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Inicialmente, a companhia pretende atuar com minigeração, por meio de plantas de 5 megawatts de potência; na sequência, vai se voltar ao segmento residencial Usina Fotovoltaica - Foto: Alisson J. Silva

Líder no mercado livre de energia no Brasil, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) também está investindo fortemente no setor de geração distribuída e pretende implantar, pelo menos, 30 novas usinas fotovoltaicas no Estado até 2020. Para isso, vai investir cerca de R$ 750 milhões em projetos de mini e microgeração, visando atender consumidores industriais, comerciais e residenciais mineiros.

De acordo com Tarcísio Andrade Neves, presidente da Cemig Geração Distribuída S. A. (Cemig GD), que é uma subsidiária integral do grupo, a geração distribuída representa a oportunidade de os consumidores de baixa tensão terem acesso a uma energia com desconto de até 15%.

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Diante do potencial do mercado, que, na avaliação do diretor, é promissor e sustentável, o planejamento da Cemig GD prevê, em um primeiro momento, o fornecimento de energia para indústrias e comércios de pequeno porte.

“Primeiramente, pretendemos atuar em projetos de minigeração, com plantas de 5 megawatts (MW) de potência. Depois, atenderemos os clientes de microgeração com plantas solares instaladas nos telhados de residências, comércios e indústrias”, explicou.

Conforme Neves, os primeiros convênios já começaram a ser firmados e a primeira planta do tipo, que vai entrar em operação em fevereiro, em Janaúba (Norte de Minas), já nascerá com sua energia disponibilizada e compensada por empresas de Minas Gerais.

Trata-se de uma usina fotovoltaica com capacidade de geração de 5 MW. A segunda, com a mesma potência, está sendo preparada em Corinto, na região Central. Juntas, as 30 usinas estimadas para os próximos dois anos poderão gerar até 150 MW.




“A demanda é ainda maior, por isso a aposta no mercado é tamanha. Ao todo, são mais de 8 milhões de consumidores que poderão ser beneficiados por essa nova formatação de geração e consumo de energia”, explicou o diretor-presidente da subsidiária.

A média de investimento em cada planta solar varia de projeto para projeto. Isso porque, segundo Neves, depende de características dos equipamentos, como placas estáticas ou móveis, condições locais de implantação e até mesmo da cotação do dólar. De acordo com ele, considerando os atuais projetos, a estimativa é de um investimento médio de R$ 20 a R$ 25 milhões por planta de 5 MW de potência. Esse aporte é realizado com recursos da iniciativa privada em parceria com a Companhia.

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Mercado em expansão – Minas Gerais lidera o mercado de geração distribuída brasileiro, com 9.190 instalações e uma potência de 151 MW. Isso representa 19% das instalações e 25% da potência total do Brasil.

Quando considerado todo o território nacional, os números chegam a 49.010 unidades consumidoras e 510 MW de potência, respectivamente. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Nesse sentido, o executivo lembrou que a geração distribuída é o braço do setor elétrico que mais cresce em todo o mundo. E, apesar de ser recente no País, a atividade também já vem registrando desempenhos significativos. O que deverá continuar acontecendo também nos próximos anos.

“No mundo, a geração distribuída cresce, em média, 12% ao ano, enquanto a geração como um todo cresce 3%. No Brasil, as taxas hoje giram em torno de 70%, em virtude de uma base praticamente inexistente. A previsão é que o crescimento médio nos próximos dez anos seja da ordem de 30%, quase três vezes mais do que se observa no mundo todo”, ressaltou.

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