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5G pode ajudar na retomada da economia

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Como Estado temos a capacidade potencial de conduzir essa mudança e ter a inovação ativa e não reativa, afirmou Brant | Crédito: Divulgação

A tradicional Semana das Telecomunicações, realizadas pelo Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), sediado em Santa Rita do Sapucaí (Sul de Minas), aconteceu entre os dias 4 e 8 de maio, com palestras, painéis e debates transmitidos ao vivo pelo YouTube, e minicursos on-line, abertos para alunos e público em geral.

O evento contou com a participação de grandes empresas de setores ligados a telecomunicações como Ericsson, Logicalis, Huawei, NEC e Blockbit, Suez, Alstom e Vector, teve como um dos momentos mais importante a participação do vice-governador do Estado, Paulo Brant, em uma live com o diretor do Inatel, Carlos Nazareth Motta Marins, sobre o tema: “Uma travessia para o desenvolvimento: Conectividade 5G e IoT para os mineiros”.

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O objetivo do encontro on-line, realizado no dia 7, era entender como o 5G pode ser utilizado como um catalisador para a retomada da economia do Estado.

“A implantação do 5G vai possibilitar a conexão de coisas em uma velocidade inimaginável para nós. Na saúde, por exemplo, o impacto é gigante. A entrada da inteligência artificial (IA) vai permitir que a saúde pública no Brasil, mesmo o SUS (Sistema Único de Saúde) já sendo um orgulho – ele ainda carece de melhoria. As pessoas das pequenas localidades já chegam à Capital com a doença muito avançada e o tratamento caro. A entrada da tecnologia vai potencializar coisas como a telemedicina. Na educação, por exemplo, tínhamos muito preconceito com a educação a distância, mas ela é incrível. Também na segurança pública, enfim, todas as políticas públicas serão radicalmente afetadas. O grande desafio é que a inovação que está vindo é uma onda tecnológica de tal magnitude que vamos ser arrastados por ela ou teremos que conduzir. Como Estado temos a capacidade potencial de conduzir essa mudança e ter a inovação ativa e não reativa”, avaliou Brant.

Como exemplo, o vice-governador citou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) – que é a maior empresa pública do setor no Brasil.

“Praticamente 70% das fazendas em Minas Gerais não são conectadas. Isso é tão grave quanto não ter um bom acesso rodoviário. É um ponto de estrangulamento que inviabiliza o agronegócio. A Emater inova, mas esbarra na incapacidade do extensionista de acessar a internet. O que vem com o 5G é uma bênção se soubermos usar. Tudo isso é importante demais pra ficar só em um ministério ou secretaria, tem que ser tratado com o coração da estratégia de todas as instâncias de governo”, pontuou.

Nesse ponto o professor Carlos Nazareth pontuou a importância do agronegócio para a economia mineira – quase 25% do PIB do Estado – e tecnologias desenvolvidas pelo Inatel para o setor, como o 5G dedicado às áreas de baixa densidade demográfica.

“O agronegócio é o setor que mais incorporou tecnologia nos últimos 35 anos, revertendo isso em qualidade e produtividade. Os grandes produtores estão em contato com a tecnologia de ponta. Temos, porém, 500 mil micro e pequenas propriedades fora dessa revolução tecnológica e com produtividade baixíssima se comparados aos mais desenvolvidos. Esse é um grande problema e também uma grande oportunidade. Se conseguirmos trazer esses produtores para a revolução, nós vamos duplicar ou triplicar a produção. A conectividade é muito importante porque são propriedades muito espraiadas. A conectividade vai permitir que eles entrem nessa onda de transformação digital”, explicou Brant.

Para realizar a transformação digital, porém, a tecnologia não basta. Para que os resultados sejam alcançados é preciso mão de obra qualificada. “Precisamos capacitar os jovens. No Brasil temos, em média, 8 milhões de jovens terminando o ensino médio todos os anos e só um milhão acessando a universidade. Esse é um desafio enorme e talvez a conectividade seja a grande arma, aliada às técnicas pedagógicas, para facilitar esse acesso dos jovens ao conhecimento”, afirmou Carlos Nazareth .

“Nós temos um exército de pessoas fora do mercado de trabalho hoje por falta de qualificação em tecnologia. O ‘peão de obra’ que tinha emprego na construção civil sem qualificação está perdendo emprego porque hoje existe tecnologia que deixa a obra mais segura, rápida e barata e que precisa ser operada por alguém com conhecimento. Para a gente ter uma sociedade próspera e em paz temos que ter o mínimo de igualdade social. Temos que correr com isso, começar agora”, disse Brant, que completou avaliando qual o papel do setor público no melhor encaminhamento para a utilização do 5G e outras tecnologias que surgem a partir da internet de quinta geração para o desenvolvimento socioeconômico de Minas Gerais e do Brasil.

“Nossa contribuição é exercer o papel de liderança na disseminação dessa tecnologia. A tecnologia viabiliza muitas coisas que o governo tem vontade de fazer e não consegue. O 5G multiplica o orçamento do governo com a conectividade. A transformação efetiva vai depender da nossa capacidade de mudar as instituições e a cultura”, finalizou o vice-governador.

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