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Na busca por novas soluções que estejam alinhadas à realidade da indústria 4.0, a Cemig lançou, no fim do ano passado, um edital para selecionar projetos para o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Cemig – Aneel 2018. O programa recebeu propostas de 129 projetos e selecionou sete que receberão, ao todo, R$ 40 milhões de investimento.

De acordo com o Diretor de Relações Institucionais e Comunicação da Cemig, Thiago de Azevedo Camargo, o edital faz parte do programa nacional da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que exige que as concessionárias de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica destinem para a pesquisa e desenvolvimento um percentual de sua receita operacional líquida.

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Segundo ele, até 2017 esse recurso era repassado a dezenas de projetos, mas sem uma lógica norteadora. Com o Plano Estratégico de Inovação de Tecnologia Digital Cemig 4.0 idealizado em 2018, o destino desses recursos ganhou uma lógica a partir do conceito dos três Ds: digitalização, descentralização e descarbonização.

De acordo com o superintendente de Tecnologia, Inovação e Eficiência Energética da Cemig, Carlos Renato França Maciel, o primeiro edital foi direcionado, principalmente, para os projetos de digitalização. As soluções selecionadas estão ligadas à eficiência operacional e ao atendimento ao cliente e são propostas por universidades, centros de pesquisa e empresas de Minas Gerais e de outros estados. O desenvolvimento dos sete projetos se iniciou em janeiro deste ano e a entrega dos resultados acontece em até 24 meses.

O gerente de Inovação Tecnológica e Alternativas Energéticas, Frederico Ribas, explica que modelo adotado pela Cemig para esses projetos são de propriedade mútua. Isso quer dizer que as instituições e empresas envolvidas entram com recursos financeiros e de pessoal e, durante o projeto, há um rateio dos resultados advindos da propriedade intelectual. “Nós adotamos o modelo de inovação aberta que consiste em escutar as necessidades internas da Cemig, olhar para onde mundo está caminhando, sondar o ecossistema de inovação e aglutinar os melhores atores em prol de soluções”, afirma.

De acordo com ele, novos editais que contemplam os demais “Ds” e macroações já estão previstos para os próximos anos. Entre os assuntos que devem entrar nas próximas seleções estão mobilidade elétrica e microgrids.




Ribas também destaca outros projetos realizados pela Cemig nos últimos anos e que contemplam a estratégia da digitalização, descentralização e descarbonização. Um deles é a usina fotovoltaica flutuante a ser instalada no reservatório da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Marta, em Grão Mogol, no Norte de Minas. No local, serão instalados 7 mil painéis de células fotovoltaicas com capacidade para produzir até 1,2 MW (megawatt).

“Desde 1999, o PeD da Cemig trabalha com o tema ‘energias alternativas’, pensando em descarbonização e descentralização. Digitalização é mais recente, quando pensamos em novas tecnologias como inteligência artificial, mas nossos centros de operação são digitalizados há muito tempo”, frisa.

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