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Com a aquisição da rede de laboratórios mineira São Marcos, a Dasa (Diagnósticos da América) – líder em medicina diagnóstica no Brasil e na América Latina -, pretende não apenas fortalecer e ampliar sua presença em Minas Gerais, mas também chegar a quase 900 unidades próprias de atendimento e realizar cerca de 300 mil exames por ano.

A conclusão do negócio, que não teve o valor divulgado, ainda está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas o contrato já foi celebrado.

De acordo com o CEO da Dasa, Carlos de Barros, as negociações vinham ocorrendo há alguns anos e o acordo contempla a entrega de ações da Dasa aos acionistas controladores do São Marcos, que passará a ser subsidiário integral da empresa, marcando a chegada da rede no Estado, onde ainda não atua com unidades próprias.

“Tínhamos uma lacuna de atuação em Minas, mercado de grande importância e relevância no nosso setor, e a integração com o São Marcos resolve isso, além de agregar com a experiência de décadas de atuação, foco no cliente e bom relacionamento na praça”, explicou.

A Dasa, que pertence à família Bueno, ex-dona da Amil (agora controlada pela americana United Health), por sua vez, chega com seus diferenciais e escala em termos de capilaridade, transação, processamento de dados e foco em novos modelos de remuneração, em uma visão de longo prazo para o setor de saúde.

“É uma união de forças, agregando os diferenciais da Dasa, respeitando as particularidades locais, bem como lideranças, funcionários e a bandeira São Marcos, trabalhando junto com a comunidade local de médicos e pacientes, entendendo o que poderemos incrementar, em termos de produtos, serviços, novas unidades, fortalecendo cada vez mais mercado de saúde da Grande Belo Horizonte, incluindo os planos de saúde locais”, garantiu.

Prioridade é realizar os exames e continuar cuidando da saúde das pessoas, diz Barros | Crédito: Wellington Nemeth

Vale lembrar que, com quase 80 unidades de atendimento na Capital, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e em São Paulo, o São Marcos realiza mais de 18 milhões de exames de análises clínicas, imagens, anatomia patológica, testes genéticos, além de serviço de vacinas por ano.

Barros ainda citou que o grupo mineiro também atua no mercado B2B e reúne quase 500 laboratórios de menor porte como clientes. Essa operação terá continuidade de forma segregada na planta de Belo Horizonte, que possui automação total com esteiras, toxicologia e biologia molecular. E vai ampliar a capacidade da Dasa.

Especificamente sobre a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e os efeitos nos negócios, o CEO da Dasa informou que ambos os laboratórios realizam dois tipos de testes para a doença e apenas a Dasa já fez mais de 300 mil testes em toda sua área de atuação – número que cresce dia após dia.

Além disso, ele afirmou que o impacto financeiro de curto prazo causado pela pandemia é secundário para a empresa, uma vez que a “prioridade é realizar os exames e continuar cuidando da saúde das pessoas”.