COTAÇÃO DE 26-01-2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,4400

VENDA: R$5,4410

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,4570

VENDA: R$5,5870

EURO

COMPRA: R$6,1271

VENDA: R$6,1288

OURO NY

U$1.816,48

OURO BM&F (g)

R$319,89 (g)

BOVESPA

+0,98

POUPANÇA

0,6443%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Legislação livre
" "
Banco destina R$ 1,5 bilhão para novo programa de crédito rural no Brasil
Crédito: Pilar Olivares/Reuters

As parcelas de financiamentos pagas ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por empresas afetadas pela crise do Covid-19, poderão ser suspensas por um período de seis meses. A suspensão será de juros remuneratórios e principal, no valor de até R$ 19 bilhões para operações diretas, ou seja, aquelas negociadas diretamente com o banco, e deverá ser solicitada no site da instituição.

Rodrigo Macedo, diretor jurídico do escritório Andrade Silva Advogados, explica que as parcelas suspensas serão capitalizadas no saldo devedor, mantido o prazo total da operação.

PUBLICIDADE




“Para verificar a presença de impeditivos ou irregularidades, o pedido será avaliado pela equipe de acompanhamento responsável pelo contrato e, em seguida, submetido ao Comitê de Crédito e Operações do BNDES. É importante ressaltar que o cliente que tiver a suspensão concedida não poderá distribuir aos acionistas os seus dividendos, ou seja, as parcelas do lucro referentes ao período em que houver a suspensão”, comenta.

As operações indiretas, aquelas negociadas por intermédio de um agente financeiro, também poderão ter o pagamento suspenso, no valor de até R$ 11 bilhões. Neste caso, a suspensão deve ser negociada diretamente com o agente financeiro responsável. A medida abrangerá setores como petróleo e gás, aeroportos, portos, energia, transporte, mobilidade urbana, saúde, indústria e comércio e serviços.

Tranquilidade – Para Macedo, essa medida veio na hora certa, uma vez que a suspensão certamente acompanhará uma significativa queda nas receitas. “A medida permitirá às empresas elegerem as suas prioridades e retomarem as suas obrigações com mais tranquilidade, sem que a situação implique em ruptura da atividade”, explica.

Além da suspensão das parcelas de financiamento, o BNDES anunciou ainda uma expansão da oferta de capital referente à linha de crédito “Pequenas Empresas”, que agora passará a contemplar todos os empreendimentos com faturamento anual de até R$ 300 milhões. E, o limite anual de crédito por beneficiário, que era de R$ 10 milhões, passará a ser de R$ 70 milhões. As empresas terão 24 meses de carência e cinco anos de prazo total para pagar esses novos financiamentos.




Rodrigo Macedo explica que, apesar da abrangência da linha de crédito ter sido ampliada, as regras para ter acesso ao financiamento continuam as mesmas. “Ele será realizado indiretamente, por um agente financeiro credenciado, que vai definir as melhores alternativas de crédito a serem operadas”, diz.

Para o especialista jurídico, recorrer a esses financiamentos pode ser uma alternativa para que as empresas passem por essa crise, trazida pelo coronavírus, com mais tranquilidade.

“Esse tipo de operação junto ao BNDES é vantajosa porque geralmente apresenta juros menores do que aquelas realizadas em bancos tradicionais”, afirma.

Macedo acrescenta que essas ações são um incentivo para a continuidade dos negócios, uma forma de ajudar na manutenção de várias atividades, e ainda de contribuir para a economia do país no longo prazo. (Da Redação)

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!