No mundo, o grupo francês Accor agrega 40 diferentes bandeiras, 14 delas presentes no Brasil - Foto: Divulgação

Depois de um 2018 de recuperação, em que registrou crescimento de 12,3% em volume de negócios e Ebitda de 22,8% na América do Sul, o grupo francês Accor prevê voltar a crescer este ano. Nos dois primeiros meses, foi registrado expansão de 10%. Para 2019, a perspectiva é fechar com avanço entre 7% e 8%.

Foram abertas 54 unidades na América do Sul, sendo 50% oriundas do crescimento orgânico feito através de construções em parcerias e a outra metade através de aquisições. No Brasil foram 23 unidades abertas.

Belo Horizonte ajudou a puxar o resultado. Os hotéis da rede na cidade tiveram recuperação impressionante nos últimos 12 meses, alguns crescendo 30% em faturamento. No Estado foram abertas cinco unidades em 2018 e outras cinco estão previstas para 2019: um Ibis Buget e um Novotel, na região Centro-Sul da Capital. Dois Ibis, sendo um em Pouso Alegre, no Sul de Minas; e outro em Nova Serrana, na região Centro-Oeste; e um Ibis Style, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.

De acordo com o CEO Accor América do Sul, Patrick Mendes, para ser líder no continente é preciso ter presença e liderança na maioria dos países da América do Sul, especialmente no Brasil. Em construção no País está sendo investido cerca de R$ 1,5 bilhão, em 2019, totalizando cerca de R$ 4 bilhões no ano.

“Temos a liderança no Brasil e queremos ampliar a presença aqui. Hoje fazemos uma análise não por região ou cidade, mas por bairro para entender o perfil e a demanda para escolher qual bandeira e qual tamanho de hotel devemos instalar em uma localidade. Por isso a Accor cresce nas capitais, nas cidades secundárias e nas terciárias de forma tão assertiva”, afirma Mendes.

No mundo, o grupo agrega 40 diferentes bandeiras, 14 delas presentes no Brasil. A meta até 2022 é atingir a marca de 500 hotéis na região e outros 150 em construção. Hoje a empresa opera 375 hotéis (60 mil quartos), sendo 308 no Brasil (50 mil quartos) e 119 em pipeline.

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Em Minas Gerais, atualmente são 26 unidades. Apesar dos bons números, o resultado ainda não foi capaz de recuperar as dificuldades enfrentadas a partir de 2015 no Brasil. Além da crise econômica, que impactou os resultados não apenas do grupo, mas de toda a cadeia hoteleira no Brasil, a greve dos caminhoneiros em maio.

Esse foi um ano dividido em três. Outubro de 2017 marcou o começo de uma recuperação que continuou até maio do ano passado. A greve dos caminhoneiros, porém, fez com que fosse perdido tudo o que havia sido recuperado em um mês. Depois no fim do ano, a partir de outubro foi um crescimento excelente, que ajudou muito no resultado final.

“Apesar disso, ainda vai demorar três ou quatro anos para voltarmos ao patamar de 2012. Ainda não é rentável investir e operar um hotel no Brasil. Para ser sustentável, um hotel precisa estar ocupado entre 60% e 65%. As tarifas precisam ser recuperadas”, avalia o CEO da Accor América do Sul.