Minas Gerais oferece um grande mercado para as clínicas populares tanto na Capital como no interior. A rede de franquias Partmed está presente em três cidades: Capelinha, no Vale do Jequitinhonha; Montes Claros, no Norte de Minas; e Contagem, na RMBH. Atualmente a rede tem 40 unidades abertas e 60 em implantação. O investimento total é estimado para a abertura de uma unidade gira entre R$ 256 mil e R$ 357 mil.

A rede trabalha com uma visão integrada de saúde, por meio de um prontuário único, no qual o médico, independente de sua especialidade, ao atender um paciente tem acesso a todo o seu histórico na PartMed, resultados de exames anteriores, tratamentos realizados, cirurgias e medicamentos. A meta para 2019 é inaugurar 80 unidades e bater a marca de R$ 100 milhões em faturamento.

Segundo o fundador da rede, Paulo Zahr, além das especialidades e dos exames, a rede tem como diferencial o financiamento do atendimento hospitalar. Junto com a Odontocompany, ela faz parte do segmento de saúde do grupo SMZTO Holding de Franquias.

“Nos especializamos no atendimento para clientes acima de 55 anos. Eles têm dificuldade de pagar os planos de saúde que a partir dessa faixa etária ficam ainda mais caros e passam a frequentar consultórios médicos com muito mais frequência. Esse é um grande diferencial competitivo. Nos próximos meses, vamos passar a oferecer também atendimentos de emagrecimento e estética”, enumera Zahr.

O que diz a lei – O crescimento das clínicas populares levou o Conselho Federal de Medicina (CFM) a tecer uma normatização específica para o segmento em 2017. Dentre as determinações da Resolução 2170/2017, do CFM, estão a obrigatoriedade de indicação do diretor técnico médico responsável no CRM, a divulgação de valores somente no interior dos estabelecimentos e sua proibição nos anúncios publicitários. A norma foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 24 de janeiro de 2018.

As clínicas, a exemplo das empresas médicas em geral, são impedidas de oferecer qualquer promoção relacionada ao fornecimento de cartões de descontos, fidelidade ou similares. Essa prática é proibida desde 2010, quando o CFM entendeu que a adesão de médicos às regras de promoções deste tipo deixa o sigilo do paciente vulnerável.