COTAÇÃO DE 26/05/2022

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$4,7610

VENDA: R$4,7610

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$4,8500

VENDA: R$4,9530

EURO

COMPRA: R$5,1433

VENDA: R$5,1459

OURO NY

U$1.850,86

OURO BM&F (g)

R$284,80 (g)

BOVESPA

+1,18

POUPANÇA

0,6719%

OFERECIMENTO

Negócios

Allugator projeta alcançar 50 mil usuários este ano

Meta é possível a partir do investimento de R$ 42 milhões feito pelo Sapiensbank

COMPARTILHE

A startup mineira Allugator oferece o aluguel de produtos eletrônicos, especialmente Iphones | Crédito: Pixabay
Crédito: Pixabay

A troca da posse pelo uso via aluguel – bastante simbolizada pelos carros de aplicativo e clubes de assinatura – propõe uma economia em que o usuário se preocupa com a experiência, enquanto uma empresa cuida de problemas como manutenção e troca de modelo, por exemplo.

Criada em 2016, em Belo Horizonte, o Allugator levou a ideia para o uso de produtos eletrônicos, especialmente Iphones. Ícone entre os smartphones e objeto de desejo inalcançável para boa parte da população, o telefone produzido pela Apple pode ser assinado através da plataforma que promete ao cliente a experiência de ter os melhores celulares e eletrônicos do mercado por preços mais baixos e com maior praticidade, possibilitando que ele sempre tenha em mãos um modelo novo do item todo ano.

PUBLICIDADE




Com atuais 5 mil assinantes, a startup projeta chegar ao fim de 2022 com 50 mil usuários. Isso é possível a partir do investimento de R$ 42 milhões feito pelo Sapiensbank, com sede no estado do Paraná. O montante vai permitir a aquisição de 6.800 celulares.

De acordo com o CEO do Allugator, Cadu Guerra, a cultura da economia circular, apesar de não ser um conceito recente, ainda é incipiente no Brasil, onde a posse do bem segue muito valorizada.

“No Brasil a gente não tem educação financeira e temos uma cultura da posse. Para nós, quem tem sucesso é quem tem a propriedade das coisas, mas não precisa ser assim. A nossa ideia é que a empresa cuide da parte que o consumidor não quer cuidar. Para que o consumidor tem que se preocupar em dar manutenção do celular, ir atrás de seguro, anunciar a venda, pesquisar preço quando quer trocar de aparelho, se podemos fazer isso, e ele só aproveitar o melhor da experiência? A assinatura permite que mais gente tenha acesso ao bem, que ele circule até o máximo da sua vida útil e que todos nós sejamos mais sustentáveis assim”, explica Guerra.

Guerra: assinatura permite que mais gente tenha acesso ao bem | Crédito: Divulgação / Allugator

Desde a criação do Allugator Invest, braço financeiro da startup criado em maio de 2020 para levantar recursos para o financiamento para o estoque de iPhones, já foram captados mais de R$ 30 milhões. A empresa também possui outros investidores dentro do quadro societário, como o investidor-anjo Renato Freitas, fundador da 99. A meta para este ano é fazer outras rodadas de investimento e captar alguns milhões de reais.

PUBLICIDADE




“Para conquistar um investidor é preciso fazer com que ele se sinta seguro a partir de premissas simples e bem executadas. Todo investidor aposta em uma história que faz sentido para ele. É um eterno jogo que envolve a sua capacidade de prometer algo e provar que vai conseguir fazer. O que o investidor mais quer é estar seguro que aquilo que ele apostou vai realmente acontecer. No caso do Sapiens, a gente já tinha uma sinergia grande por sermos um negócio que está reinventando a forma de fazer capitalismo. Saindo do capitalismo industrial para uma lógica mais circular. Onde a gente se responsabiliza por fazer o ativo circular por mais tempo possível. O segundo ponto passa pelas coisas que criamos para facilitar que os investidores vejam o que está sendo feito e que cumprimos nossas promessas, uma estrutura de governança forte. O Sapiens já tinha investido R$ 3 milhões no Allugator, e agora aportou mais R$ 42 milhões. Isso mostra que entregamos tudo o que prometemos”, analisa.

Como obstáculos ao crescimento, a startup enfrenta problemas comuns a outros setores como a quebra na cadeia de suprimentos desde 2020 e a escassez de mão de obra, principalmente na área de tecnologia. Para resolver os dois problemas, a receita passa por um bom relacionamento e valorização das pessoas.

“Existe uma característica do ecossistema de tecnologia de Belo Horizonte é que por estarmos longe dos principais investidores – concentrados em São Paulo e no Rio de Janeiro – nos acostumamos a percorrer um caminho mais longo e a contar efetivamente mais uns com os outros. Somos de uma segunda geração do San Pedro Valley e aproveitamos muito a experiência dos que vieram antes e seguimos com esse senso de comunidade. Para a formação de uma boa equipe não há outro caminho a não ser criar o melhor lugar para as pessoas trabalharem. Isso está ligado ao propósito, que não pode ser uma palavra vazia. Quem está aqui quer aproveitar a jornada, aprender o tempo todo e resolver o problema das pessoas. Agilidade e pertencimento são fundamentais para enfrentar uma disputa pela mão de obra que já se tornou global e só vai ficar mais acirrada”, pondera o CEO do Allugator.

Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

OUTROS CONTEÚDOS

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!