vida das pessoas. Para ganhar competitividade e resolver os problemas é preciso integração das diversas áreas do governo. O conceito de competitividade parte do pressuposto de melhoria contínua. Para isso é preciso uma métrica que mostre se o Estado está melhorando na comparação com seus pares e também na linha do tempo. É possível trazer resultados de curto prazo. Alagoas, por exemplo, em 2016 estava em 26º e passou para o 19º lugar. Eles montaram um projeto de gestão por indicadores. Os resultados estruturais são importantes. É preciso dar respostas rápidas aos problemas mais críticos e, ao mesmo tempo, investir em planejamento de longo prazo”, avalia o diretor do CLP.