Desembolsos do BDMG para MPEs batem recorde

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Desembolsos do BDMG para MPEs batem recorde
CREDITO: CHARLES SILVA DUARTE / Arquivo DC

Com o fim da maioria dos financiamentos federais voltados ao enfrentamento da pandemia em dezembro do ano passado e as discussões para o retorno ainda em tramitação no Congresso Nacional, agora as alternativas de crédito estão concentradas em programas estaduais ou linhas privadas.

E como se já não bastassem as limitações naturais das micro e pequenas empresas, elas também voltaram a ter que enfrentar diversas restrições às suas operações com o recrudescimento da crise sanitária nos últimos meses.

No Estado, os desembolsos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para as micro e pequenas empresas vêm atingindo patamares recordes. Desde março do ano passado, mais de 12.800 pequenos empreendimentos foram financiados pelo banco, com a liberação de mais de R$ 941 milhões.

Deste total, 89% foram para o setor de comércio e serviços no Estado. Na comparação entre 2020 e 2019, o desembolso para o segmento de micro e pequenas empresas mais do que quadruplicou.

É que com a pandemia, o banco lançou uma série de programas emergenciais com foco em prover liquidez para o mercado, especialmente para o pequeno empreendedor. As ações incluíram reduções de taxa, ampliação dos prazos de negociação, dispensa de documentos, plano de renegociação de dívidas e linhas de créditos específicas para saúde, turismo e empreendedorismo feminino.

Neste contexto, a instituição operou com o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e outras linhas voltadas para micro e pequenas empresas, como o BDMG Solidário e o Empreendedoras de Minas (exclusiva para mulheres proprietárias de negócios), que também ofereceram taxas mais reduzidas do que as normalmente praticadas.

Em 2021 o banco permanece operando com linhas de capital de giro com taxas e prazos mais acessíveis, oferecendo contratação on-line e sem exigência de aquisição de outros produtos. As linhas atualmente em portfólio são Geraminas, geraminas Fidelidade e Empreendedoras de Minas, além de linhas para implantação de energia fotovoltaica.

Comércio e serviços

De maneira geral, o BDMG encerrou 2020 com o maior desembolso nominal de sua história: R$ 2,85 bilhões. O volume representou crescimento de 118% em relação a 2019, quando o montante chegou a R$ 1,3 bilhão. Mais uma vez, o maior volume de recursos foi destinado ao setor de comércio e serviços, que somou R$ 1,69 bilhão, representando quase 60% do total.

O presidente do banco, Sergio Gusmão, disse à época da divulgação do balanço, que os resultados recordes, especialmente os voltados para micro e pequenas empresas, demonstram que o BDMG tem cumprido seu papel de banco de desenvolvimento diante do cenário desafiador, desencadeado pela crise sanitária. “Conseguimos equilibrar a alta demanda por crédito com a necessidade de preservação da solidez financeira da instituição”, comentou.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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