Tameirão: objetivo é reduzir ao máximo a carga microbiana | Crédito: Leo Drummond

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) provocou crescimento exponencial na demanda pelos serviços de sanitização em todo o País. No Estado, dados da Associação Mineira das Empresas Controladoras de Pragas (MinasPrag) dão conta de um aumento de 1.000% na contratação do serviço. No entanto, o setor alerta para limitação das medidas no combate à doença.

De acordo com o presidente da entidade, Cezar Gomes Tameirão, antes da chegada do vírus ao País, a demanda pelos serviços se concentrava em setores específicos, como indústrias alimentícias e de saúde, mas agora tem ocorrido em diversas áreas, tanto no setor público quanto no privado. “Algumas empresas faziam dois ou três serviços do tipo por ano e, no último mês, atendemos mais de 50 solicitações”, citou.

Neste sentido, ele alertou para o cuidado com a disseminação de informações falsas quanto à eficácia da sanitização. “O objetivo é reduzir ao máximo a carga microbiana nas superfícies, equipamentos e ambientes, ou seja, reduzir microrganismos críticos à saúde em níveis considerados seguros, com base em parâmetros estabelecidos. Além disso, sua eficácia é comprometida por qualquer novo contato infeccioso”, explicou.

Por isso, conforme o presidente da associação, o serviço é considerado complementar às demais medidas no combate ao coronavírus e deve ser feito com frequência, a depender do volume de pessoas em circulação e destinação do ambiente.

“A sanitização não tira a importância dos cuidados com a higiene e do uso de máscaras pelas pessoas. Pelo contrário. Se isso não for mantido, a eficácia do processo é zero. Já a periodicidade com que o serviço deve ser feito varia de caso a caso. Mas no caso de hospitais, por exemplo, é indicado que seja diariamente”, disse.

Tameirão também falou que durante o processo de sanitização ou desinfecção de ambientes são utilizados saneantes que são substâncias ou preparações químicas destinadas ao processo, seja em domicílios, ambientes coletivos ou públicos. Ele lembrou que, por serem produtos químicos, precisam ser chancelados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Controle de Pragas Urbanas também tem se mostrado como um serviço essencial diante da pandemia, na medida em que algumas pragas como ratos, baratas e formigas têm o hábito de transitarem pelas galerias de esgotos e ambientes contaminados dos grandes centros urbanos, os quais podem estar contaminados pelo vírus. Sendo assim, além de serem vetores de várias outras doenças já conhecidas, esses bichos também podem transmitir o coronavírus.

Vale lembrar que pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) detectaram o vírus em amostras dos esgotos de Belo Horizonte e Contagem, na RMBH.

Com o aumento da demanda, tem se mostrado necessária também a qualificação. Assim, a MinasPrag e demais associações do País têm promovido eventos e reuniões para que empresas devidamente legalizadas compartilhem informações relevantes para a qualificação da prestação dos serviços, desenvolvimento e profissionalização do setor.