Evento no Palácio das Mangabeiras conecta moda, sustentabilidade e autonomia feminina
O Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte, recebe nesta quinta-feira (7) uma edição especial do projeto Re-Valorize, do Instituto Por Elas, que aposta na moda circular como alternativa de geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade.
A iniciativa, chamada Troca & Valoriza, reúne lideranças femininas em uma ação de troca de peças. Os itens que não forem trocados serão destinados ao Instituto Por Elas e poderão ser convertidos em insumos para mulheres interessadas em empreender no mercado de moda circular.
O projeto ganhou visibilidade internacional em março de 2026, quando foi lançado oficialmente em Nova York, durante a programação paralela da 70ª Comissão sobre a Situação da Mulher da ONU, a CSW70. A agenda incluiu evento na Câmara de Comércio de Manhattan e uma ação de troca de peças na residência da liderança Angelica Walker, com participação de executivas e representantes internacionais.
Capacitação
Além da ação presencial em Belo Horizonte, o Re-Valorize também conta com uma trilha on-line de capacitação, disponível para mulheres de todo o Brasil a partir de R$ 59,90. Na semana de lançamento, a aula inaugural reuniu mais de 70 alunas e superou 300 inscrições.
O curso aborda curadoria e seleção de peças, precificação, identidade de marca, vendas digitais e práticas de economia circular. Segundo o Instituto, a proposta é oferecer ferramentas práticas para que as participantes possam estruturar pequenos negócios a partir de peças já existentes.
Os dados das inscrições indicam que 56% das participantes querem entender melhor sustentabilidade, 45% buscam aprender a empreender, 44% querem integrar uma rede de mulheres e 43% desejam gerar renda extra. Além disso, 87% já tiveram algum contato com moda circular, 65% têm 35 anos ou mais e 46% declararam interesse em abrir o próprio negócio.
Debate em BH
A programação no Palácio das Mangabeiras terá um diálogo entre Rizzia Froes, presidente do Instituto Por Elas, e Sâmara Merrighi, especialista em moda circular e ESG. Elas vão discutir o papel da moda circular como ferramenta de autonomia econômica e impacto social.
“Revalorizar é entender que cada mulher carrega uma história única e que a moda circular pode ser uma ferramenta para abrir caminhos, fortalecer a autoestima e criar oportunidades de transformação”, afirma Rizzia Froes.
Para Sâmara Merrighi, a moda circular vai além do reaproveitamento de roupas. “Quando uma peça muda de mãos com propósito e destino claros, ela carrega consigo uma cadeia inteira de possibilidades econômicas e de autonomia”, destaca.
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