Falta de mão de obra qualificada impulsiona construtora a formar profissionais

A Emccamp Escola realizou 40 treinamentos e capacitou 472 profissionais em 2025 em três estados, incluindo Minas Gerais
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Falta de mão de obra qualificada impulsiona construtora a formar profissionais
Em 2025, programa da Emccamp capacitou 472 trabalhadores em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro | Foto: Divulgação Emccamp

A falta de profissionais qualificados segue entre os principais entraves da construção civil. Em fevereiro, 41,6% dos empresários do setor apontaram o problema como fator limitante aos negócios, segundo a Sondagem da Construção, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi o maior percentual registrado para o mês desde 2011.

Uma das respostas das empresas é investir na formação de quem já trabalha nos canteiros. A Emccamp Residencial criou a Emccamp Escola, que realizou 40 treinamentos e capacitou 472 profissionais em 2025, em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Os cursos abordam desde instalações hidráulicas, impermeabilização e montagem de paredes de concreto até operação de drones e normas de qualidade.

“A construção civil vive um momento no qual qualificar deixou de ser apenas uma ação de desenvolvimento e passou a ser uma necessidade estratégica. Quando a formação se aproxima das demandas reais da obra, conseguimos desenvolver profissionais mais preparados e, ao mesmo tempo, fortalecer a qualidade da execução”, afirma o gerente de qualidade da Emccamp, Romagno Moraes.

A empresa também mantém parcerias com instituições de ensino. No Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) Tatuapé, em São Paulo, seis funcionários concluíram a primeira turma de um curso de montagem de circuitos elétricos prediais. A formação teve 80 horas de aulas teóricas e práticas, distribuídas por dez sábados entre junho e agosto. O conteúdo incluiu interpretação de diagramas, cabeamento, dispositivos de proteção e normas de segurança.

Outra parceria com o Senai Tatuapé oferece formação em montagem de formas para paredes de concreto. A Emccamp realizou ainda, com o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), uma capacitação de 160 horas da qual participaram 15 mulheres.

Para Moraes, os cursos permitem aplicar o aprendizado a situações que os trabalhadores encontram nas obras. “A falta de mão de obra não se resolve apenas com a abertura de novas vagas. O setor também precisa participar da formação desses profissionais, criar oportunidades de atualização e estimular o desenvolvimento de quem já está dentro das empresas”, diz.

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