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Carste cria metodologias e procedimentos inéditos para licenciamento ambiental

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A Carste foi a primeira a ter em seu escopo todas as atividades relacionadas aos estudos de cavidades | Crédito: Marcelo Andre

Quando o governo federal baixou o Decreto 6640, em novembro de 2008, que dispõe sobre a proteção de cavidades naturais em todo o território nacional, a Carste Ciência e Meio Ambiente existia fazia dois anos. Até então, a empresa, a primeira do ramo, estava entre as poucas consultorias no mercado especializada em espeleologia e áreas cársticas. E foi a partir desse ato da Presidência da República – um marco no segmento – que a consultoria ambiental se viu diante de um novo cenário de oportunidades. E saiu na frente no cenário nacional.

De um lado, o Ministério do Meio Ambiente definia de forma mais rigorosa uma série de critérios para o licenciamento ambiental espeleológico, que incluía, por exemplo, a definição do grau de relevância de uma caverna de forma a proteger e reconhecer aquelas cavidades que fossem importantes. De outro lado, empreendimentos lineares de alto impacto e mineradoras tinham que se adequar a essas regras, sob risco de terem seus projetos inviabilizados e formas de compensações vetadas.

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Diante da novidade, o setor econômico teve que se adaptar às exigências, realizando assim estudos e mapeamentos mais criteriosos na hora de fornecer dados aos órgãos ambientais licenciadores; bem como a administração pública foi se entendendo neste processo e modernizando sua forma de avaliação.

A experiência internacional do geólogo mineiro e Ph.D pela University of Bristol, no Reino Unido,  Augusto Auler, fundador e diretor-técnico da Carste Ciência e Meio Ambiente, foi fundamental naquele momento. O pesquisador inclusive chegou a participar da elaboração de legislações relacionadas à espeleologia.

Pioneirismo

A Carste Ciência e Meio Ambiente, fundada no dia 21 de março de 2006, foi pioneira no mercado nacional em desenvolver procedimentos e metodologias no segmento. Entre outras inovações, foi a primeira empresa a ter em seu escopo todas as atividades relacionadas aos estudos de cavidades e atividades relacionadas à espeleologia: desde a prospecção até as medidas de compensação espeleológica, incluindo sismografia.

“Até então, não existia referência ou algo parecido. Desenvolvemos metodologias para fazer prospecção de cavernas, mapeamento de cavernas em minério de ferro, que é complicado devido à atração magnética, monitoramento fotográfico de cavernas, dentre várias outras”, afirma Auler.

A consultoria foi pioneira em criar procedimentos para determinação de área de influência de cavernas envolvendo estudos sobre o Meio Superficial Subterrâneo (MSS), que objetiva compreender a distribuição da fauna subterrânea em rochas ferríferas permitindo uma avaliação mais assertiva sobre a conectividade entre as cavernas. Para tal finalidade, a Carste desenvolveu uma metodologia específica de coleta dessa fauna, incluindo a aquisição de ferramentas e tecnologias capazes de viabilizar toda a coleta de dados para estudos.

É importante destacar que o Brasil possui uma extensa formação de relevos cársticos, cuja corrosão das rochas é um prato cheio para o aparecimento de cavernas, galerias, dolinas, sumidouros, rios subterrâneos, paredões, entre outros. Concomitante a isso, é nestes subsolos que se encontram grandes jazidas minerais.

“Além disso, fomos precursores em alguns procedimentos, definições de terminologia e estudos sobre gênese de cavernas em minério de ferro; no incentivo a pesquisas científicas na área de geomicrobiologia em cavernas ferríferas; fomos os primeiros a integrar a área de sismografia com a área de espeleologia numa única empresa”, destaca.

Augusto Auler reporta que nos últimos anos não só a empresa, mas também as exigências dos clientes aumentaram em nível de segurança. Nesse sentido, um exemplo que se tornou perceptível com o passar dos anos foi a utilização e desenvolvimento de equipamentos específicos para se trabalhar em cavernas, como: vestimentas, proteção para os joelhos, proteção contra abelhas, utilização de telefones satelitais que melhoraram a comunicação; equipamentos de localização, veículos equipados com sensores e proteção contra capotamento.

Foi também elaborado e executado um protocolo de biossegurança para o manejo de morcegos durante o enfrentamento da pandemia, adotando integralmente as sugestões da Sociedade Brasileira para o Estudo de Quiropteros (SBEQ), viabilizando as atividades de campo com a maior segurança possível dos profissionais.  “A Carste, por ser a maior e a pioneira do segmento, sempre esteve na linha de frente na adoção de vários desses equipamentos”, argumenta Auler.

Empresa possui equipe altamente especializada

Com um corpo técnico bastante diversificado, composto por geólogos, geógrafos, biólogos, engenheiros, analistas e técnicos em mineração, além de consultores exclusivos de renome internacional, a Carste oferece atualmente consultoria ambiental em quatro grandes áreas: hidrogeologia, sismografia, geotecnologias e cavernas. Os serviços são vários: avaliação de impactos ambientais ao patrimônio espeleológico, aos recursos hídricos; manejo de cavernas; monitoramento espeleológico; estudos e propostas para compensação ambiental; busca direcionada de fauna; resgate bioespeológico e geoespeleológico, entre outros.

Segundo o Anuário Estatístico do Patrimônio Espeleológico Brasileiro de 2019 do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), órgão vinculado ao ICMBio, são mais de 20 mil cavernas contabilizadas no Brasil. Desse montante, a maioria, 44%, está em Minas Gerais. São exatamente 8.854 cavernas conhecidas no estado, o que torna a região ainda mais especial no cenário espeleológico.

A Carste possui uma equipe altamente experiente e especializada. “São colaboradores com trajetórias profissionais específicas, experiências amplas e conhecimentos técnicos distintos. Esse conjunto de fatores forma uma equipe multidisciplinar que proporciona uma interação entre os profissionais, independência na execução de atividades, além de oferecer a empresa uma atuação mais estratégica e inovadora”, afirma a gerente da empresa, Larice Souza.

Quem também endossa este ponto de vista é a coordenadora de projetos da Carste Ciência e Meio Ambiente, Lígia Dornellas. Para ela, a importância de se ter uma equipe multidisciplinar é estar sempre buscando soluções sob diferentes perspectivas. “No âmbito do meio ambiente, diversas frentes de trabalho são necessárias, principalmente no pensamento crítico em relação a todo o ecossistema associado. A temática é multidisciplinar e as soluções também devem ser”, afirma.

Por sua vez, a coordenadora da área de geoespeleologia, Tatiana Souza, comenta que a integração da equipe multidisciplinar é fundamental para a empresa. “Os assuntos são muito correlacionados, e não devem ser explorados de forma isolada. Então, biólogos, geógrafos, geólogos, engenheiros, todos nós discutimos internamente toda semana, de forma conjunta, os temas técnicos, porque de fato a integração é fundamental na nossa área de atuação. Entendemos que tem um diferencial muito grande nisso: a interação dos saberes”, pontua.

Fundador da consultoria ambiental, Augusto Auler explica que formar e capacitar os próprios profissionais está no DNA da empresa e é uma tradição. Isso porque, a Carste Ciência e Meio Ambiente acumula anos de experiência no setor e em geral não existe profissional pronto no mercado de trabalho com a expertise necessária. Ao prepará-los para o dia a dia, a ideia é sempre que os profissionais evoluam tecnicamente, com o apoio dos mais experientes. “É algo que fazemos rotineiramente: treinar uma pessoa nas áreas de espeleologia, geoespeleogia, bioespeleologia. Preferimos que seja assim, porque a pessoa cresce dentro da empresa se adequando aos princípios da Carste”, observa Auler.

A Carste comemora 15 anos em um momento difícil para o País e o mundo, mas com uma boa perspectiva, no sentido de manter o reconhecimento de suas competências, algo tão marcante ao longo da sua história.

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