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Dispositivos portáteis e interativos incentivam a leitura

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O Omec consiste em uma maleta que convida a pessoa para jogar coletivamente a história do livro 1984, de George Orwell | Crédito: Divulgação

O incentivo à leitura é uma preocupação constante de educadores e outros profissionais que trabalham na intermediação entre leitores e literatura nos seus mais diversos formatos de apresentação.

O distanciamento social imposto como importante prática de combate à transmissão da Covid-19 nos últimos 18 meses e o impulso dado às transformações digitais, fomentaram a necessidade de ressignificar os hábitos de leitura.

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É nesse contexto que a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, instalada na Praça da Liberdade, região Centro-Sul de Belo Horizonte, recebe dois dispositivos portáteis e interativos de leitura, disponíveis para uso. A iniciativa faz parte do programa BiblioHack LAB (BHL) da organização social Casa da Árvore – que atua no desenvolvimento de inovação em práticas de leituras a partir da cultura digital -, sediada em Poços de Caldas, no Sul de Minas.

As ferramentas foram criadas durante residência criativa on-line que integrou artistas, educadores, pesquisadores e desenvolvedores, que participaram de um processo seletivo e receberam auxílio técnico e financeiro.

De acordo com o designer de inovação da Casa da Árvore e coordenador-geral do BHL, Aluísio Cavalcante, os dispositivos permanecem na unidade da Capital por quatro semanas para a utilização do público, seguindo em itinerância pelas bibliotecas públicas do Estado.

“O BHL é uma estratégia para inovar no cenário nas bibliotecas brasileiras. De maneira geral, o que fazemos é atrair para o ambiente da biblioteca talentos de várias artes, tecnologia, para desenvolver caminhos para a transformação da leitura. Esse ano era um programa de residência que tinha o objetivo de desenvolver novos dispositivos de leitura. As bibliotecas podem ser o coração da inovação nas práticas de mediação de leitura e formação de leitores, onde a arte tecnológica, o letramento para as mídias, a expressão artística e a participação social se unem para formação do leitor crítico”, explica Cavalcante.

O FunFic é um espaço inventivo, que traz narrativas ficcionais escritas por fãs da obra | Crédito: Zu cCvalcante

Entre 12 propostas avaliadas, foram selecionadas:

Omec – O Omec, uma maleta que convida a pessoa para jogar coletivamente a história do livro 1984, de George Orwell, explorando elementos do hiperlink e leva o leitor a navegar por outros conteúdos, a relacionar o livro com outras informações de contexto e a explorar a atemporalidade da obra.

FunFic – O FunFic é um espaço inventivo, que traz narrativas ficcionais escritas por fãs, desconstruídas da história original, e que na medida em que a história é construída, se tem a materialização de um lado e o código do outro: o caminho que o computador chegou para criar a imagem.

“As tecnologias mudaram nosso relacionamento com o espaço e com a própria informação. Nossa experiência de mundo está cada dia mais multimidiática. O Omec é um jogo inspirado na obra 1984, uma história que dialoga muito com o que vivemos no último ano. Ele nos leva a entender como a leitura pode ser mais participativa, cruzar o limite entre arte e tecnologia. Ele chama mais atenção porque é uma máquina e será compartilhado em código aberto para que seja utilizado com outros livros. Já o FunFic é genial, com avanços em termos de linguagem computacional que são muito legais. Ele junta a cultura da FunFic, que é esse fenômeno de escrita social com outra comunidade que são os criatives codings. À medida que a pessoa vai criando, ela vai entendendo os códigos, é uma maneira de letramento digital”, pontua.

O trabalho feito pela ONG não tem objetivos financeiros mas a toda a experiência desenvolvida pelos profissionais envolvidos demonstra uma promissora área de negócios ainda pouco explorada por artistas, educadores e profissionais de tecnologia da informação.

“Vejo que a leitura é um mercado negligenciado. É um segmento em potencial para vários negócios emergentes que são pouco explorados. Os sistemas de bibliotecas e bibliotecas virtuais são exemplos. Ainda não temos um modelo de negócio que favoreça as bibliotecas públicas a trabalharem com acervos digitais. As distribuidoras ainda trabalham com a lógica do livro físico em um mundo digital. A pesquisa ‘Retratos da Leitura no Brasil’ (realizada pelo Instituto Pró-Livro – IPL) mostra o avanço da leitura nas classes C e D, mas pouca gente vê nisso uma oportunidade de inovação e negócios”, destaca o coordenador-geral do BHL.

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