Crédito: CHARLES SILVA DUARTE

O Banco Inter, sediado em Belo Horizonte, deverá encerrar 2019 com 4 milhões de correntistas. O número é mais de 170% superior aos 1,45 milhão com contas digitais ativas na instituição ao final do ano passado. Desde 2016, quando lançou seu projeto de banco digital, o Inter vem registrando recordes de adesão, o que atribuiu à proposta de ser completo, digital e gratuito.

De acordo com o vice-presidente do Banco Inter, Alexandre Riccio, desde então, a instituição vem executando planos com marcos importantes, que culminaram com a expressiva adesão de correntistas. “Em um ano, o banco triplicou o número de clientes, atingindo a marca de 3,7 milhões no início de novembro. Se continuar neste ritmo e no que apuramos no terceiro trimestre, certamente encerraremos 2019 acima dos 4 milhões”, disse.

Riccio recordou que em 2016 eram apenas 8 mil clientes, quando houve o lançamento da abertura de conta e da emissão de cartão de crédito por meio do aplicativo. No fim daquele ano, o número de correntistas saltou para 80 mil.

Já em 2017, o ano foi marcado pela mudança da marca, quando a instituição financeira deixou de se chamar Intermedium e passou a ser reconhecida como Inter. Naquele exercício, os 80 mil correntistas pularam para 380 mil. “Foi nesta época que os bancos digitais começaram a ganhar relevância no mercado brasileiro”, destacou.

No ano passo, o grande ocorrido, conforme o vice-presidente, foi a abertura de capital do banco, que trouxe mais reconhecimento, força e manteve a curva de crescimento na base de correntistas. E o Banco Inter encerrou 2018 com 1,45 milhão de clientes.

Em 2019, o movimento não é diferente. Segundo Riccio, ao todo são mais de 12 mil contas abertas por dia útil. Sem contar a carteira de crédito que está crescendo acima dos 40% nos últimos 12 meses.

“Esse modelo de banco nasceu para resolver um problema real do brasileiro, que já vinha insatisfeito com o formato bancário tradicional. Unimos a solidez com a praticidade, eliminando pontos críticos como tarifas e filas e hoje entre 60% e 80% dos correntistas vêm por indicação espontânea”, afirmou.

Com tamanho crescimento, o banco precisou investir em uma nova sede. É que o número de colaboradores também teve um salto expressivo, passando de 769, em 2017, para mais de 1.500 em setembro deste ano.

A nova sede, que inicialmente vai ocupar 13 andares, está localizada no edifício Aureliano Chaves, no bairro Santo Agostinho. O edifício é o primeiro em Minas a obter o selo internacional de certificação sustentável Leed Gold (Leadership in Energy and Environmental Design, na categoria Ouro). Em sua construção, foram utilizadas tecnologias que possibilitam uso da energia solar, aproveitamento da luz natural, reutilização da água da chuva, uso racional de energia, entre outros.

As primeiras equipes se mudam para o prédio nesta semana e a previsão é de que a mudança seja totalmente concluída até fevereiro de 2020. Além da sede em Belo Horizonte, o Banco Inter também conta com escritório em São Paulo, no bairro do Itaim Bibi.