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Novas formas de trabalho exigirão boa comunicação

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Estratégias de comunicação são primordiais, disse Miranda | Crédito: Carlos Canales Ciudad

“60% dos problemas administrativos são causados por uma comunicação ineficaz”. A citação é do consultor e escritor Peter Drucker, um dos maiores especialistas em gestão. Com as tendências para diferentes formas de trabalho em 2021, que incluem, por exemplo, trabalho remoto, a comunicação se mostra ainda mais importante.

“Tenho visto, ao longo de minha carreira, muita gente que escorrega nessa competência. Vejo pessoas com bastante conteúdo, mas que não sabem bem como passar suas mensagens, muitas vezes por falta de planejamento ou até treino sobre como se apresentar. Já outras apresentam ideias vazias ou confusas”, avalia o CEO da Consolis Tecnyconta na Espanha, Marcelo Miranda.

Miranda destaca como a comunicação foi fundamental no início da pandemia. “Antes mesmo das orientações do governo espanhol sobre medidas de segurança, no início da crise sanitária, transmitimos uma mensagem eficaz e assertiva aos colaboradores”, diz. “A readequação das instalações foi acompanhada de muita conversa, reuniões e treinamentos sobre processos imprescindíveis de serem adotados”.

“Muitas vezes, não tínhamos absoluta certeza de tudo o que estávamos fazendo, pois era tudo muito novo, mas a transparência e o correto envolvimento do time fizeram as pessoas acreditarem e remarem 100% na mesma direção”, lembra o executivo. “Se erramos, não tem problema, ajustamos juntos. Para chegar a esse grau de confiança, a comunicação clara e próxima foi fator primordial para envolver a equipe”, avalia.

Comunicação ideal – Apresentar a ideia de um projeto ou um novo produto, prestar contas de resultados, conseguir dar um feedback a um colega, transmitir uma opinião divergente de forma eficaz. São muitas as situações no dia a dia profissional em que a comunicação é o ponto-chave.

“Com o mundo cada vez mais competitivo e ágil, não podemos perder para nós mesmos, por conta de detalhes. Então, vale sempre caprichar muito na comunicação”, diz o executivo. “Essa é uma competência que a maioria de nós acha que é natural, mas, para transmitir uma mensagem, seja qual for, precisamos trabalhar alguns pontos”.

Primeiro, o conteúdo, a ideia. Para isso, é necessário entender o público-alvo, encontrar uma maneira simples, direcionada e clara de transmitir sua mensagem.

Caso haja uma apresentação com slides: o design é fundamental. Nada de excesso de textos ou animações grotescas. Um bom design mostra profissionalismo e importância dada ao fato.

Já o terceiro é a soma da voz com a linguagem corporal, a técnica do apresentador.

A essência da ideia – Miranda cita como exemplo a regra 7-38-55. “Ela é usada já há muitos anos para indicar o peso de três fatores na absorção e retenção da comunicação: 7% é conteúdo, 38% é tom de voz e 55% é linguagem corporal”, explica.

“Somando 38 e 55, chegamos aos famosos 93% que formam a nossa comunicação não verbal. Pense em seu trabalho diário com equipes, apresentações, liderança de times, reuniões e vários outros momentos que exigem comunicação. Apesar de parecer fácil, comunicar é desafiador”, avalia Miranda.

Por saber que existem “ruídos” na vida de todos nós, Miranda apresenta alguns pontos do livro “Ideias que colam”, dos irmãos Chip e Dan Heath, e outras reflexões sobre uma comunicação mais certeira:

Ideias que colam – Os irmãos Heath buscaram desvendar o que faz com que mensagens “colem” na mente das pessoas. Isso não tem a ver com persuasão ou manipulação, mas com técnicas a serem desenvolvidas por quem deseja uma comunicação clara, fluida e eficaz. Como os seis elementos que formam o acrônimo em inglês SUCCES:

  • Simple: a essência da ideia deve ser simples;
  • Unexpected: elementos inesperados, surpresas fogem do óbvio;
  • Concrete: exemplos concretos contribuem para a compreensão;
  • Credible: fontes confiáveis ajudam na credibilidade da mensagem;
  • Emotional: fator emocional é como aquela frase “as pessoas podem esquecer o que você disse, mas nunca esquecerão como você as fez sentir”;
  • Stories: aprendemos melhor fazendo conexões de histórias e ideias.

Um dos exemplos no livro é de uma estratégia de saúde pública nos Estados Unidos da década de 1990, quando a pipoca de cinema estava acendendo alerta devido ao alto teor de gordura saturada, por causa de sua forma de preparo.

“A recomendação das autoridades de saúde era de que esse consumo não passasse de 20 g por dia. Mas de que adiantaria falar para a população que um saco de pipoca continha 37 g de gordura?”, questiona. “Foi aí que resolveram apostar na mensagem com um exemplo concreto. A comunicação escolhida foi uma sábia comparação: o pacotinho de pipoca continha mais gordura saturada que bacon com ovos, um Big Mac, fritas e um bife – tudo isso junto. Assim fica mais fácil sentir o peso de tudo isso nas artérias, concorda?”.

Mensagem eficaz nas empresas – “A proposta de Chip e Dan Heath pode ser colocada em nosso dia a dia corporativo, em palestras, apresentações, reuniões de equipes, feedback 1-1, treinamentos e em todas as situações que exigem a habilidade de comunicação”, afirma o executivo. “Tudo isso faz parte de uma narrativa, uma história que será contada, seja qual for a situação”.

Para isso, Miranda sugere que não se trabalhe somente palavras, tom de voz e linguagem corporal, mas também:

  • Crie roteiro para organizar toda a informação que precisa passar;
  • Use recursos visuais, como imagens, vídeos e infográficos;
  • Inclua elementos sonoros e músicas que ajudem a associar a cada slide, por exemplo;
  • Leve elementos culturais e comportamentais para seus exemplos, como cenas de filme, séries, arte – tudo a depender do contexto, claro.

“O que eu quero dizer com esse exemplo é que estratégias de comunicação são primordiais para o andamento dos negócios, pois isso promove alinhamento e transparência. Com isso, penso que a fórmula da comunicação, no fim das contas, é uma prática diária, e não um cálculo”, finaliza.

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