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Empoderando Refugiadas chega à 6ª edição no País

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Crédito: Freepik

A Agência da ONU para Refugiados (Acnur), a Rede Brasil do Pacto Global e a ONU Mulheres anunciam o lançamento da 6ª edição do Empoderando Refugiadas, projeto que fomenta o acesso de mulheres em situação de refúgio ao mercado de trabalho brasileiro por meio de capacitação, sensibilização do setor privado e interiorização voluntária para outras cidades. Nesta edição, o projeto pretende formar 80 mulheres.

Mesmo com o contexto da pandemia da Covid-19, a edição de 2020 do Empoderando Refugiadas foi um sucesso, com 62 refugiadas formadas na capacitação oferecida em Boa Vista, Roraima. Destas, 42 foram contratadas no mercado formal por empresas brasileiras e 107 pessoas foram interiorizadas pela Operação Acolhida, força-tarefa humanitária coordenada pelo governo federal que oferece assistência emergencial à população refugiada e migrante venezuelana abrigada em Roraima. Outras 27 pessoas refugiadas conseguiram emprego com o apoio da iniciativa.

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“Nossa trajetória de vida não tem sido fácil. Tivemos que agarrar nossos filhos para partir da Venezuela, por toda dificuldade que enfrentamos por lá, lutando contra a fome. Chegar com a perspectiva de trabalhar e ver as oportunidades diminuírem por causa da pandemia foi mais uma barreira que enfrentamos. Agora, com este diploma em mãos, vamos adiante”, afirmou Dashly, de 21 anos, viúva e mãe de dois filhos.

Os números do projeto são ainda mais relevantes quando se considera o perfil das mulheres que participaram do programa. O Empoderando Refugiadas em 2020 formou duas turmas inéditas, dedicadas a refugiadas com deficiências, doenças crônicas e/ou com necessidades especiais, além de outras interseccionalidades, como mulheres com mais de 50 anos, grávidas e LGBTQI+.; e mulheres que possuíam familiares com deficiências e eram as únicas provedoras de renda da família, também foram beneficiadas.

“A diversidade é um dos principais pilares do Empoderando Refugiadas e temos uma preocupação constante em incluir os mais diferentes perfis em nossas turmas. Sabemos da dificuldade que a pandemia nos impõe, em um cenário que já era complicado, mas temos muito a comemorar os resultados obtidos. Em 2021, estamos ampliando a iniciativa, para alcançar mais mulheres e gerar ainda mais impactos positivos para as refugiadas e também para as empresas”, afirmou o Oficial de Meios de Vida do Acnur, Paulo Sergio Almeida.

A primeira turma da 6ª edição do Empoderando Refugiadas iniciou as atividades no mês de junho, em Boa Vista, com apoio da AVSI Brasil e metodologia do Senac Roraima. O setor privado também pode investir na capacitação das mulheres e/ou na contratação das pessoas participantes. As formações de outras turmas do Empoderando Refugiadas seguirão acontecendo até dezembro de 2021.

“As empresas já entenderam a importância de ter diversidade em suas equipes. Isso impacta diretamente nos resultados, já que empresas com quadros mais diversos, têm resultados operacionais e de performance muito melhores. Uma parte importante do setor privado brasileiro tem apostado nessa prática com muito sucesso. O Empoderando Refugiadas é um claro exemplo dos compromissos assumidos para a Agenda 2030, em especial no Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 5, voltado para a igualdade de gênero”, afirmou o diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Carlo Pereira.

A primeira edição do projeto ocorreu no ano de 2015, na cidade de São Paulo. Refugiadas de diversas nacionalidades participaram de capacitações que as prepararam para entrevistas de trabalhos com empresas parceiras do projeto interessadas em contratar. Desde então, aproximadamente 250 mulheres participaram da iniciativa, que já mobilizou mais de 300 empresas e organizações pela causa do refúgio.

Diante do agravamento da crise humanitária da Venezuela e do aumento no número de pessoas buscando proteção internacional no Brasil, em especial no estado de Roraima, em 2019 o projeto estendeu sua atuação geográfica à Boa Vista. Nesta nova fase, a iniciativa ofereceu capacitação para as mulheres que residiam nos abrigos emergenciais da capital roraimense.

Após a conclusão do curso, as formadas têm a oportunidade de fazer entrevistas de trabalho com empresas parceiras do projeto. No formato executado em Boa Vista, a refugiada aprovada na seleção, acompanhada de sua família, participa da interiorização realizada pela Operação Acolhida, Acnur e AVSI Brasil. Entre 2019 e começo de 2021, mais de 180 pessoas foram interiorizadas pelo projeto para diversas cidades do País.

PRINCIPAIS RESULTADOS
• 62 mulheres concluíram o curso de Atendimento e Vendas: Ferramentas e Estratégias, oferecido pelo Senac RR, e receberam a certificação;
• 42 mulheres foram contratadas pelos parceiros do projeto: Renner, Unidas, Drogaria São Paulo, Iguatemi, entre outras empresas;
• 31 famílias foram interiorizadas para cinco cidades: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), São José (SC), Porto Alegre (RS) e Natal (RN);
• 107 pessoas interiorizadas no total (pessoas empregadas e membros familiares);
• 180 beneficiários da formação de empreendedorismo oferecida pela Aliança Empreendedora aos familiares de mulheres participantes do projeto;
• 27 refugiados contratados por intermediação do projeto nas regiões metropolitanas de São Paulo e Belo Horizonte.
A 5ª edição do Empoderando Refugiadas contou com os apoios de Facebook, Unidas, MRV, Uber, Iguatemi, Sodexo e Lojas Renner. Foi executada em parceria com a Associação Voluntários para o Serviço Internacional (AVSI Brasil), Operação Acolhida, Círculos de Hospitalidade, Adra, Cáritas Caicó, Aldeias Infantis, Casa de Acolhida Madre Assunta, Missões Nacionais, Turma do Jiló, Programa de Apoio à Recolocação de Refugiados (PARR) e Foxtime. As metodologias foram de Senac Roraima e Aliança Empreendedora.
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