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Cesare Battisti, terrorista italiano, condenado por quatro assassinatos em seu país de origem à pena de prisão perpétua, finalmente foi enviado para a Itália para cumprir sua condenação.

Battisti fugiu para o Brasil em 2004 e, preso em 2007, foi beneficiado por um refúgio político pelo então ministro da Justiça do governo petista Tarso Genro.

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Naquele ano, a Itália pediu sua extradição, sendo o processo julgado favoravelmente pela Suprema Corte Brasileira, deixando a palavra final para o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que negou a extradição.

No ano de 2017, o governo Italiano requestou ao presidente Michel Temer a revisão da decisão de Lula. Temer autorizou a extradição do terrorista, ex-ativista da esquerda e assassino condenado em seu país.

O Supremo Tribunal Federal (STF), mediante a decisão de Temer, expediu mandado de prisão em desfavor de Battisti, que fugiu para Bolívia.

Após a colaboração da Polícia Federal brasileira, das autoridades bolivianas, italianas e da Interpol, o terrorista foi preso na Bolívia, por ter entrado no país ilegalmente e deportado para a Itália, onde, por óbvio, cumprirá sua pena.




Apesar de o governo brasileiro ter dado todo o apoio para a prisão do terrorista, não foi o Brasil que o extraditou. A extradição é o ato mediante o qual um Estado entrega a outro Estado, indivíduo acusado de ter cometido crime de certa gravidade e que se acha condenado por aquele, após certificar-se que os direitos humanos do extraditando serão respeitados.

O que chama atenção não é mais a deportação do terrorista da Bolívia para Itália, mas a insistência da esquerda em defender bandidos condenados, sejam pela Justiça brasileira ou a de outros países.

Os esquerdopatas brasileiros insistem que a justiça somente age com correção e retidão quando as decisões lhes são favoráveis, do contrário o que há é uma perseguição política/ideológica.

Segundo este entendimento, o ex-presidente Lula é um preso político, não havia provas para condená-lo. O que houve foi uma perseguição da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça (em todas suas instâncias), em um conluio contra o injustiçado ex-presidente.

Agora, por incrível que pareça, com a prisão do terrorista, o deputado Paulo Pimenta, do PT, formado em jornalismo, afirmou ao jornal “Folha de S. Paulo” que “Não se trata de uma discussão ideológica e sim jurídica constitucional. Quando você politiza as decisões jurídicas você fragiliza o Estado democrático. ”

Será que o deputado não se apercebeu que quem o deportou foi o país vizinho e não o Brasil?




Já o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, com formação em história e ciências políticas, foi além. Em 4 linhas em seu Twitter, desconsiderou a decisão da Justiça italiana ao dizer, “Conheci Cesare Battisti e li muito sobre o processo que levou a sua condenação. Acredito que 99% das pessoas que o atacam o fazem porque desconhece os detalhes do processo ou porque odeiam ativistas de esquerda. Creio na inocência de Cesare. Espero que a Bolívia não o extradite”.

A célebre frase de Machado de Assis, “De médico e louco todo mundo tem um pouco”, poderia ser adaptada para os esquerdopatas, “De juiz e juristas, nós temos muito”.

  • Advogado fundador do Escritório Bady Curi Advocacia Empresarial, ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG)
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