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Cooperativas são alternativa para MPEs

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Nem sempre o empréstimo é a solução, diz Taís Di Giorno | Crédito: Divulgação
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Passados 18 meses do começo oficial da pandemia no Brasil, que deu início a uma crise econômica sem precedentes na sua causa e no seu desenrolar, os pequenos negócios sobreviventes sonham poder dizer que passaram pelo pior momento e que podem seguir com um mínimo de segurança.

A verdade, porém, é que, queimadas todas as reservas e sem crédito, muitos deles ainda vivem sobressaltados esperando chegar o fim do dia para saber se amanhã abrirão as portas ou não.

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De acordo com dados do Serviço Nacional de Apoio às Pequenas e Micro Empresas (Sebrae Nacional), 63% dos pequenos negócios que tentaram acessar o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) em 2020, tiveram dificuldades.

Uma opção aos burocráticos trâmites impostos pelo sistema bancário convencional e ao baixo interesse dos grandes bancos por esse público, as cooperativas de crédito têm conseguido chegar aos pequenos empresários.

De acordo com a presidente-executiva do Sicoob Cecres e ex-presidente da Federação Nacional das Cooperativas de Crédito (FNCC), Taís Di Giorno, a recuperação econômica do País passa necessariamente pela recuperação dos pequenos negócios e é um erro do setor financeiro não prestar atenção nesse público.

“Esse é um público negligenciado. É certo que cada pequeno empresário toma um volume de crédito pequeno, mas juntos são eles a grande força econômica de qualquer país. Além disso, eles não deixam de pagar. Eles honram os compromissos. Então considero um erro estratégico, principalmente do governo, que precisa implementar políticas que obriguem o sistema convencional a atender melhor essas pessoas. Enquanto isso, as cooperativas de crédito estão crescendo porque entendem essas necessidades e estão onde os micro e pequenos empresários estão”, explica Taís Di Giorno.

Além da desburocratização do acesso ao crédito, as cooperativas têm um papel de promover a educação financeira dos seus parceiros. Entender as especificações de cada produto financeiro, saber compará-los, fazer projeções e separar patrimônio e contas da empresa das pessoais são ainda práticas complicadas para boa parte desses empreendedores.

Muitos, empreendedores por necessidade, jamais tiveram alguma preparação para lidar com o sistema bancário ou mesmo para trabalhar de maneira profissional com o dinheiro. Ao longo da pandemia, os movimentos de apoio ao comércio local deixaram exposta essa face pouco capacitada dos pequenos negócios.

“Não só liberamos linhas de crédito, também temos a finalidade de promover educação financeira, oferecemos consultoria para essas ‘PJs’. Nem sempre o empréstimo é a solução. Às vezes, a troca de uma dívida mais cara por uma mais barata, por exemplo, resolve o problema sem novos custos”, exemplifica a executiva.

Mercado

As cooperativas de crédito seguem crescendo no Brasil – de acordo com dados do Banco Central (BaCen), entre 2016 e 2020, a carteira de crédito do setor pulou de 2,74% para 5,1% do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

O número de associados chegou a 11,9 milhões em dezembro do ano passado, performado, assim, um crescimento de 9,4% em relação a 2019 e 42,1% na comparação com 2016.

Desse total, 10,2 milhões são pessoas-físicas. Apesar disso, a participação no mercado nacional de crédito ainda é baixa, não passando de 8%, enquanto na França, por exemplo, esse índice gira em torno de 40%. 

“Historicamente o cooperativismo cresce nas crises, mas não precisamos passar por uma para saber mais sobre o sistema. Entendo que precisamos nos comunicar melhor. Explicar para a sociedade o que é o cooperativismo e o cooperativismo de crédito. Temos uma concentração bancária absurda no Brasil e 2022 deve ser, ainda, um ano complicado. As pessoas precisam de mais informação para tomar melhores decisões”, completa a presidente-executiva do Sicoob Cecres.

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