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Povos do Cerrado em contos de crítica social poética

Pessoas comuns do sertão mineiro são inspiração do escritor montes-clarense Mércio Mota Antunes (39) para o seu segundo livro, Útero terra, pela Sempre Viva Editorial. A obra tem lançamento marcado para o dia 22 de setembro na capital mineira. Mais que de histórias de ficção, o livro apresenta uma reflexão poética e viril da essência humana, narrada em contos que vivenciam a rotina de homens e mulheres do grande Cerrado brasileiro. Segundo o autor, os textos não romantizam o sertão; expressam a insatisfação das pessoas com o jogo social e político imerso no interior do Brasil adentro.

“É um conjunto de contos que dá acesso ao caos simbólico de uma sociedade que tenta a todo custo suprimir as possibilidades de síntese das lutas por justiça social, mas que ainda assim é atravessada por individualidades em plena potência contra o aparato de poder”, relata o escritor.

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Útero terra é uma obra de ficção com 112 páginas e 23 contos, cuja unidade conceitual é inspirada pela trajetória biográfica de um garimpeiro submerso pelos dilemas urbanos que desaguam no mundo rural. As personagens ganham vida por meio da interseção entre o ambiente e os contextos sociais. São homens, mulheres, crianças e idosos identificados não a partir de fenótipos, e sim pela articulação de seus vários campos simbólicos sintetizados a combinações relativamente reduzidas de elementos da realidade. O prefácio do livro é assinado pelo poeta e escritor Vitor Oliva.

Prejuízos econômicos da mudança climática

O mundo já está perdendo dinheiro com a mudança climática, um rombo que recai sobre setores tão diversos como agricultura, energia e saúde, com impacto ainda mais pesado em regiões como a da América Latina. É o alerta do livro Mudanças do clima – tudo o que você queria e não queria saber, de Sergio Margulis, que tem distribuição gratuita no site mudancasdoclima.com.br. A obra é editada pela Fundação Konrad Adenauer, em parceria com o Instituto Clima e Sociedade.

“Hoje o prejuízo da mudança climática é três vezes o prejuízo que a economia tem com a pandemia do novo coronavírus. Não é à toa que, em meio à pandemia do novo coronavírus, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, convocou chefes de 40 países para discutir mudança climática. Os EUA querem liderar a questão, que é chave para o desenvolvimento econômico mundial”, afirma o autor.

Com atuação como economista de meio ambiente do Banco Mundial, onde trabalhou por duas décadas, Margulis apresenta uma abordagem didática do desastre ambiental pelo ponto de vista econômico, baseado nos dados mais recentes sobre o aquecimento global. “O objetivo é massificar o assunto para chegar a todas as classes socioeconômicas. Às lideranças empresariais e governamentais para que tomem medidas que não sejam ‘para inglês ver’ e à população para que tome consciência e reivindique”, declara.

O texto discute quem são os responsáveis pela mudança climática, incluindo setores econômicos e classes de renda, geração e consumo de energia, o consumo como causa subjacente; negociações globais; adaptação e pobreza; redução de emissões e o papel do Brasil no contexto mundial, incluindo o controle do desmatamento, entre outros tópicos que abrangem das causas à solução.

“A mudança climática exige transformação contundente e imediata da economia, por sobrevivência dos mercados e das pessoas”, pontua Margulis. A grande causa do aquecimento global é o consumo realizado pelos países e indivíduos mais ricos. O prejuízo, no entanto, recai principalmente sobre os mais pobres, que têm menor capacidade de se adaptar e lidar com as novas condições climáticas.

“O carbono terá que ser precificado e nosso modelo de consumo terá que se ajustar, a fim de viabilizar as medidas de redução de emissão de CO2 para uma recuperação ambiental que resguarde a continuidade dos mercados”, destaca.

Os acordos mundiais ainda não foram efetivos nesse sentido, diz. “Os limites de emissão de gases poluentes para o mundo não aquecer acima de 2 graus são conhecidos. Eles deveriam ser o ponto de partida para as negociações globais do clima”, comenta Margulis, em crítica sobre Acordo de Paris, que terá seu aguardado terceiro encontro de signatários em novembro, na COP26, na Escócia.

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