Prefeitura de BH inicia reuniões para período chuvoso e prevê atuação contra eventos climáticos extremos

Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos reúne órgãos municipais para definir ações de prevenção, resposta e reconstrução em Belo Horizonte
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Prefeitura de BH inicia reuniões para período chuvoso e prevê atuação contra eventos climáticos extremos
Foto: Divulgação PBH/ Rodrigo Clemente

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciou nesta segunda-feira (5) as reuniões do Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos, que marca o início da preparação para o período chuvoso 2026/2027. O grupo reúne órgãos municipais para definir ações de prevenção, mitigação, resposta e reconstrução diante de ocorrências provocadas por chuvas intensas e outros eventos climáticos.

Segundo o subsecretário de Proteção e Defesa Civil de Belo Horizonte, Elcione Menezes Alves, o grupo tem caráter técnico e funciona como uma instância de coordenação entre as áreas da Prefeitura. As reuniões ordinárias ocorrem às segundas-feiras, mas podem ser convocadas de forma extraordinária conforme a intensidade dos eventos climáticos.

“É um grupo técnico, da área técnica, praticamente uma reunião de trabalho, focado em pensar na mitigação, na prevenção, na resposta e na reconstrução, caso aconteça algum desastre”, explica.

Durante o período chuvoso, cada órgão municipal atua de acordo com suas atribuições, enquanto o grupo faz a coordenação das ações conforme a necessidade. À Defesa Civil cabe a articulação das equipes, o monitoramento das condições meteorológicas e a emissão de alertas à população.

A atuação inclui também a comunicação com moradores de áreas de risco. De acordo com Alves, os alertas são uma forma de informar tanto quem vive nessas regiões quanto quem precisa se deslocar por locais sujeitos a ocorrências.

Alerta após quase 50 milímetros de chuva

A mobilização ocorreu após, na manhã desta segunda-feira (5), ocorrer um episódio de chuva intensa em Belo Horizonte. Segundo a Defesa Civil, foram registrados quase 50 milímetros de chuva em um curto intervalo de tempo, o que levou à emissão de alerta para a população.

Apesar do volume, não houve, segundo Alves, ocorrências que demandassem intervenção da Defesa Civil para acolhimento de pessoas desabrigadas ou desalojadas. A expectativa é que novos alertas sejam emitidos ao longo do período chuvoso sempre que houver risco para a população.

“É importante ressaltar a finalidade e a importância do alerta para quem está em área de risco ou para quem se desloca e pode passar por área de risco. Ele tem o direito de saber disso”, explica o subsecretário.

Prefeitura considera possibilidade de chuva, vento e calor

Além das chuvas intensas, a Prefeitura afirma estar se preparando para diferentes cenários de eventos climáticos extremos. Alves relacionou a necessidade de preparação às mudanças climáticas e à influência do fenômeno El Niño sobre as condições meteorológicas.

Segundo ele, a previsão climática coloca Belo Horizonte em uma área de neutralidade, o que significa que não há uma definição precisa sobre qual padrão deverá prevalecer no município. “Neutralidade não é que não vai ter efeito, é porque não tem uma definição exata que vai ser para Belo Horizonte”, explicou.

Nesse cenário, a administração municipal trabalha com a possibilidade de ocorrência de chuvas acima da média, ventos fortes e picos de calor. A localização de Belo Horizonte em uma faixa de transição, segundo a Defesa Civil, exige preparação para diferentes possibilidades. “Então, na verdade, a Prefeitura se prepara para os três eventos”, esclarece Alves.

Obras de macrodrenagem são retomadas

A preparação para o período chuvoso também envolve obras de infraestrutura voltadas à drenagem urbana. Segundo o superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Maurício Fonseca Brandão, a Prefeitura trabalha para retomar intervenções que estavam paralisadas.

Um dos exemplos citados é a Praça das Águas, na região Norte de Belo Horizonte, que, mesmo sem estar totalmente concluída, já apresenta funcionalidade e opera com aproximadamente 40% da capacidade. De acordo com Brandão, a estrutura já contribui para reduzir os impactos dos alagamentos na região.

Segundo o superintendente, uma ordem de serviço já foi emitida para a retomada da obra. Outra intervenção mencionada foi a obra de macrodrenagem da Vilarinho, que também foi paralisada e está em processo de retomada. Brandão afirmou que a intervenção já apresenta alguma funcionalidade e contribui para a redução dos alagamentos.

A Sudecap também citou intervenções na avenida Cristiano Machado entre as ações de infraestrutura relacionadas à drenagem. “O nosso objetivo é que todas essas obras que foram paralisadas retomem”, pontuou Brandão.

Sobre o autor

Ana Luisa Sales

Repórter do Diário do Comércio desde 2025, graduada em jornalismo pela UFMG e especialista em ESG e sustentabilidade corporativa pela FGV.


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