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Negócios
Entre os desafios estão a criação de canais digitais de vendas e o estímulo a práticas sustentáveis - Alisson J. Silva

Diante dos inúmeros desafios enfrentados pela indústria do vestuário, mapear gargalos, identificar tendências e buscar boas práticas de benchmarking se tornou fator de sobrevivência. Foi com esse objetivo que a Gerência de Inteligência Competitiva da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) elaborou um estudo para identificar esses fatores e fazer com que a indústria mineira supere as adversidades e se torne mais competitiva. O levantamento reforçou a necessidade de inovação no setor em Minas, um dos que mais gera empregos no País.

“Este estudo é de extrema importância, uma vez que ele vai nortear as ações e estratégias do setor, tanto em relação à legislação quanto à proposição de políticas públicas, que vão promover a competitividade das indústrias”, afirma o presidente da Câmara da Indústria do Vestuário da Fiemg, Manuel Bernardes. A Câmara demandou a pesquisa.

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O mapeamento constatou a força do setor em Minas, sendo o terceiro estado que mais emprega no Brasil, porém a inovação se faz urgente e necessária “Após retrações constantes do valor da transformação industrial nos últimos anos, é essencial a adoção de inovações de mercado, tecnologias e de modelos de negócio para a retomada de crescimento do setor, que vem perdendo a competitividade para Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul”, afirma a gerente de Inteligência Competitiva e coordenadora do estudo, Gabriela Ferreira Franco.

Desafios – Estimular eficiência no consumo de energia e práticas sustentáveis, informatizar processos e desenvolver canais digitais de comercialização e competências técnicas estão entre os desafios do segmento.

No mapeamento, um dos pontos fortes identificados é o fato de que o Estado conta com boas instituições de ensino voltadas para a capacitação de profissionais do setor. Dentre elas, destaca-se o Senai Modatec, unidade do Sistema Fiemg que atua focada na indústria do segmento. No final do ano passado, a unidade lançou o inédito Curso Técnico Semipresencial em Vestuário, para quem quer entrar no mercado de moda e quer conhecer o processo produtivo e construtivo ou quem já está na área, mas quer se aperfeiçoar e atuar de forma profissional.

“O objetivo principal do curso é ter profissionais mais preparados e qualificados para a indústria”, conta o gerente da unidade, Jorge Peixoto.

Tecnologia – O estudo apontou também as tendências tecnológicas para o setor, como os tecidos esportivos tratados com habilidades de autocura por calor e fricção sobre o tecido – e a impressão em 3D.

Em 2017, o desfile da marca mineira Plural, realizado no Minas Trend, levou para a passarela saia, tops e vestidos produzidos em impressora 3D. O trabalho foi realizado em parceria com o Senai Modatec e a empresa 3D Lopes, e contou com mais de 1.000 horas de impressão.

Em termos de canais digitais, o e-commerce está cada vez mais consolidado, mas a grande novidade é o crescimento do comércio de dados, sendo um importante insumo para que as empresas conheçam melhor quem compra seus produtos. E a grande fonte vem das redes sociais: “O social commerce é feito com base no comportamento do usuário nas redes sociais. Com a utilização de big data e inteligência artificial para combinar os dados, é possível ter um número bastante preciso dos gostos e preferências do consumidor para determinado produto”, explica Gabriela. O Brasil já representa 50% da América Latina nesta prática.

Uma dúvida que muitos empresários têm é que se o e-commerce vai enfraquecer as vendas em lojas físicas, mas segundo a gerente, eles são complementares “O Ominichannel (diversos canais de vendas que se complementam) é uma tendência forte dentro das relações empresariais e comerciais e a indústria não pode ficar de fora”, conclui. (Com informações da Agência Fiemg).

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